
Quais são as escolas com mais medalhistas na OBMEP?
Leonardo Messias | 27/05/26Descubra quais são as escolas com mais medalhistas da OBMEP, considerando a última edição da olimpíada
Em resumo:
Tem coisas que só quem viveu sabe: a rua fechada, as bandeirinhas atravessando de um lado ao outro e a vizinhança reunida para pintar o asfalto de verde e amarelo. De quatro em quatro anos, a pintura de rua Copa do Mundo era o grande evento da comunidade.
Se você é pai ou mãe hoje, provavelmente já viveu esse momento. E o mais interessante é que essa tradição, tão forte nos anos 2000, está voltando.
Nas redes sociais, cada vez mais pessoas têm compartilhado vídeos pintando a rua para a Copa do Mundo, reunindo vizinhos e envolvendo as crianças nesse momento coletivo.
Mas, junto com a vontade de reviver a experiência, também surgem as dúvidas: o que significa pintar ruas para a Copa? Pode fazer isso hoje em dia? E como transformar essa experiência em algo divertido e educativo para os pequenos?
Neste artigo, você vai entender por que pintar ruas para a Copa voltou a ser tendência, conhecer exemplos reais que estão resgatando essa tradição e conferir dicas práticas e criativas para transformar a sua rua em uma memória inesquecível!
Confira os tópicos que vamos abordar:

A pintura de rua Copa do Mundo é uma expressão cultural que nasceu da paixão do brasileiro pelo futebol e, principalmente, do desejo de viver esse momento para além da sala de casa, em comunidade.
Desde os anos 1990 — e com ainda mais força após o pentacampeonato em 2002 — pintar ruas para a Copa se tornou uma tradição em muitos bairros do país.
Mas, na prática, o que isso representa?
✔️ União entre vizinhos
Mutirões se formam, as pessoas se organizam e a rua vira um ponto de encontro.
✔️ Expressão cultural
Cada rua ganha sua própria identidade: bandeiras, desenhos, frases e cores que representam o Brasil.
✔️ Paixão pelo futebol e espírito de patriotismo
A pintura também é uma forma de demonstrar apoio à seleção e celebrar o sentimento coletivo que a Copa desperta.
✔️ Protagonismo das crianças
Os pequenos participam ativamente, criando, pintando e vivendo a experiência.
✔️ Memórias afetivas
Ver o resultado final é incrível, mas lembrar do processo é o que fica e atravessa gerações.
Além disso, a tradição sempre foi marcada pela criatividade. Algumas ruas apostam em bandeiras gigantes, outras desenham campos de futebol ou até personagens — transformando o asfalto em uma verdadeira obra de arte coletiva.
Nesse sentido, pintar a rua para a Copa é uma forma de criar pertencimento e de transformar um espaço comum em um cenário compartilhado, cheio de histórias, cores e significado.
Depois de marcar gerações nos anos 1990 e 2000, especialmente com a vitória do Brasil em 2002, a tradição de pintar ruas para a Copa perdeu espaço em muitos bairros ao longo do tempo.
Mas, a partir de 2022, esse cenário começou a mudar.
Em diferentes regiões do país, moradores voltaram a se organizar para resgatar o costume, promovendo mutirões, arrecadações e encontros para decorar as ruas. E, dessa vez, com um novo aliado: as redes sociais.
Por trás desse movimento, existem alguns fatores que ajudam a explicar por que essa tradição voltou a fazer sentido:
Foi nesse contexto que histórias individuais começaram a ganhar força e inspirar outras pessoas.
A influenciadora Lethicia Videira é um dos principais exemplos. Em 2022, ela começou a compartilhar em suas redes sociais a própria experiência de resgatar a tradição com um bordão que viralizou: “Tô pintando a rua pra Copa”.
Agora em 2026, ela retomou a iniciativa ao lado do noivo e da avó, compartilhando todo o processo em seu perfil no Instagram, TikTok e canal no YouTube.
Impulsionado pelo forte apelo afetivo e nostálgico de pintar a rua para a Copa, o conteúdo ganhou ainda mais alcance, reforçando o movimento e inspirando outras pessoas a resgatarem a tradição em suas próprias comunidades.
Outro exemplo que ajuda a explicar essa retomada vem da página no Instagram Copa Jardim Silvia, onde moradores da rua Minas Gerais, no bairro Jardim Silvia em Embu das Artes vêm se mobilizando para resgatar a tradição e transformar a pintura de rua em um verdadeiro movimento comunitário.
A iniciativa começou em 2022, a partir de uma inquietação comum entre os moradores: o excesso de tempo das crianças no celular e a falta de envolvimento dos pequenos em atividades coletivas no bairro.

