Na última segunda-feira (19), o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que um novo percentual deve ser anunciado ainda nesta semana para o reajuste do piso salarial dos professores.
Isso aconteceu depois da revisão dos critérios de cálculo (já que houve muita discussão sobre o valor), que deve beneficiar os profissionais que atuam nas redes públicas de ensino.
A seguir, confira tudo sobre o assunto e veja quais são os próximos passos em relação a esse reajuste.
O que foi anunciado pelo governo
Antes mesmo de entrar na questão do reajuste, é importante entender o que é o piso nacional do magistério, certo?
Ele nada mais é que uma referência salarial mínima que serve como base para estados e municípios definirem os salários iniciais dos professores.
A discussão que aconteceu recentemente foi o seguinte: o reajuste do piso dos professores confirmado pelo Ministério da Educação (MEC) foi um valor muito baixo, causando indignação nos professores.
Ele seria de apenas 0,37%, o que representava um aumento de R$ 18 no valor mensal. Ou seja, o piso passaria de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78 (esse reajuste é bem abaixo da inflação de 2025, que fechou o ano em 4,26%).
Depois disso, o governo resolveu analisar novamente a fórmula de cálculo utilizada para atualizar o valor anualmente.
A ideia, de acordo com o ministro da Educação, é que o novo cálculo já passe a valer a partir de janeiro deste ano.
Qual é o novo valor do piso dos professores
A Medida Provisória, assinada em 21 de janeiro de 2026, prevê que o reajuste será de 5,4% para o salário base dos professores da educação básica, com jornada de 40 horas semanais.
Dessa forma, a remuneração desses professores vai passar de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.
O anúncio foi feito pelo Ministro da Educação, Camilo Santana.
A partir de quando o reajuste passa a valer
Outra informação que acaba gerando bastante dúvida entre os profissionais é a partir de quando passa a valer esse reajuste.
A resposta para essa pergunta é: a partir de janeiro de 2026, conforme estabelece a legislação do piso nacional.
Em muitos casos, estados e municípios devem aplicar o novo valor de forma retroativa, mas isso depende de regulamentação local e da aprovação nos respectivos orçamentos.
Por isso, a efetivação do aumento pode variar de acordo com a rede de ensino.
Quem tem direito ao reajuste do piso
De acordo com os órgãos oficiais, o piso nacional contempla professores da educação básica da rede pública, considerando a jornada de 40 horas semanais. Profissionais com cargas horárias menores devem receber o valor proporcional.
É importante destacar que o piso se refere ao salário inicial da carreira, sem considerar gratificações ou adicionais previstos nos planos de carreira estaduais ou municipais.
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Por que o piso dos professores é reajustado
O reajuste do piso dos professores ocorre porque o valor está vinculado ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).
A fórmula de cálculo leva em conta a variação do valor anual mínimo por aluno, o que pode resultar em aumentos acima da inflação em alguns anos.
Esse mecanismo busca garantir que a remuneração docente acompanhe o crescimento dos investimentos em educação básica.
Impactos do reajuste na carreira docente
Além do aumento salarial imediato, o reajuste do piso tem impacto direto na estrutura da carreira docente, influenciando progressões, planos de cargos e salários e negociações sindicais.
O novo valor também reforça a importância da valorização profissional e incentiva professores a buscarem qualificação contínua para avançar na carreira e ampliar oportunidades dentro da área educacional.
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