
Celesc abre novo concurso com salários de até R$ 6,9 mil; veja quem pode participar
| 11/08/26Novo concurso da Celesc oferece oportunidades para níveis médio, técnico e superior. Inscrições começam em agosto e prova será aplicada em novembro
Mario Trentim explica como funciona um Escritório de Gestão de Projetos, quais são as principais funções da área e por que ela pode acelerar uma carreira em gestão.
Em resumo:
Quem estuda gestão de projetos provavelmente já encontrou a sigla PMO em cursos, descrições de vagas ou discussões sobre carreira.
Mesmo assim, nem sempre fica claro o que as pessoas fazem dentro dessa área e como seu trabalho se diferencia da atuação de um gerente de projetos.
PMO é a sigla para Project Management Office, traduzido como Escritório de Gestão de Projetos. Em linguagem direta, trata-se da área responsável por organizar, acompanhar e aprimorar a forma como os projetos são conduzidos dentro de uma empresa.
Enquanto um gerente normalmente se concentra em uma iniciativa específica, o PMO pode observar diferentes projetos ao mesmo tempo, identificar dependências e apoiar decisões sobre prioridades, recursos e investimentos.
Essa posição mais ampla faz do escritório de projetos uma possível porta de entrada para quem deseja construir carreira em gestão.

