
Tendências pedagógicas: quais são e como aparecem na escola?
| 21/10/26Entenda o que são tendências pedagógicas, conheça as linhas liberais e progressistas.
Celebrada em 1º de outubro, a data pode estimular experiências de escuta, criação e expressão musical dentro e fora da escola.
Em resumo:
O Dia Internacional da Música, celebrado em 1º de outubro, é um convite para perceber como a música faz parte da vida do seu filho ou filha. Ela aparece nas cantigas da infância, nas brincadeiras, nos filmes e naquela playlist que o adolescente faz questão de escolher quando entra no carro.
Além de acompanhar esses momentos, a música permite conhecer outras culturas, experimentar formas de expressão e compartilhar histórias. Uma canção que você ouvia quando era criança, por exemplo, pode abrir uma conversa sobre sua infância e despertar a curiosidade dos pequenos pelas músicas de outras gerações.
E você não precisa tocar um instrumento ou entender de teoria musical para incentivar essas descobertas.
Neste artigo, você vai conhecer a origem da data, entender o papel da música na educação e encontrar 10 atividades musicais para crianças e adolescentes, com sugestões para diferentes etapas escolares.

O Dia Internacional da Música é comemorado em 1º de outubro. Sua primeira celebração aconteceu em 1975, por iniciativa do Conselho Internacional da Música, sob a presidência do violinista Yehudi Menuhin.
A proposta surgiu após uma resolução aprovada pelo conselho em 1973. Entre seus objetivos estavam ampliar o acesso à arte musical e promover o intercâmbio cultural, em sintonia com os ideais de paz e amizade entre os povos defendidos pela UNESCO.
Na prática, a data convida a ouvir, conhecer e valorizar diferentes expressões musicais. Para as famílias, pode ser uma oportunidade de apresentar novos repertórios aos filhos e descobrir o que eles gostam de escutar.
Vale conhecer uma música de outra região, experimentar um ritmo ou conversar sobre uma canção que marcou a família. A celebração pode começar com uma experiência simples.
A música é uma linguagem artística e cultural. Ao cantar, ouvir, criar e experimentar sons, crianças e adolescentes encontram maneiras de expressar ideias e conhecer como diferentes pessoas e comunidades se relacionam com o mundo.
Pense em uma brincadeira na qual cada participante inventa uma sequência de palmas. Para acompanhar o grupo, seu filho ou filha precisa ouvir, esperar sua vez, perceber o ritmo e decidir como contribuir.
Esse tipo de experiência oferece oportunidades para trabalhar:
Os benefícios da música na educação dependem das experiências oferecidas e de como cada estudante participa. Não é adequado prometer que ouvir determinado estilo musical aumentará a inteligência ou garantirá melhores notas.
A música tem valor educacional próprio: aprender a escutar, criar e apreciar uma manifestação artística já é uma experiência importante.
As sugestões a seguir podem acontecer em casa ou ser propostas pela escola. Escolha uma que combine com os interesses do seu filho ou filha e adapte os materiais, o tempo e a complexidade à idade dele.
Potes, caixas e embalagens limpas podem se transformar em instrumentos para explorar diferentes sons.
Um recipiente bem fechado com grãos dentro funciona como chocalho. Uma caixa de papelão pode ser usada como tambor, tocada com as mãos.
Como fazer: separe os materiais, monte os instrumentos e convide a criança a comparar os sons. O que muda quando ela toca mais devagar? E quando usa outro recipiente?
Com crianças pequenas, um adulto deve montar e vedar os chocalhos, mantendo grãos e peças pequenas fora do alcance. Prefira materiais resistentes, sem vidro ou bordas cortantes.
Você se lembra das músicas que cantava na infância? Compartilhe algumas com seu filho ou filha e peça que ele ensine uma que aprendeu na escola.
Cantigas como “Ciranda, cirandinha” e “Se essa rua fosse minha” podem acompanhar gestos, movimentos e brincadeiras de roda.
Como fazer: escolha duas ou três canções e deixe que cada participante sugira uma maneira de acompanhá-las. Pode ser com palmas, passos ou movimentos feitos sentado.
A roda também pode incluir músicas de diferentes gerações. O objetivo é compartilhar repertórios e aproveitar o momento juntos.
Será que seu filho ou filha reconhece o som de um papel sendo amassado sem ver o objeto?
Separe materiais como papel, uma colher e um pote. Produza sons fora do campo de visão da criança e peça que ela tente identificar o que está ouvindo.
Para ampliar a brincadeira, conversem sobre as características de cada som:
Depois, troquem os papéis: a criança escolhe os objetos e você tenta adivinhar.
O próprio corpo pode produzir sons. Palmas, estalos de dedos e batidas suaves nas pernas permitem criar sequências rítmicas sem nenhum equipamento.
Como fazer: produza uma sequência curta, como duas palmas e uma batida nas pernas. Convide seu filho a repetir e, depois, a inventar outra para você acompanhar.
Com adolescentes, a proposta pode ganhar mais camadas: uma pessoa mantém um ritmo enquanto outra cria uma sequência diferente.
Adapte os movimentos às possibilidades de cada participante. Também vale marcar o ritmo com gestos, sem produzir som.
