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Ciclo de vida do produto: saiba o que é e quais suas fases

Veja o que é o ciclo de vida do produto, quais são suas fases e como ele impacta na gestão estratégica de produtos

Em resumo:

  • O ciclo de vida do produto descreve as etapas que um produto percorre no mercado.
  • Ele é dividido em cinco fases: desenvolvimento, introdução, crescimento, maturidade e declínio.
  • Cada etapa exige estratégias específicas em marketing, vendas e inovação.
  • O conceito foi popularizado por Theodore Levitt e evoluiu para a gestão via PLM (Product Lifecycle Management).
  • A matriz BCG se relaciona com o ciclo de vida e ajuda a definir ações estratégicas por estágio.
  • Produtos digitais têm ciclos mais curtos, com atualizações contínuas e foco em retenção.
  • A gestão do ciclo de vida do produto permite integrar áreas da empresa, reduzir riscos e acelerar o tempo de lançamento.

Desde o momento em que surge como uma ideia até o instante em que deixa de ser ofertado no mercado, todo produto passa por mudanças que refletem seu desempenho — um processo conhecido como ciclo de vida do produto.

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Assim como qualquer organismo vivo, um produto nasce, cresce, amadurece e, eventualmente, enfrenta o declínio. Acompanhar essa dinâmica é fundamental para orientar decisões em marketing, inovação e gestão. 

Neste texto, entenda o conceito de ciclo de vida do produto, quais são suas fases, sua importância estratégica e como esse modelo influencia escolhas ao longo de toda a jornada de um produto no mercado.

O que é o ciclo de vida do produto?

O ciclo de vida do produto é um modelo que descreve as etapas que um produto percorre no mercado, desde sua entrada até a retirada definitiva. Essas fases ajudam a entender como variam o desempenho comercial, a aceitação pelo público, a concorrência e a necessidade de adaptação ao longo do tempo.

A lógica do modelo se baseia na ideia de que nenhum produto mantém seu desempenho constante indefinidamente. Variações nas vendas, na percepção de valor e na competitividade fazem com que cada fase exija movimentos específicos de marketing, inovação, precificação e distribuição.

Tradicionalmente, o ciclo é dividido em cinco fases distintas: desenvolvimento, introdução, crescimento, maturidade e declínio. Em cada uma delas, as empresas devem adotar posicionamentos diferentes para maximizar retorno e prolongar a presença do produto no mercado, seja físico ou digital.

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Origem do conceito e evolução histórica

O conceito de ciclo de vida do produto ganhou notoriedade com Theodore Levitt, que era economista e professor da Harvard Business School. Em 1965, Levitt publicou o artigo “Exploit the Product Life Cycle”, defendendo que produtos seguem padrões previsíveis de desempenho e que entender esse comportamento era crucial para competir de forma inteligente.

Com o tempo, a abordagem evoluiu e se tornou um modelo de gestão integrada de produtos. Surgiu então o conceito de Product Lifecycle Management (PLM) — ou gestão do ciclo de vida do produto —, que sistematiza o controle de todas as fases, da concepção até o descarte, com suporte de softwares e metodologias robustas.

O PLM passou a ser aplicado em setores como indústria automotiva, tecnologia e manufatura, permitindo que equipes de engenharia, design, marketing e logística atuem de forma coordenada desde o início do projeto até o fim da linha de um produto.

Confira: O que é product management e como essa área atua?
+ Product Manager e Product Marketing Manager: entenda as diferenças 

As 5 fases do ciclo de vida do produto

O ciclo de vida do produto é tradicionalmente dividido em cinco fases. Cada uma apresenta características próprias que afetam decisões de marketing, inovação, investimento e operação. 

A seguir, conheça melhor cada fase do ciclo do produto.

1. Desenvolvimento

A primeira etapa do produto é o desenvolvimento. É a fase anterior ao lançamento, marcada por pesquisa, testes, validação de conceito e planejamento de mercado. Produtos ainda não geram receita e exigem alto investimento em tempo, tecnologia e equipe.

O grau de incerteza é elevado: é nesse momento que ideias são refinadas, protótipos são testados e ajustes são feitos com base em feedbacks preliminares. A inovação desempenha papel central aqui — especialmente no uso de metodologias ágeis, design centrado no usuário e análise de viabilidade técnica e comercial.

2. Introdução

Na fase de introdução ocorre o lançamento oficial: o produto chega ao mercado e passa a ser exposto ao comportamento real dos consumidores. Os custos de marketing e comunicação costumam ser elevados, já que é preciso gerar visibilidade, educar o público e conquistar os primeiros clientes.

O ritmo de vendas tende a ser baixo no início, o que exige atenção à estratégia de posicionamento e diferenciação. Um exemplo típico é o lançamento de um aplicativo recém-desenvolvido, que precisa captar usuários iniciais e validar sua proposta de valor em meio à competição e ao desconhecimento do público.

3. Crescimento

Na etapa de crescimento, o produto ganha tração. Ele passa a ser mais conhecido, e as vendas começam a crescer em ritmo acelerado. A entrada de concorrentes é comum nessa fase, o que pressiona a empresa a escalar operações, expandir canais de distribuição e consolidar a marca.

Os desafios nessa fase incluem manter a qualidade da entrega, ajustar preços conforme volume e fortalecer a proposta de valor diante da concorrência. Estratégias de growth marketing, otimização de funil de vendas e expansão para novos segmentos são especialmente relevantes aqui.

