Parecer homologado esclarece quais escolas deverão ajustar o calendário e onde a mudança será facultativa.
Em resumo:
Escolas das cidades-sede e de áreas diretamente impactadas deverão adequar as férias ao período de 24 de junho a 25 de julho de 2027;
Nas demais localidades, as redes de ensino terão autonomia para alterar ou manter o calendário escolar de 2027;
A mudança não elimina os 200 dias letivos nem cria feriados automáticos durante os jogos.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada no Brasil e vai provocar mudanças na rotina escolar de parte do país. O torneio terá 64 partidas entre 24 de junho e 25 de julho, período que costuma incluir apenas algumas semanas das férias de julho.
A discussão começou em junho, quando a Lei nº15.421/2026 determinou que as férias após o primeiro semestre abrangessem toda a competição. A regra gerou críticas por parecer impor o mesmo calendário a escolas públicas e privadas de diferentes regiões.
Agora, com a homologação do Parecer CNE/CEB nº 7/2026, o Ministério da Educação esclareceu onde o ajuste será necessário e quais redes poderão decidir conforme a própria realidade.
A seguir, o texto explica as novas regras, os impactos para as famílias e as respostas para as principais dúvidas sobre aulas, férias e feriados durante a Copa Feminina.
Imagem criada com auxílio de Inteligência Artificial para fins editoriais.
O que o MEC decidiu sobre as férias escolares na Copa do Mundo Feminina?
Em 8 de setembro de 2026, o Ministério da Educação (MEC) homologou o Parecer CNE/CEB nº 7/2026, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação.
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O documento regulamenta a aplicação do artigo 67 da Lei nº 15.421/2026, conhecida informalmente como “lei das férias”. A norma prevê a adequação das férias escolares ao período da competição.
Com o parecer, as redes foram divididas em dois grupos:
Localidade da escola
Como fica o calendário escolar de 2027?
Cidades-sede
O calendário deverá ser ajustado para que as férias do meio do ano coincidam com o torneio
Regiões metropolitanas ou áreas diretamente impactadas
Também deverão ser feitos os ajustes necessários
Demais municípios e regiões
Cada sistema de ensino poderá decidir se adota a medida de forma total, parcial ou se mantém seu calendário
Escolas públicas e privadas
Devem seguir as regras e orientações do sistema de ensino ao qual estão vinculadas
Segundo a Agência Brasil, a mudança deve alcançar diretamente as oito cidades-sede e cerca de 174 municípios localizados em regiões metropolitanas ou áreas de influência do evento.
Nas outras localidades, a decisão deverá considerar fatores educacionais, sociais, econômicos e climáticos. Por isso, não haverá necessariamente um único período de férias escolares 2027 em todo o Brasil.
Quais cidades deverão ajustar o calendário escolar de 2027?
A competição será realizada em oito cidades brasileiras:
Belo Horizonte;
Brasília;
Fortaleza;
Porto Alegre;
Recife;
Rio de Janeiro;
Salvador;
São Paulo.
Essas cidades receberão jogos e eventos oficiais, com aumento esperado na circulação de torcedores, no trânsito e na utilização do transporte público.
A FIFA confirma que a décima edição do torneio será a primeira Copa do Mundo Feminina disputada na América do Sul.
As regiões metropolitanas e as localidades diretamente afetadas também deverão fazer adaptações. A confirmação sobre cada município, porém, dependerá dos atos publicados pelos respectivos sistemas de ensino.
Qual será o período das férias escolares de 2027?
Nas cidades-sede e nas áreas diretamente impactadas, as férias após o primeiro semestre deverão abranger o período entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, coincidindo com os dias do torneio.
Isso não significa que todas as escolas brasileiras terão exatamente 32 dias de férias. Fora das localidades diretamente afetadas, cada rede poderá avaliar se adota todo o período, apenas parte dele ou se mantém a programação habitual.
Também não existe, até o momento, um calendário escolar 2027 único e detalhado para todo o país. Estados, municípios e instituições ainda precisam divulgar datas de início das aulas, avaliações, recessos e encerramento do ano letivo.
Vai ter aula durante a Copa do Mundo Feminina?
A resposta depende da localização da escola.
Nas cidades-sede e nas áreas diretamente impactadas, a orientação é que o recesso após o primeiro semestre coincida com o torneio. Portanto, a expectativa é que não haja aulas regulares entre 24 de junho e 25 de julho.
