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Vestibular e Enem

Atualidades Enem: Petróleo

por Giovana Murça em 20/09/19 160 visualizações

No último dia 14, o maior centro de refinamento de petróleo do mundo foi atacado por drones na Arábia Saudita. O país é o maior exportador de petróleo do mundo. O ataque causou o corte de metade da produção do país, 5,7 milhões de barris por dia, cerca de 5% da produção mundial. 

A crise se refletiu no mercado do petróleo mundial e fez o preço do barril de petróleo disparar nos dias seguintes, chegando a quase 20% de aumento no dia 16, a maior alta desde a Guerra do Golfo, em 1991, quando o mercado do petróleo passava por uma crise.

O grupo rebelde houthis, do Iêmen, reivindicaram a ação, mas também há um suspeita do governo do Irã, que nega as acusações. A situação pode agravar a tensão política entre os Estados Unidos e o Irã e impactar o mercado financeiro, além de poder aumentar os preços dos combustíveis no Brasil. O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone comparou o ataque ao atentado do 11 de setembro, em Nova Iorque há 18 anos. 

petróleo enem
(Reprodução/Twitter)

O ouro negro

O petróleo é um óleo inflamável composto principalmente por hidrocarboneto. Ele surge a partir da decomposição de matéria orgânica, como plantas e animais marinhos, após milhões de anos, em terra ou no fundo dos oceanos.

Extração de petróleo em Okemah, Oklahoma, Estados Unidos, em 1922 (Wikimedia Commons)

Sua extração na indústria petrolífera começou em 1850 e, após seu refinamento, o petróleo dá origem a produtos como gasolina, óleo diesel e gás natural, utilizados como combustível para os meios de transporte, e diversos produtos como plásticos, fertilizantes e fármacos, o que fez com que o petróleo se tornasse a principal fonte da matriz energética mundial.

Por seu uso intenso, o petróleo e seus derivados também causam preocupações em relação ao meio ambiente, pela emissão de gases nocivos, descarte de materiais e, até mesmo, vazamentos acidentais de petróleo pelas petroleiras.

Veja mais no Manual do Enem: Petróleo

O petróleo na Química

Para ser utilizado, o petróleo precisa passar por um refinamento para gerar outros produtos. Esse refinamento nada mais é do que uma separação de misturas, por meio da destilação fracionada. O professor de Química do Poliedro, Ricardo Calçada, explica que nesse processo são obtidas pelo menos cinco frações: O gás liquefeito de petróleo (GLP), a gasolina, o diesel, a parafina e o asfalto (piche). “O ponto de ebulição dessas misturas aumenta na ordem apresentada, sendo o asfalto o resíduo do processo”, completa Ricardo.

Na indústria petroquímica, essas frações também são transformadas em outros produtos pelo craqueamento (a quebra em frações menores) e pela reforma catalítica. “No craqueamento, frações maiores como o diesel podem ser transformadas em gasolina, e geram como subproduto o etileno, que é usado para produzir polietileno (um dos plásticos mais usados pelo homem)”, exemplifica o professor.

O petróleo na geopolítica

Sendo um verdadeiro combustível para os países e suas economias, o petróleo também é motivos de muitas crises e guerras. Hoje, o Oriente Médio é a região que tem as maiores reservas de petróleo do mundo, mais de 60%. Os principais produtores são Arábia Saudita, estados Unidos, Rússia, China, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Iraque. Já os maiores consumidores estão são os Estados Unidos e os países europeus. 

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Os países produtores de petróleo (Wikimedia Commons)

OPEP

Até a Segunda Guerra Mundial, as grandes potências como Estados Unidos e Inglaterra controlavam a região do Oriente Médio, mas com com o fim do Neocolonialismo, os países passaram a reivindicar sua soberania sobre seu petróleo.

Em 1960, foi criada a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), uma aliança entre os principais produtores de petróleo: Irã, Iraque, Kuwait,  Arábia Saudita, Venezuela, com o objetivo de controlar o mercado em pensar conjuntamente políticas de produção e venda.

Crises do petróleo

Por sua importância, o petróleo já sofreu inúmeras crises, ou choques, que afetaram seu preço ao longo da história. “Alguns de forma natural, como algum obstáculo na produção ou extração, ou de forma proposital, numa tentativa deliberada de alterar os preços”, acrescenta Leonardo Sukorski.

Primeira crise

Uma das primeiras crises aconteceu quando o Egito nacionalizou o Canal de Suez, até então controlado por ingleses e franceses, em 1956. A partir daí, poucos navios com petróleo podiam passar do Oriente para o Ocidente, diminuindo o abastecimento e aumentando o preço do barril no mundo todo.

