
Notas de corte do Sisu 2026 estão mais altas? Entenda
Juliana Gottardi | 21/01/26Comentários de candidatos nas redes sociais destacam aumento da pontuação mínima
Comentários de candidatos nas redes sociais destacam aumento da pontuação mínima
Em resumo:
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As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 abriram nesta segunda-feira (19) e terminam na sexta-feira (23). Nas redes sociais, muitos estudantes desabafaram sobre o aumento das notas de corte em comparação com outros anos.
Para entender as oscilações nas notas de corte do programa, a Revista Quero conversou com o coordenador do Curso Anglo, Rodrigo Machado e o coordenador do Fibonacci Sistema de Ensino, Átila Zanone.
Rodrigo Machado confirmou que as notas de corte do Sisu 2026 tendem a ficar mais altas, e a principal razão está na nova regra que passou a considerar as três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com o sistema escolhendo automaticamente a melhor média de cada candidato, a concorrência se intensifica logo nos primeiros dias de inscrição.

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Na prática, o Sisu passou a reunir, em um mesmo processo, candidatos com desempenhos máximos em três edições diferentes do Enem. Isso eleva a média geral da concorrência. O coordenador Átila Zanone explica que essa mudança ocasionou um “inflacionamento das notas de corte”.
Além disso, a edição de 2026 é a maior da história do programa, com mais de 274 mil vagas, distribuídas em 7,3 mil cursos, ofertados por 136 instituições públicas em 587 municípios. Mesmo com a ampliação de vagas, a concentração das melhores notas pressiona as notas de corte para cima.
O coordenador Zanone também lembra que no modelo antigo do Sisu, universidades maiores participavam de duas edições no ano, o que permitia que estudantes já aprovados em boas instituições disputassem novas vagas no meio do ano. Isso levava à migração de alunos entre universidades e à geração de vagas ociosas nas instituições de origem.
A nova regra repete essa lógica: candidatos já matriculados em universidades públicas renomadas podem usar notas de edições anteriores do Enem para concorrer novamente, inflando as notas de corte e ampliando o risco de vagas ociosas.
“O estudante não tem culpa nenhuma de ter esse direito; o critério é que é problemático”, destaca Átila Zanone.
Rodrigo Machado reforça que não há “atalhos” para contornar a alta da concorrência, o caminho passa pelo acompanhamento diário do sistema.
“A dica é a mesma dos anos anteriores: acompanhar todos os dias a nota do candidato e a nota de corte parcial. Se estiver bem acima, continua naquele curso e naquela universidade. Agora, se a nota ficar abaixo da parcial, é importante já procurar outros cursos ou outras universidades”, orienta o coordenador do Anglo.
Vale destacar que, durante o período de inscrição, o Sisu atualiza diariamente as notas de corte parciais, permitindo mudanças até o encerramento do prazo.
Já para Átila Zanone, a principal ferramenta do candidato é a definição de uma estratégia clara. Isso começa pela escolha de várias opções de curso e instituição, já que o mesmo curso é ofertado em diferentes universidades e campi.
Em seguida, Zanone aconselha que o estudante acompanhe diariamente a evolução das notas de corte, que tendem a subir até o fim do período de inscrições. Por fim, no último dia, o candidato deve fazer uma análise final, considerando se está acima, no limite ou levemente abaixo do corte, além do histórico de chamadas, número de vagas e chances reais na lista de espera.
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