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Filosofia

Epicurismo

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 24/6/2019

Introdução

Epicurismo é uma Escola Filosófica criada por Epicuro de Samos em meados do século IV a.C., no período pós-socrático, que afirma que, para atingir um estado de plena liberdade, tranquilidade e libertação do medo, o indivíduo deve manter-se em busca de prazeres moderados. 

A importância da busca por prazeres moderados é ressaltada, pois a partir do momento que os desejos tornam-se exacerbados, eles acabam transformando-se em fontes de descontentamento e perturbação - por isso, dificultam que o indivíduo conheça o estado de liberdade e tranquilidade.

Além da busca por prazeres moderados, outros fundamentos são considerados importantes os epicuristas. Para atingir a plena tranquilidade, é indicado que o epicurista busque o prazer imediato em cada ação que realiza, sem se perturbar com qualquer tipo de aflições ou angústias terrenas que possam, de alguma forma, levantar algum tipo de preocupação.

Para evitar dores e preocupações, os epicuristas afirmam a necessidade de, sempre que possível, evitar as multidões e os luxos. Além disso, acreditam que devem se aproximar com frequência da natureza, para que, assim, consigam se aproximar da liberdade.

Epicuristas prezam, também, a amizade como uma das maneiras de promover a troca de opiniões que possam levar à busca do prazer. De acordo com Epicuro, a amizade e a gentileza favorecem a busca pelo prazer imediato por todos aqueles que desfrutam dessa relação.

Para os Epicuristas, as sociedades mais desenvolvidas e complexas precisam da formulação de regras e leis que só são obedecidas pelos indivíduos quando lhes são, de alguma forma, vantajosas. Por isso, para os seguidores de Epicuro, o Estado só surge a partir dos interesses individuais. A organização política e social não tem grande destaque nas obras do criador do epicurismo.

Liberdade atingida pela busca pelo prazer

Epicuro de Samos

Epicuro nasceu na Ilha de Samos, Grécia, provavelmente no ano de 341 a.C. Filho de pais atenienses, interessou-se pela filosofia ainda jovem. Foi enviado pelo pai para Teós, região da Jônia, para que pudesse aprimorar seus estudos filosóficos.

Em Téos, Epicuro conheceu a filosofia atomista, pregada no lugar pelo discípulo de Demócrito de Abdera, Nausífanes. O interesse pela filosofia atomista foi tanto, que Epicuro dedicou-se por alguns anos ao estudo do átomo e, mais tarde, reformulou as teorias atomísticas, apontando os pontos com os quais discordava.

Ao contrário de parte dos filósofos, Epicuro opunha-se à Academia, pois defendia uma filosofia que fosse mais prática. Das obras do autor, mais de trezentos capítulos escritos foram perdidos. O que restou, bem como as suas lições filosóficas, foram espalhadas por seu principal discípulo, Lucrécio.

Ainda em vida, Epicuro fundou, em 306 a.C., sua própria escola de filosofia, para ensinar, principalmente, as ideias epicuristas e atomistas. Na escola, chamada o Jardim, Epicuro lecionou até a sua morte, em 270 a.C.

Epicurismo, Atomismo e Hedonismo

Epicuro teve seu primeiro contato com filosofia a partir dos pensamentos do filósofo atomista Demócrito de Abdera, de quem discordou de algumas teorias e trabalhou para reformulá-las. No entanto, outras influências e conceitos de outras escolas influenciaram Epicuro e a criação do epicurismo.

A ideia da busca pelo prazer, por exemplo, tem influência direta do Hedonismo, escola filosófica que tem como base a busca pelo prazer para que se possa atingir a verdadeira felicidade.

Por outro lado, as ideias de Epicuro contrastavam com as dos estóicos, que acreditavam que, para atingir a felicidade, liberdade e tranquilidade plenas, os homens deveriam ser unicamente bons - ou seja, que a bondade seria garantia de felicidade. Os estóicos também acreditavam que as instituições eram justas quando contribuíssem para a felicidade do indivíduo. Os epicuristas, ao contrário, negam a existência de justiça absoluta e afirmam a existência de um governo universal regido pela razão. 

Foi, portanto, a partir da junção de ideias e discordâncias da escola atomista e do hedonismo, além da negação das ideias estóicas, que Epicuro estabeleceu as bases para a criação do epicurismo.


Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2014)

Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano (EPICURO DE SAMOS. “Doutrinas principais”. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974).

No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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