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Filosofia

Heidegger

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 15/10/2018

Introdução

Martin Heidegger nasceu em 1889 em uma cidade Alemã, onde os fortes valores católicos dominavam o modo de vida. Por conta disso, seus estudos foram direcionados para que se tornasse membro dos altos escalões da igreja católica.

No entanto, durante a adolescência, interessou-se pela filosofia clássica grega e o pensamento dos filósofos Kierkegaard e Maurice Blondel. A aproximação com a filosofia abriu portas para formas de pensamento não religiosas e influenciou a maior aproximação de Heidegger com os temas filosóficos.

Com a ascensão de Hitler em 1933, Heidegger tornou-se reitor da Universidade de Friburgo,   aproximou-se das ideias nazistas e passou a apoiar Hitler e os ideais do novo político. Por conta dessa aproximação, a obra de Heidegger foi evitada durante muito tempo e ainda hoje não é bem recebida por muitos pensadores e nem em todos os meios acadêmicos. O autor faleceu em 1976 na Alemanha.

Principais Ideias

As obras de Heidegger partem, primeiramente, do afastamento das questões metafísicas. No entanto, para que aconteça a superação da metafísica clássica é preciso uma releitura das obras em que exista certa violência interpretativa, segundo o autor.

Para Heidegger é preciso haver a superação da teoria, entretanto a destruição da metafísica depende de mais do que apenas a simples negação da teoria, por isso a necessidade de uma leitura mais violenta, mais enfática e que de fato, consiga acabar definitivamente com as ideias antigas.

O autor defende que os questionamentos filosóficos devem estar centrados no ser e o homem é o único capaz de propor esse tipo de questionamento, de pensar sobre ele e de desenvolver teorias. A centralidade no ser, afasta ainda mais a teoria metafísica. Para complementar as explicações e questionamentos sobre o ser, Heidegger propõe o conceito de daisen

Heidegger considera o homem como sendo um daisen, verbo alemão que significa ser, ou seja, o homem é a própria representação do ser no mundo, por isso a importância do questionamento sobre o ser e sobre o homem ser o único no mundo capaz de fazê-lo.

Cada daisen tem a   capacidade de escolher aquilo que deseja ser e, para isso, é capaz de reunir esforços para garantir seus objetivos. O homem não escolhe estar no mundo e nem mesmo tem escolhas sobre o tempo, mas é capaz de transformar sua própria existência até a morte.

Ao centrar os questionamentos no ser o daisen passa a existir de maneira autêntica, efetiva e a partir de escolhas transformadoras. Os homens que não compreenderam a importância do ser ou que, de alguma maneira, não aceitam o fim da vida, são chamados de dasman e vivem em uma realidade de existência inautêntica.

Na existência inautêntica, o homem perde seu poder de escolha, de percepção e de decisão, apenas vive sendo levado pelo mundo, deixando que os outros decidam o rumo de sua vida, que pensem por ele. O dasman torna-se então parte da massa e encontra-se perdido sobre seu posicionamento em relação ao mundo.

A existência e a Angústia

Por ter plena noção de sua condição no mundo e portanto, de sua morte, Heidegger afirma que os homens enxergam as possibilidades infinitas como limitadas, já que a morte é inevitável.

Essa consciência gera no homem angústia e é este o sentimento que determinará as ações e comportamentos do homem diante dos acontecimentos. Para que o homem consiga atingir o estado de existência autêntica é necessária a aceitação da morte.

Existencialismo

As ideias de Heidegger foram as precursoras para o desenvolvimento do existencialismo, desenvolvido posteriormente por Jean-Paul Sartre. O existencialismo defende a liberdade como de extrema importância, além da ligação entre liberdade e condições de existência do ser.

Para os existencialistas a essência humana é formada a partir das escolhas, por isso a importância da liberdade, para que o homem consiga livremente formar sua própria essência. A responsabilidade sobre as escolhas e ações é também de inteira responsabilidade do homem. Heidegger, Camus, Sartre, Merleau Ponty e Kierkegaard são os principais nomes dessa corrente.


Exercícios

Exercício 1
(Unioeste/2017)

Martin Heidegger (1889-1976) afirmou: “ser homem já significa filosofar”. Sua tese é a seguinte: O homem se caracteriza pela distinção entre o “é” e as características de qualquer coisa, ou seja, de qualquer ente; com isso, no encontro cotidiano com os entes, antecipadamente (antes de encontrá-los e conhecê-los) sabemos (a) que eles são e (b) que eles não são o “ser”, que são diferentes de sua “existência”. Eis por que todos podemos, a qualquer instante, nos lançar às perguntas pelo ser dos entes e pelo sentido do ser em geral, ou seja, às perguntas filosóficas.

Independente de filosofarmos expressamente, as questões e a força para a investigação, portanto, estariam na raiz mesma de nosso ser, e precedem todo conhecimento e pensamento aplicado.

De modo análogo, a primeira frase da Metafísica de Aristóteles afirma: “Todos os seres humanos tendem essencialmente ao Saber”. Essa tendência essencial significa que uma propensão para o Saber está presente, ainda que inexplorada, em todos os seres humanos. Como Aristóteles escolheu, para o Saber, uma palavra grega que se assemelha ao “Ver” imediato (eidénai), pode-se compreender que se trata tanto do conhecimento em geral quanto (e principalmente) do Saber metafísico, sobre o princípio essencial ou estrutura metafísica da realidade. Em suma, Aristóteles já estaria dizendo que ser homem significa filosofar.

Com base no que foi dito, marque a alternativa CORRETA:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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