
Mulheres no Enem: elas são maioria? Veja dados atualizados
Isabella Baliana | 06/03/26Veja dados sobre inscrições das mulheres no Enem, desempenho por área e presença feminina no ensino superior no Brasil.
Veja dados sobre inscrições das mulheres no Enem, desempenho por área e presença feminina no ensino superior no Brasil.
A participação feminina no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem se consolidado como uma tendência ao longo dos anos.
Além de representarem a maior parte dos inscritos, as mulheres também aparecem com frequência entre os melhores resultados do exame, especialmente na redação.
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Os dados mais recentes mostram que essa tendência se mantém e reflete mudanças importantes no acesso das mulheres à educação superior no Brasil.
A seguir, veja dados atualizados sobre a presença feminina no Enem.

Sim, as mulheres são maioria entre os participantes do Enem há anos.
Dados do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) indicam que cerca de 60% dos inscritos no exame são do sexo feminino, enquanto aproximadamente 40% são homens.
No Enem 2025, por exemplo, o exame registrou mais de 4,8 milhões de inscritos, sendo que cerca de 60% das inscrições foram feitas por mulheres, o equivalente a quase três milhões de candidatas.
Essa predominância feminina não é recente. Desde a primeira edição do Enem, em 1998, o número de mulheres inscritas supera o de homens, conforme mostram dados compilados a partir de estatísticas do Inep.
Esse padrão mostra que a presença feminina no Enem se mantém estável ao longo do tempo e acompanha um movimento mais amplo de expansão da participação das mulheres na educação.
Como o exame se tornou a principal porta de entrada para o ensino superior no país, sendo utilizado em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o grande número de candidatas também reflete o avanço das mulheres na busca por formação universitária e qualificação profissional no Brasil.
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Não existe uma resposta única para essa pergunta, porque o desempenho varia conforme a área do exame. Em algumas competências, as mulheres se destacam mais; em outras, os homens apresentam médias ligeiramente superiores.
Um dos principais exemplos é a redação, área em que as mulheres frequentemente aparecem entre os melhores resultados.
Em 2023, por exemplo, 76% das redações que receberam nota mil foram escritas por mulheres, segundo dados divulgados pelo Inep. Já na edição do Enem 2024, 8 das 12 redações com nota mil também foram produzidas por mulheres.
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Além disso, análises sobre o desempenho do exame mostram que um número significativamente maior de mulheres aparece nas faixas de pontuação mais altas em linguagem e redação.
Por outro lado, um levantamento do Instituto IDados baseado em dados do Inep indicam que homens tendem a apresentar desempenho mais alto em matemática, principalmente entre os candidatos com notas superiores.
De acordo com o levantamento, que analisou o desempenho dos melhores candidatos do Enem, os homens aparecem com mais frequência entre as maiores notas nessa área.
Esses resultados indicam que o desempenho no Enem apresenta diferenças por área do conhecimento. Em resumo:

A predominância feminina observada no Enem também se reflete no ensino superior: de acordo com o Censo da Educação Superior 2023, as mulheres representam 59,1% das matrículas em cursos de graduação no Brasil, o que significa que elas são maioria entre os universitários.
Os dados mostram que essa presença cresceu de forma significativa na última década. Entre 2013 e 2023, o número de mulheres matriculadas no ensino superior aumentou 138,6%, de acordo com o MEC.
Mesmo com maior presença nas universidades, a desigualdade de gênero ainda aparece no mercado de trabalho. Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que mulheres em cargos de direção e gerência recebem, em média, R$ 6.798 por mês, enquanto homens nos mesmos cargos ganham R$ 10.126, uma diferença de R$ 3.328 mensais.
Já dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o rendimento médio mensal das mulheres no Brasil é de R$ 2.697, enquanto o dos homens chega a R$ 3.459.
Os números mostram que, embora as mulheres tenham ampliado sua presença no Enem e nas universidades, essa conquista ainda não se traduz completamente em igualdade de remuneração e oportunidades no mercado de trabalho.
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