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Ensino Básico

Países que mais investem em educação: veja a situação do Brasil

por Thales Valeriani em 19/02/21

Imagem de um globo terrestre em cima de um livro, simbolizando a educação. Entre os países que mais investem em educação no mundo, Brasil gasta menos da metade por aluno comparado a países de primeiro mundo.

Um estudo desenvolvido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicou quais são os países do mundo que mais investem em educação. O relatório de 2019 analisa a educação dos seus 36 países membros e de mais dez países parceiros, entre eles, Brasil, Argentina, China e Rússia.

Entre os dados fornecidos, chamam atenção a situação do Brasil, que é um dos países que mais investem em educação em relação à proporção do PIB, mas é um dos que menos gasta anualmente com alunos da rede pública de ensino. Outro dado que chama atenção é o salário médio dos professores, que estão entre os mais baixos do países analisados.

Veja os países com o maior gasto anual por aluno no ensino básico:

  • 1° Luxemburgo;

  • 2° Áustria;

  • 3° Bélgica;

  • 4° Noruega;

  • 5° Estados Unidos;

  • 6° Coreia do Sul;

  • 7° Suécia; 

  • 8° Canadá;

  • 9° França;

  • 10° Holanda.

Quanto o Brasil gasta com Educação

Em relação ao Brasil, os dados não são animadores. Segundo o relatório, o país investiu uma média de 5,6% do seu Produto Interno Bruto (PIB) na área de educação, uma porcentagem acima da média de 4,4% dos países da OCDE. O percentual investido pelo Brasil está atrás apenas da Suécia, Bélgica, Islândia, Finlândia e Noruega .

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No entanto, apesar do percentual ser elevado, o valor investido por aluno é bem abaixo da média dos países da OCDE. De acordo com o relatório, o investimento público por aluno nas instituições públicas de ensino brasileiras é um dos mais baixos entre os países analisados. 

  • Média do gasto anual do Brasil por aluno do Ensino Superior e Básico: US$ US$ 4.500;

  • Gasto anual do Brasil por aluno do ensino Superior: US$ 14.202;

  • Gasto anual do Brasil por aluno do ensino Fundamental e Médio: US$ 3.866.


O investimento médio dos países da OCDE é de US $9,300 anuais por aluno do ensino básico, um valor maior do que o dobro do montante investido pelo Brasil. No ensino superior a diferença é menor, já que a média dos países analisados é de US $16,100. O valor médio por aluno dos ensinos Básico e Superior é de US $ 10,400, entre os países membros da organização.

Já entre os países da América Latina, a Argentina e o Chile investem mais por aluno do que o Brasil. A Colômbia e o México, no entanto, investem menos. 

Confira abaixo quanto os países da América Latina investem anualmente por aluno:

  • 1° Chile: US $ 7.706

  • 2° Argentina:  US $ 5.680

  • 3° Brasil: US $ 4.500

  • 4° Colômbia: US $ 3.594

  • 5° México US $ 3.550

Salário dos professores no Brasil

O relatório aponta uma realidade já conhecida pelos profissionais da Educação. Os salários da área são baixos, sendo um dos menores entre os países analisados. 

  • Professores de Ensino Fundamental, no Brasil, ganham US $ 22.500 anuais; a média da OCDE é de  US $ 36.500

  • Professores de Ensino Médio no Brasil, ganham US $ 23.900 anuais; a média na OCDE é de US $ 45.800 anuais.

O valor apresentado no relatório considera o poder de compra de cada moeda, e não a taxa cambial.

Gasto e qualidade: um equilíbrio necessário

Segundo o relatório, o Brasil não investe pouco em educação, ao menos não em relação ao PIB, que corresponde à realidade econômica do país. Um dos problemas, porém, está na qualidade e na execução dos gastos da área de educação.


O desempenho do Brasil PISA, que é a principal avaliação internacional de desempenho escolar, é ruim. A prova avalia três áreas de ensino: Ciência, Leitura e Matemática. Entre os 79 países analisados na prova de 2018, o Brasil ficou na 58º posição em Leitura, 71º em Matemática e 67º em Ciências.




As notas baixas obtidas pelos estudantes brasileiros no PISA indicam que o montante investido em educação pelo Brasil, embora insuficiente, não condiz com a qualidade do ensino, que é pior do que o esperado. Ao menos esta é a análise do próprio relatório da OCDE.

Apesar da forte pressão social para a elevação do gasto na área de educação, existem evidências de que a atual baixa qualidade não se deve à insuficiência de recursos. Tal observação não é específica ao Brasil, tendo em vista que já é estabelecida na literatura sobre o tema a visão de que políticas baseadas apenas na ampliação de insumos educacionais são, em geral, ineficazes”, afirma a pesquisa. 

Desse modo, é necessário investir em políticas públicas educacionais que sejam mais efetivas e comprometidas com resultados, e não apenas de universalização do ensino, como também de qualidade.

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