Segunda crise

O segundo choque foi ainda mais forte e ocorreu durante a Guerra do Yom Kipur, um conflito de Israel contra Egito e Síria. Em 1973, os membros da OPEP proibiram a comercialização com aliados de Israel. Com isso, o preço do petróleo aumentou mais de 400%. 

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Guerra do Yom Kipur em 1973 (Israel Defense Forces/Wikimedia Commons)

Terceira crise

A terceira crise foi consequência da Revolução Iraniana, em 1979, que quase zeraram a extração de petróleo no Irã. No ano seguinte, houve a Guerra Irã-Iraque que também diminuiu a produção no Iraque.

Quarta crise

A última crise começou com a invasão do Kuwait, um grande produtor de petróleo, pelo Iraque de Saddam Hussein. O conflito deu origem a Guerra do Golfo em 1991, entre os Estados Unidos e Iraque. Os iraquianos incendiaram alguns poços de petróleo do Kuwait, provocando a elevação dos preços. 

Com as crises, a OPEP pôde provar sua força e se posicionar politicamente por meio do petróleo. Por outro lado, os países compradores passaram a buscar cada vez mais outras formas de energias para não ficarem dependentes apenas do petróleo da OPEP, o que fez com que houvesse uma diminuição da importância da Organização hoje. 

O petróleo é nosso

Há 80 anos, em 1939, foi descoberto o primeiro poço do petróleo no Brasil, em Salvador, na Bahia. Após a Segunda Guerra Mundial, durante o Governo Vargas, surgiu um forte movimento pela nacionalização da produção petrolífera, a campanha “O petróleo é nosso!”.

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Getúlio Vargas durante a campanha "O petróleo é nosso!" (Reprodução/Internet)

A campanha deu origem a Petrobrás, em 1953, e a monopolização da extração do petróleo pelo Estado brasileiro. Numa medida mais liberal, o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, permitiu que empresas privadas estrangeiras também pudessem explorar o petróleo brasileiro, quebrando o monopólio.

Descoberta do pré-sal

Em 2006, foi anunciada a descoberta de petróleo na camada do pré-sal, uma camada mais profunda e com petróleo de maior qualidade. Dez anos após a descoberta, a Petrobrás noticiou que o pré-sal brasileiro chegou à marca de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia, superando o Reino Unido e Omã, no Oriente Médio.

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O ex-presidente Lula e o ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, com óleo extraído da camada pré-sal nas mãos (Ricardo Stuckert/Agência Brasil)

Operação Lava Jato

Desde 2014, a Petrobrás tem ganhado destaque negativo com a Operação Lava Jato, que investiga esquemas de propinas envolvendo políticos e empresas. O envolvimento em escândalos de corrupção afetaram a economia da estatal, gerando uma crise. O setor voltou a se recuperar em 2018.

Os professores garantem que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não abordará sobre a operação, por ser um tema político e polêmico. “O assunto pode causar possíveis discordâncias e levar o candidato à escolha de determinada alternativa por conta de suas preferências ideológicas ou partidárias”, explica Leonardo.

Petróleo no Enem

Segundo a professora de Geografia do Poliedro, Cristina Luciana do Carmo, petróleo é um assunto recorrente em todos os vestibulares, inclusive no Enem, por ser uma das matrizes energéticas mais utilizadas do mundo. 

A professora explica que o Enem costuma cobrar a localização das principais reservas de petróleo e sua produção, por meio de mapas, gráficos e tabelas. Para as questões mais históricas é interessante estudar o Governo Vargas para entender a política desenvolvimentista e nacionalista da época da fundação da Petrobrás. 

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Entender a questão geopolítica que envolve o petróleo também é importante para o Enem. “Ter noção de alguns dos principais momentos históricos em que as jazidas petrolíferas foram alvo de disputa, bem como as relações políticas e alianças que foram estabelecidas entre países para obtenção do recurso pode ajudar o candidato na interpretação de algumas alternativas”, afirma Leonardo.

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A primeira plataforma 100% brasileira (Agência Brasil)

Sobre a matriz energética no Brasil, o professor Leonardo sugere que o candidato veja onde se localizam as reservas do pré-sal e o uso de fontes renováveis no país, de menor impacto socioambiental.

Para mandar bem na prova de Química, a dica do professor Ricardo é saber a composição do petróleo, seu processo de craqueamento e seus derivados, que vão do plástico ao asfalto.

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