Como explica o próprio idealizador do projeto, Guilherme Cortez Justamand, que cresceu na rua onde tudo acontece:
Tudo isso começou porque as crianças ficavam muito no celular. As pessoas do bairro comentavam que elas não pintavam mais a rua, não jogavam mais bola, não participavam das coisas que aconteciam.
A partir disso, a pintura de rua para a Copa se tornou um ponto de partida para algo maior. O grupo passou a organizar também o “Futebol de Rua”, envolvendo crianças, jovens e adultos em atividades esportivas e culturais.
E o impacto foi rápido — e visível:
Hoje são as crianças que mais pedem pelo projeto. Elas estão muito mais participativas, já virou um hábito. Quando tem fut e pintura, elas vêm com tudo, explica Guilherme.
O impacto foi tão positivo que o movimento cresceu, ganhou apoio da comunidade e, recentemente, inspirou a criação de um projeto de lei aprovado na Câmara Municipal, com foco em esporte, convivência e ocupação dos espaços públicos.
Como resultado, o “Futebol de Rua” passou a integrar o calendário oficial de eventos do município.
Além disso, a rua Minas Gerais, também passou a ser considerada pela prefeitura como “Rua de lazer” podendo ser fechada aos domingos e feriados.
Na hora de organizar a pintura de rua Copa do Mundo, escolher os materiais certos faz toda a diferença — tanto para o resultado artístico quanto para a segurança dos pequenos.
A recomendação é sempre optar por produtos fáceis de remover e que não danifiquem o espaço público.
| Tipo de tinta/material | Por que usar? | Atenção |
| Cal (tinta de cal) | Tradicional, barata e sai com o tempo/chuva | Pode desbotar mais rápido |
| Tinta à base de água | Cores mais vivas e fácil de remover | Prefira versões laváveis |
| Rolo de pintura | Prático para cobrir áreas maiores | Ideal para desenhos simples |
| Pincéis largos | Ajuda nos detalhes e contornos | Use com crianças maiores |
| Moldes improvisados | Facilita desenhos (estrelas, bandeiras, letras) | Pode ser feito com papelão |
Importante: não pinte sobre faixas de pedestres, sinalizações ou áreas públicas sensíveis (como meio-fio e calçadas sem autorização).
Para que a experiência seja divertida e segura para todo mundo, vale seguir alguns cuidados simples:
Reforçando: em muitos casos, é necessário solicitar autorização prévia da prefeitura. Essa etapa ajuda a evitar multas e garante que a atividade aconteça de forma segura e dentro das regras.
Depois de organizar os materiais e alinhar tudo com a vizinhança, chega a melhor parte: colocar a mão na massa, ou melhor…na tinta! E já sentir o clima da Copa do Mundo de 2026 tomando conta da rua.
Com ideias simples, criatividade e colaboração, é possível transformar a rua em um espaço cheio de cor, identidade e significado. O mais importante aqui não é a perfeição do desenho, mas o processo: envolver crianças, vizinhos e criar algo coletivo.
Um clássico que funciona sempre! Pode ser uma bandeira bem grande no centro da rua ou repetida em versões menores.
Linhas simples já criam o clima perfeito para as crianças brincarem depois.
Fácil de fazer em grupo e com um efeito visual bonito ao longo da rua.
Desenhos simples que ajudam a preencher o espaço e permitem a participação das crianças.
“Brasil”, “Hexa vem aí”, “Rumo ao Hexa” ou outras mensagens deixam a rua ainda mais animada.
Uma forma divertida de envolver as crianças e aprender mais sobre as seleções.
Uma ideia simbólica e fácil de executar, que conecta com a história do futebol brasileiro.
Com todos os exemplos que trouxemos, imagino que já tenha dado pra perceber que, para além da diversão e da tradição antiga que a prática carrega, pintar a rua para a Copa do Mundo pode se transformar ainda em uma experiência de aprendizado, convivência e criação de memórias.

Afinal, quando uma criança participa de uma força tarefa da comunidade, ela não está apenas “ajudando”, mas desenvolvendo habilidades importantes de forma leve e natural.
Entre os principais benefícios, vale destacar:
E os exemplos que vimos mostram exatamente isso: quando a criança participa, ela se envolve de verdade — cria hábito e passa a querer repetir a experiência.
No fim das contas, a pintura de rua para a Copa do Mundo transforma o espaço, aproxima pessoas e cria momentos que ficam na memória dos pequenos e dos adultos.
Entre uma bandeirinha e outra, as crianças desenvolvem criatividade, convivência, autonomia e senso de comunidade, habilidades que fazem toda a diferença dentro e fora da escola.
E é justamente esse tipo de experiência que muitas escolas também devem incentivar: atividades que conectam aprendizado, prática e vivência.
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