4. Maturidade

A maturidade é a fase mais estável — e muitas vezes mais lucrativa — do ciclo. O produto já atingiu amplo reconhecimento e boa penetração de mercado, o que exige menos esforços de introdução, mas impõe o desafio de manter a relevância frente a alternativas e mudanças no comportamento do consumidor.

A estagnação nas vendas é um risco comum, por isso o foco se volta à diferenciação, fidelização de clientes e aumento da eficiência operacional. A adoção de estratégias como extensões de linha, programas de recompra e melhorias incrementais costuma ser útil para manter a competitividade nessa etapa.

5. Declínio

Com a queda da demanda, o produto entra na fase de declínio. Isso pode ocorrer por mudanças tecnológicas, novos hábitos de consumo ou surgimento de soluções mais eficientes. O desempenho financeiro diminui, exigindo decisões estratégicas: descontinuar, reposicionar, reinventar ou substituir.

Um exemplo clássico é o de aparelhos de DVD, que perderam espaço para serviços de streaming. Em muitos casos, a alternativa viável é investir em inovação para lançar uma nova versão ou retirar o produto do portfólio, realocando esforços em ofertas mais promissoras.

Exemplo do ciclo de vida do produto

O iPod, da Apple, é um exemplo clássico de produto que percorreu todas as fases do ciclo de vida. Lançado em 2001, ele foi desenvolvido com foco em design e integração com o ecossistema da marca. 

Na introdução, o produto contou com forte investimento em marketing e parcerias. Com a rápida adesão do público, o iPod entrou em crescimento e teve sua linha expandida globalmente. 

Na maturidade, o produto dominou o mercado até perder relevância com a chegada do iPhone e do streaming. Em 2022, o iPod entrou em declínio definitivo e teve sua produção encerrada — uma decisão alinhada à estratégia de consolidar funções em dispositivos mais completos.

Confira: Quem são os fundadores da Apple? A história dos visionários por trás da gigante 

Como o ciclo de vida se relaciona com a matriz BCG?

A chamada matriz BCG é uma ferramenta estratégica que classifica produtos com base em dois critérios: participação de mercado e taxa de crescimento do mercado

Quando combinada ao ciclo de vida do produto, a matriz permite identificar o estágio em que cada item do portfólio se encontra e quais movimentos priorizar. Cada quadrante da matriz corresponde a uma fase ou transição do ciclo — com exceção da etapa de desenvolvimento, que ainda não gera dados de mercado.

Veja a relação entre os dois modelos na tabela a seguir:

Matriz BCGCaracterísticasFase do CVP associada
InterrogaçãoBaixa participação, alto crescimento. Potencial incerto.Introdução
EstrelaAlta participação e alto crescimento. Precisa de investimento.Crescimento
Vaca leiteiraAlta participação, baixo crescimento. Gera lucro estável.Maturidade
Abacaxi (ou cão)Baixa participação e baixo crescimento. Retorno limitado.Declínio

A matriz ajuda a visualizar o papel estratégico de cada produto, facilitando decisões sobre investimento, manutenção ou retirada. Quando usada em conjunto com o ciclo de vida, ela oferece uma visão mais ampla e fundamentada da saúde do portfólio.

Veja mais: O que é a matriz BCG e como ela funciona na prática 

Ciclo de vida do produto digital: o que muda?

Em produtos digitais, o ciclo de vida tende a ser mais curto e dinâmico. Lançamentos ocorrem de forma mais ágil, com versões mínimas viáveis (MVPs) colocadas no ar para validação rápida.

Ao invés de grandes saltos entre fases, o que se observa é uma evolução contínua por meio de atualizações, testes A/B e feedbacks de usuários. O comportamento iterativo permite que um produto digital transite entre crescimento, maturidade e recomeços em ciclos menores — o que exige monitoramento constante.

Outro diferencial é a base de usuários como ativo estratégico. Engajamento, taxa de retenção e adaptação às demandas do público são fatores que impactam diretamente a permanência ou o declínio de uma solução digital.

Saiba mais: MVP: o que é, como criar e por que faz diferença
+ MVD: o conceito de “Dado Mínimo Viável” para startups e empresas 

Gestão estratégica do ciclo de vida do produto

Gerenciar o ciclo de vida do produto de forma estratégica permite identificar o momento certo de manter, evoluir ou retirar uma oferta do mercado. Essa análise é fundamental para orientar ações de marketing, inovação e vendas com base no desempenho real e no comportamento do mercado.

Acompanhando cada fase, é possível antecipar mudanças e agir de forma proativa — evitando desperdício de recursos em produtos com baixo potencial e aproveitando oportunidades de expansão em fases mais favoráveis.

Nesse contexto, a gestão ativa do ciclo, conhecida como Product Lifecycle Management (PLM), estrutura o controle desde a concepção até o fim do produto. O PLM integra áreas como engenharia, marketing, supply chain e tecnologia para centralizar informações, agilizar decisões e reduzir riscos.

A atuação não se limita à fase de mercado: começa ainda no desenvolvimento, com planejamento técnico, validação de conceito, testes, estimativas de custos e definição estratégica. 

Esse acompanhamento desde o início permite reduzir o tempo de lançamento (time-to-market) e alinhar o produto às demandas reais do mercado logo nas primeiras entregas.

Leia também: Design Thinking: método que reinventa produtos e equipes
+ Saiba como medir o product market fit e validar seu produto 

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