Arquivo Pessoal
O PMO é uma estrutura criada para apoiar a gestão de projetos, programas e portfólios de uma organização.
Suas responsabilidades variam conforme a empresa. Em alguns lugares, a área distribui modelos de documentos, oferece treinamentos e ajuda equipes a utilizar ferramentas. Em outros, participa da escolha dos projetos que receberão recursos e acompanha os resultados apresentados à diretoria.
Entre as atividades comuns de um PMO estão:
O PMI aponta que os PMOs precisam avançar além do acompanhamento operacional. Com automação e inteligência artificial assumindo parte das tarefas de controle e geração de relatórios, a relevância desses escritórios depende cada vez mais da capacidade de conectar o portfólio à estratégia e oferecer informações que apoiem decisões executivas.
Isso significa que trabalhar em PMO não se resume a atualizar planilhas ou cobrar prazos. Dependendo da maturidade da área, o profissional pode participar diretamente de decisões que definem onde a organização investirá tempo, dinheiro e pessoas.
Os PMOs costumam ser classificados de acordo com o nível de autoridade e influência que exercem sobre os projetos.
O PMO de suporte atua como um prestador de serviço interno. Ele oferece modelos, treinamentos, ferramentas, orientações e boas práticas, mas possui pouca autoridade para interferir diretamente na condução dos projetos.
É comum em empresas que estão começando a estruturar seus processos de gestão. Para profissionais iniciantes, pode ser uma oportunidade de aprender terminologias, metodologias e ferramentas utilizadas em diferentes áreas.
O PMO de controle possui maior influência. Além de fornecer suporte, verifica se os projetos seguem padrões, acompanha indicadores e comunica desvios à liderança.
Nesse tipo de estrutura, o profissional precisa aprender a questionar informações, identificar riscos e comunicar problemas sem transformar o PMO em uma área meramente burocrática.
Já o PMO estratégico participa da gestão do portfólio e da execução da estratégia. Ele ajuda a analisar quais projetos devem começar, quais precisam receber recursos adicionais e quais deveriam ser adiados, reformulados ou encerrados.
Algumas empresas utilizam o termo VMO, ou Value Management Office, para destacar o foco na geração de valor.
Na prática, nem todo escritório se encaixa completamente em uma única categoria. Um PMO pode oferecer suporte em algumas atividades e, ao mesmo tempo, participar de decisões estratégicas em outras.
Para quem avalia uma vaga, mais importante do que o nome da área é entender qual autoridade ela possui e como seu trabalho influencia decisões.
O salário de quem trabalha em PMO depende do cargo, da experiência, do porte da empresa, da região e da complexidade do portfólio acompanhado.
As faixas de referência do Guia Salarial Robert Half 2026 utilizadas no material-base são:
| Cargo | Faixa salarial mensal |
| Analista de PMO | R$ 8.000 a R$ 14.000 |
| Coordenador de PMO | R$ 14.450 a R$ 23.700 |
| Gerente de PMO | R$ 19.450 a R$ 31.400 |
O Guia Salarial 2026 informa que suas projeções são baseadas em dados de remuneração de profissionais colocados por seus recrutadores em empresas brasileiras. Os valores devem ser interpretados como referências de mercado, e não como garantia de remuneração para toda vaga.
Um analista em um PMO de suporte de uma empresa média tende a possuir responsabilidades e remuneração diferentes das de um profissional que acompanha um portfólio estratégico em uma multinacional.
Além do cargo, alguns fatores podem aumentar o valor do profissional:
Por isso, a evolução salarial não depende apenas do tempo de carreira. Ela também está relacionada ao nível de decisão em que o profissional consegue atuar.
Trabalhar em um PMO pode acelerar o aprendizado porque permite acompanhar vários projetos, equipes e contextos ao mesmo tempo.
Um gerente de projetos em início de carreira costuma aprender principalmente com a iniciativa sob sua responsabilidade. Já o profissional de PMO pode observar padrões presentes em dez, vinte ou mais projetos.
Essa visão facilita a identificação de problemas recorrentes, como:
Mario Trentim observa, a partir de sua experiência com profissionais de gestão, que aqueles que desenvolvem visão de portfólio tendem a compreender melhor a relação entre projetos e estratégia.
O PMO também pode oferecer exposição mais rápida à diretoria. Profissionais da área frequentemente consolidam indicadores, preparam análises e participam de reuniões nas quais são tomadas decisões sobre investimentos.
Essa exposição exige cuidado. Levar informações negativas à liderança, questionar uma estimativa ou recomendar o encerramento de um projeto demanda clareza, dados e capacidade de comunicação.
Por isso, a experiência em PMO pode desenvolver competências que vão além do controle técnico, como negociação, visão sistêmica e entendimento do negócio.
+ Quanto ganha um gerente de projetos no Brasil em 2026?
PMO Day conecta estratégia, inteligência artificial e entrega de valor na prática
A expansão dos projetos de inteligência artificial está criando demanda por profissionais capazes de combinar governança, tecnologia e gestão.
Um PMO de IA não precisa desenvolver modelos ou programar sistemas. Sua função é ajudar a organizar o portfólio de iniciativas que utilizam dados, automação, algoritmos e modelos generativos.
Esses projetos levantam questões específicas:
O próprio PMI passou a oferecer uma certificação voltada à gestão de projetos de IA, a PMI-CPMAI, o que indica a consolidação desse campo de conhecimento.
Para profissionais de PMO, o diferencial não está apenas em conhecer uma ferramenta. Está em compreender como governar projetos de IA, conectar iniciativas à estratégia e evitar que experimentos permaneçam ativos sem entregar resultados.
+ Quem a IA vai substituir primeiro não é o operacional. É o coordenador
O caminho para trabalhar em PMO pode começar por cargos como assistente, analista, coordenador de projetos ou analista de governança.
É importante desenvolver conhecimentos sobre:
A certificação CAPM pode ser considerada por quem está iniciando. Atualmente, o PMI não exige experiência profissional para a inscrição, mas solicita ensino médio completo ou equivalente e pelo menos 23 horas de educação em gestão de projetos.
Para profissionais mais experientes, a certificação PMP pode representar um passo posterior. Os requisitos variam conforme a escolaridade: quem possui graduação precisa comprovar três anos de experiência liderando projetos, enquanto candidatos com ensino médio precisam de cinco anos. Também são exigidas 35 horas de formação, salvo condições previstas pelo PMI.
Há ainda certificações específicas para escritórios de projetos, como a PMI-PMOCP, além de formações em gestão de portfólio.
Certificações ajudam a organizar o conhecimento e demonstrar familiaridade com práticas reconhecidas. No entanto, não substituem experiência, comunicação e capacidade de interpretar o contexto da empresa.
Trabalhar em PMO pode valer a pena para quem deseja desenvolver visão ampla sobre projetos, estratégia e funcionamento organizacional.
A área costuma ser especialmente interessante para profissionais que gostam de analisar padrões, organizar informações, apoiar decisões e compreender como diferentes iniciativas disputam recursos.
Por outro lado, um PMO limitado à cobrança de relatórios pode oferecer menos espaço para desenvolvimento estratégico.
Antes de aceitar uma vaga, vale perguntar:
Para Mario Trentim, o principal valor da experiência está em aprender a enxergar o conjunto.
O profissional deixa de observar apenas se um projeto está atrasado e passa a analisar por que diferentes projetos atrasam, quais recursos estão sobrecarregados e como as prioridades da organização afetam a execução.
Esse olhar de portfólio pode ser decisivo para quem pretende avançar para funções de coordenação, liderança, estratégia ou gestão executiva.

Arquivo Pessoal
Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, reitor da Allevo Tech/Qeevo Group, doutorando pelo ITA, autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica e atua como conselheiro em organizações em transformação.


Novo concurso da Celesc oferece oportunidades para níveis médio, técnico e superior. Inscrições começam em agosto e prova será aplicada em novembro

Conheça as regras do CFO, os procedimentos permitidos e a formação exigida em HOF.

Deputado estadual ou federal: saiba o que cada um faz, quanto ganha em 2026 e se é preciso ter faculdade para ocupar o cargo.