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Universidades

Pesquisa aponta que maioria dos aprovados na USP são formados em escolas públicas

por Thales Valeriani em 15/06/21

Pela primeira vez em sua história, a Universidade de São Paulo (USP) passou a ter a maioria dos alunos composta por estudantes formados em escolas públicas. O dado foi divulgado recentemente pela universidade, apontando que cerca de 51% dos alunos matriculados neste ano são oriundos da rede pública de ensino.

A mudança é resultado da implementação da política de cotas, estabelecida pela USP desde 2017. Das quase 11 mil vagas disponíveis no último vestibular, 5.678 foram preenchidas por estudantes de escola pública. Desse total, em torno de 2.504 alunos se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas (PPI).

Divulgação: USP/Campus de São Paulo
USP perfil do aluno

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Cotas na USP

Fundada em 1934, a USP é uma das principais universidades latino-americanas, ficando, frequentemente, bem posicionada em diversos rankings internacionais que avaliam o ensino e a pesquisa das instituições de ensino. 

Por isso, o seu vestibular sempre esteve entre os mais concorridos do Brasil, sendo também conhecido por ser um dos mais difíceis. De modo que, em geral, os seus alunos eram ex-estudantes dos colégios e cursinhos pré-vestibulares mais caros do país. Para mudar tal situação, a USP implementou uma política de reserva de vagas para estudantes de escolas públicas e para quem se autodeclara preto, pardo ou indígena.

A medida foi aprovada em 2017 e previu aumentos graduais na porcentagem de vagas reservadas. Em 2018, a meta foi ter 37% das vagas preenchidas a partir de tal critério; em 2019, 40%; em 2020, 45%. Neste ano, 2021, 50%. Apesar das metas e dos avanços, das 42 faculdades da USP, 12 não alcançaram a meta de ter 50% dos alunos egressos de escola pública.

Apesar do progresso, ainda há avanços de inclusão social a serem feitos: atualmente, a renda média bruta de 49% dos estudantes que entram na USP é entre 1 e 5 salários mínimos; 15% tem renda média bruta entre 15 e 50 salários mínimos. E menos de 1/3 dos estudantes são autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.

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Da escola pública para USP

Ana Luiza Mira, 22 anos, sempre estudou em escola pública. Filha de uma pedagoga e de um eletricista automotivo, afirma que o apego aos estudos sempre foi incentivado em sua casa. 

Em 2016, quando estava no último ano do ensino médio, prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e foi aprovada em mais de quatro federais, além de ter sido aprovada em nutrição na Unesp, campus de Botucatu.

Na época, porém, ela ainda era menor de idade, tinha 17 anos, então não conseguia trabalhar, e a sua família não tinha condições financeiras de mantê-la fora de Bauru, sua cidade natal. Por isso, ela acabou cursando nutrição em uma universidade particular, pelo Programa Universidade para Todos (Prouni).

“Só que eu achava a universidade fraca, sentia que não estava tendo o meu potencial explorado”, conta. Diante dessa insatisfação, ela largou a faculdade no final de 2017 e, em 2018, fez o cursinho Principia, na Unesp, campus de Bauru.

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“Ele é completamente de graça, com professores bem dedicados. E acho até que os professores do cursinho me ajudaram mais do que os professores da escola. Eles dedicavam o tempo deles para nós, alunos, de uma forma inexplicável. Sou muito grata a todos eles”, relata.

Enquanto fazia cursinho, ela optou pelo curso de Odontologia, na USP, campus de Bauru. De acordo com a Ana, um professor do Principia a incentivou a escolher Odontologia, já que ele fica em sua cidade natal.

Divulgação: USP/Campus de Bauru

Dificuldades na graduação

Ana Luiza prestou o vestibular e foi aprovada. Ela contou que ingressou na universidade por meio da cota para alunos da escola pública. Ana relatou que, durante a graduação, teve algumas dificuldades, já que alguns conteúdos, que deveriam ter sido ensinados ao longo do Ensino Médio, não foram passados pelos professores no colégio em que estudava.

Por isso, uma vez na graduação, ela encontrou desafios. “A maioria dos professores, e dos alunos também, tinha preconceito com quem entrou com cotas. Alguns ainda têm a ideia de que quem entrou por cotas roubou a vaga de alguém. Não percebem que é uma vaga minha, por direito. Além disso, às vezes, ainda falavam, com um certo desprezo, ‘ah, mas você é cotista, não vai entender a matéria”, desabafa. 

Nesse contexto, a alternativa encontrada por ela foi assistir a vídeo-aulas, estudar no período da noite e montar grupos de estudo com outras alunas, que também eram cotistas e passavam por situações semelhantes.

Só que o sonho de fazer nutrição ainda falava alto. Por isso, no final de 2020, ela prestou novamente o vestibular da Unesp para o curso de Nutrição. E foi aprovada. “Eu guardei dinheiro durante todo o ano passado, fui guardando para que eu conseguisse ficar em Botucatu durante um tempo, até conseguir um emprego”, afirma.  

E Ana Luiza diz ter um conselho para o estudante de escola pública, que acha difícil passar na Fuvest ou em uma faculdade pública. “Não ouvir as pessoas, porque sempre vai ter alguém que não vai acreditar em você, que vai zombar do seu sonho. Eu sei que é difícil, que é complicado para quem ‘vem de baixo’. Mas só se a gente for atrás e se dedicar, caçar o nosso sonho mesmo, é que vamos conseguir mudar”, aconselha. 

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