
O conselho que aprova tudo não governa nada
| 12/08/26Entenda por que conselhos que apenas aprovam propostas podem falhar na governança e quais práticas ajudam a fortalecer a atuação do conselho.
Entenda o que caracteriza uma organização adaptativa, quais são seus pilares e por que essa capacidade tem impacto direto na gestão de projetos, na geração de valor e na competitividade das empresas.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

A velocidade das mudanças no ambiente de negócios tem reduzido o tempo de relevância de empresas, produtos e modelos de gestão.
Nesse cenário, cresce a importância das chamadas organizações adaptativas, empresas que incorporam a capacidade de se ajustar continuamente às transformações do mercado.
Segundo Mario H. Trentim, Board Member do PMI Global (2025–2027), doutorando pelo ITA e criador do framework Adapt OS, a adaptação deixou de ser uma resposta a momentos de crise para se tornar uma competência organizacional permanente.
“A organização adaptativa não muda apenas quando é pressionada. Ela desenvolve mecanismos para identificar a necessidade de mudança antes que a pressão se torne evidente”, afirma.
A diferença entre empresas que apenas resistem às mudanças e aquelas que conseguem evoluir continuamente também aparece na literatura.
No livro Humanocracy (2020), Gary Hamel e Michele Zanini mostram que as 500 maiores empresas perdem, em média, metade do seu valor relativo a cada 15 anos.
Para Trentim, esse cenário reforça que a adaptação precisa fazer parte da rotina da organização.
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De acordo com Trentim, muitas empresas investem em transformação digital, metodologias ágeis e programas de mudança cultural.
No entanto, esses esforços costumam ser estruturados como projetos com início, desenvolvimento e encerramento.
Na visão do especialista, esse modelo limita a capacidade de resposta da organização.
Em vez de executar iniciativas isoladas de transformação, organizações adaptativas desenvolvem processos que permitem aprender, revisar prioridades e ajustar decisões continuamente, incorporando a adaptação ao funcionamento da empresa.
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Pesquisas de mercado apontam que organizações capazes de revisar estratégias e ajustar suas operações com frequência apresentam melhores resultados.
Entre os indicadores citados por Trentim estão:
Para o especialista, revisões frequentes permitem identificar problemas mais cedo, ajustar prioridades e direcionar recursos para iniciativas que geram maior retorno.
No framework Adapt OS, Trentim afirma que organizações adaptativas compartilham três capacidades que atuam de forma integrada.
O primeiro pilar é o sensing, definido como a capacidade de identificar sinais do ambiente antes que eles evoluam para crises.
Segundo o especialista, isso exige mecanismos estruturados de coleta, análise e interpretação de informações, permitindo que a organização reconheça oportunidades e riscos com antecedência.
O segundo componente é o deciding, relacionado à qualidade e à velocidade da tomada de decisão.
Nesse modelo, o objetivo não é decidir rapidamente a qualquer custo, mas garantir que as decisões sejam tomadas pelas pessoas responsáveis no momento adequado.
Para Trentim, muitas empresas já possuem dados suficientes, mas enfrentam dificuldades para transformar essas informações em decisões efetivas.
O terceiro pilar é o executing, baseado em ciclos iterativos de entrega e aprendizado.
Cada entrega gera informações que alimentam as decisões seguintes, criando um processo contínuo de melhoria.
Segundo Trentim, esse conceito vai além da adoção de metodologias ágeis e está relacionado ao aprendizado organizacional permanente.
“Uma organização adaptativa não é aquela que muda quando é forçada. É aquela que construiu os mecanismos para perceber que precisa mudar antes de sentir a pressão. Esse intervalo entre o surgimento do sinal e a resposta da organização é onde muitas empresas perdem valor”, afirma Trentim.
Na avaliação de Trentim, organizações adaptativas deixam de enxergar projetos como entregas isoladas e passam a administrá-los como parte de um portfólio em constante revisão.
Nesse contexto, projetos podem ser ajustados, redirecionados ou até cancelados conforme as mudanças no ambiente de negócios.
Para profissionais da área, isso amplia o papel da gestão de projetos, que passa a incluir análise estratégica, priorização e governança de portfólio.
Segundo o especialista, compreender como funcionam os mecanismos de sensing, deciding e executing torna-se uma competência relevante para quem deseja atuar em transformação organizacional.
“O profissional que atua em uma organização adaptativa não é apenas aquele que entrega projetos com rapidez. É quem sabe identificar quando um projeto deve ser cancelado, quando o escopo precisa mudar e quando todo o portfólio deve ser revisto. Esse julgamento é desenvolvido na prática e no contexto organizacional”, conclui Trentim.
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Embora o conceito seja frequentemente associado a startups e empresas de tecnologia, Trentim afirma que a adaptação estrutural tornou-se uma necessidade para organizações de diferentes setores.
À medida que os ciclos de mudança se tornam mais curtos, as empresas que desenvolvem processos permanentes de aprendizado, revisão de prioridades e tomada de decisão tendem a responder com maior agilidade às transformações do mercado.
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Mario H. Trentim é Board Member do PMI Global (2025–2027), doutorando pelo ITA, autor de 13 livros e criador do framework Adapt OS.
Publica análises sobre estratégia, gestão de projetos e transformação organizacional no Estratégia em Ação (Substack).


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Entenda o que é o Adapt OS, framework de gestão criado por Mario Trentim para conectar estratégia e execução em organizações que enfrentam ambientes de alta incerteza.

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