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O que previa o projeto de lei
O texto aprovado pelo Congresso determinava que o período de estágio realizado por estudantes passasse a ser reconhecido como experiência profissional.
Na prática, isso poderia impactar diretamente concursos públicos que exigem comprovação de experiência na área de atuação.
O projeto também estabelecia que o governo federal regulamentaria as situações em que o estágio poderia ser aceito como critério válido em seleções públicas.
A proposta ganhou repercussão principalmente entre estudantes e recém-formados que buscam ingressar no serviço público, já que muitos concursos exigem experiência prévia para determinados cargos.
Principais pontos do projeto
- reconhecimento do estágio como experiência profissional;
- possibilidade de utilização do estágio em concursos públicos;
- alteração da Lei do Estágio de 2008;
- regulamentação federal sobre validade da experiência em seleções públicas.
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Governo cita impacto em concursos públicos
Na justificativa do veto, o Poder Executivo afirmou que a medida poderia comprometer os critérios de seleção dos concursos públicos.
Segundo o governo, o estágio possui caráter pedagógico e complementar à formação educacional, não podendo ser equiparado automaticamente à experiência profissional exigida em determinados cargos.
Em trecho da justificativa, o Executivo declarou que a proposta “desnatura o caráter pedagógico complementar à formação educacional do estágio e compromete critério de seleção de concursos públicos”.
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Outro argumento utilizado pelo governo foi o de que o projeto poderia ferir a autonomia de estados e municípios.
De acordo com o Executivo, a proposta concentraria competências no governo federal ao prever regulamentação ampla sobre concursos públicos e reconhecimento de experiência profissional, tema que também envolve administrações estaduais e municipais.
O governo afirmou que isso poderia violar princípios constitucionais relacionados à independência dos Poderes e à autonomia federativa.
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Projeto buscava ampliar oportunidades para jovens
Por outro lado, os defensores do PL 2.762/2019 afirmavam que a proposta valorizaria o estágio como etapa de formação profissional e ajudaria jovens a ingressarem no mercado de trabalho e no setor público.
O entendimento era de que reconhecer o estágio como experiência profissional poderia reduzir barreiras para estudantes e recém-formados que enfrentam exigência de experiência prévia em processos seletivos e concursos públicos.
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