Nas demais regiões, poderá haver aula durante parte ou até durante todo o campeonato, conforme a decisão da rede de ensino e o calendário da instituição.
Pais e responsáveis devem evitar usar o calendário de outra cidade como referência. Mesmo escolas de um mesmo estado podem seguir programações diferentes, especialmente quando pertencem a redes municipais, estaduais ou privadas distintas.
A mudança reduz a quantidade de aulas em 2027?
Não. O parecer determina que todos os calendários continuem respeitando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Imagem criada com auxílio de Inteligência Artificial para fins editoriais.
Educação Infantil: pelo menos 800 horas, distribuídas em 200 dias de trabalho educacional;
Ensino Fundamental: pelo menos 800 horas, distribuídas em 200 dias de efetivo trabalho escolar;
Ensino Médio: pelo menos 1.000 horas, distribuídas em 200 dias de efetivo trabalho escolar.
Assim, férias mais longas no meio do ano poderão exigir compensações em outros momentos. Entre as possibilidades estão: antecipar o início das aulas, reduzir outros recessos, usar sábados letivos ou terminar o ano mais tarde.
As soluções ainda serão definidas por cada rede. Nenhuma dessas alternativas deve ser considerada confirmada antes da publicação do calendário oficial da escola.
Por que a chamada “lei das férias” recebeu críticas?
A principal crítica foi a possível interferência na autonomia das redes e das escolas. O texto original da lei dava a entender que todas as instituições do país deveriam adotar o mesmo período de férias, independentemente do impacto local da competição.
Entidades educacionais também demonstraram preocupação com:
o cumprimento dos 200 dias letivos;
as diferenças climáticas e culturais entre as regiões;
os calendários já planejados por escolas particulares;
a necessidade de antecipar o início ou adiar o fim das aulas;
a organização das famílias durante uma pausa mais longa.
O parecer homologado procura responder a essas críticas ao tornar a adaptação obrigatória somente nas cidades-sede, regiões metropolitanas e áreas diretamente afetadas.
Para as outras redes públicas e privadas, ficou preservada a autonomia de gestão pedagógica, conforme informou o MEC.
Ainda existe uma proposta em tramitação no Congresso para alterar o artigo 67 da lei. O Projeto de Lei nº 3.481/2026 pretende tornar o ajuste facultativo aos sistemas de ensino, mas a proposta ainda não foi aprovada definitivamente.
Vai ter feriado nos jogos da Copa do Mundo Feminina?
A Copa do Mundo Feminina não cria feriados automáticos.
A Lei nº 15.421/2026 apenas autoriza a União a declarar feriados nacionais nos dias de jogos da Seleção Brasileira. Estados, Distrito Federal e municípios que receberem eventos oficiais também poderão instituir feriado ou ponto facultativo.
Isso significa que uma partida, por si só, não suspende aulas ou expediente. Será necessário um ato oficial do governo federal, estadual, distrital ou municipal.
Além disso, férias escolares e feriados são medidas diferentes. Uma escola pode estar em recesso durante o torneio mesmo que nenhum feriado seja decretado naquela cidade.
Como as famílias podem se preparar para o novo calendário?
O primeiro cuidado é aguardar o calendário oficial da rede ou da escola. Reservar viagens ou contratar atividades para as crianças antes dessa confirmação pode criar conflitos com reposições, avaliações ou mudanças no início das aulas.
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Também vale acompanhar:
a data de encerramento do primeiro semestre;
o período exato das férias;
possíveis sábados letivos;
alterações em provas e eventos escolares;
a data de retorno no segundo semestre;
o encerramento do ano letivo;
opções de cuidado para crianças durante o recesso;
prazos de matrícula ou transferência escolar.
O tema também pode entrar na conversa com a escola durante a matrícula de 2027. Além da proposta pedagógica e da mensalidade, a família pode perguntar como a instituição pretende cumprir os dias letivos e comunicar eventuais mudanças.
Para acompanhar a evolução do assunto, também é possível consultar o conteúdo anterior sobre as férias escolares de 2027.
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As mudanças nas férias reforçam a importância de analisar o calendário e a organização da escola antes da matrícula. Para muitas famílias, esse também será o momento de comparar proposta pedagógica, localização, rotina e valor da mensalidade.
Assim, além de se preparar para o calendário atípico de 2027, a família pode buscar uma escola adequada às necessidades do estudante e ao orçamento familiar.
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