Que música seu filho ou filha escolheria para representar um dia feliz? E qual canção faz você lembrar de uma viagem?
Criar uma playlist coletiva é uma maneira de descobrir gostos e histórias que nem sempre aparecem nas conversas do dia a dia.
Como fazer: cada pessoa escolhe uma ou duas músicas e conta o motivo da indicação. Vocês podem organizar a lista por temas, como:
Antes da escuta com crianças, confira se as letras e os conteúdos são adequados à idade. Procure dar espaço às escolhas de todos.
O Dia Internacional da Música também pode ser uma oportunidade para explorar a diversidade musical brasileira.
Vocês podem ouvir exemplos de frevo, maracatu, carimbó, samba, baião e outras manifestações, pesquisando os lugares e as comunidades com os quais se relacionam.
Como fazer: escolha um ritmo, ouça uma música e procure imagens ou vídeos dos instrumentos utilizados. Depois, conversem sobre o que chamou atenção.
Com crianças menores, vale experimentar movimentos inspirados na escuta. Com adolescentes, a pesquisa pode abordar a história da manifestação, seus artistas e sua presença na música atual.
Lembre-se de que uma região reúne muitos estilos e tradições. A atividade deve ampliar descobertas, evitando reduzir cada lugar a um único ritmo.
Seu filho ou filha está estudando o ciclo da água, os planetas ou um acontecimento histórico? Uma paródia pode ser uma forma de reorganizar o que ele aprendeu.
A proposta é criar uma nova letra para uma melodia conhecida, relacionando-a ao assunto escolhido.

Como fazer: selecionem algumas informações importantes, escrevam versos curtos e testem como eles se encaixam na música. Depois, confiram se o conteúdo está correto.
A atividade também pode acontecer em dupla ou grupo. Deixe que crianças e adolescentes participem das escolhas: parte da experiência está em escrever, revisar e encontrar soluções juntos.
Uma paisagem sonora é o conjunto de sons que caracteriza um ambiente. Pense no que você ouve em uma praça, na praia ou dentro de casa.
Para começar, convide seu filho a observar os sons de um lugar por alguns instantes. Depois, vocês podem tentar recriá-los com a voz, o corpo e objetos.
Como fazer: escolham um cenário, como uma manhã de chuva. Um papel movimentado pode representar o vento; dedos tocando uma superfície, as gotas; e batidas suaves em uma caixa, um trovão distante.
Com estudantes mais velhos, a atividade pode incluir gravações e montagem de uma sequência de áudio, respeitando a privacidade das pessoas ao redor.
Quando pensamos em trabalhar com música, é comum lembrar de cantores e instrumentistas. Mas há outras possibilidades para explorar.
Compositores, professores de música, produtores musicais, técnicos de som e profissionais que criam trilhas para filmes e jogos também participam desse universo.
Como fazer: peça que seu filho escolha uma profissão e pesquise três questões:
A proposta costuma render boas conversas com adolescentes, especialmente quando parte de algo que eles já acompanham, como um jogo, filme ou artista favorito.
Depois de experimentar algumas atividades, que tal compartilhar as descobertas?
A mostra pode reunir instrumentos artesanais, playlists comentadas, paisagens sonoras, pesquisas ou pequenas apresentações.
Como fazer: deixe que cada participante escolha sua contribuição. Quem prefere não cantar pode apresentar um instrumento, explicar uma pesquisa ou ajudar a organizar o encontro.
Em casa, a atividade pode ser um momento breve em família. Na escola, pode integrar uma mostra dos trabalhos desenvolvidos pela turma.
Valorize o processo e a participação, sem exigir solos, comparar desempenhos ou transformar a experiência em uma competição.
Uma mesma proposta pode funcionar em várias idades, desde que o desafio e a forma de participação sejam ajustados.
Na música na Educação Infantil, por exemplo, a exploração pode começar com sons, gestos e repetições curtas. Já no Ensino Médio, há espaço para pesquisar contextos culturais e discutir escolhas de produção musical.
| Etapa | Abordagem sugerida | Exemplos |
| Educação Infantil | Exploração de sons e movimentos | Cantigas, percussão corporal e dança |
| Ensino Fundamental – anos iniciais | Ritmo, criação e repertório cultural | Instrumentos artesanais e jogos sonoros |
| Ensino Fundamental – anos finais | Pesquisa, composição e trabalho coletivo | Paródias, podcasts e playlists temáticas |
| Ensino Médio | Cultura, identidade e profissões | Análise de letras, produção musical e debates |
A tabela é um ponto de partida. Observe também os interesses, as experiências anteriores e as necessidades do seu filho ou filha.
Um adolescente pode gostar de construir instrumentos, enquanto uma criança menor pode se interessar por pesquisar o som de um instrumento que acabou de conhecer.
Que tal experimentar algumas dessas ideias com seu filho ou filha?
Baixe gratuitamente o caderno de atividades musicais para crianças e descubram juntos sons, ritmos e novas formas de brincar com a música.
atividades-musicais-dia-internacional-da-musicaDownloadO material traz seis atividades, orientações para os responsáveis e espaços para desenhar e registrar as descobertas.
Você não precisa comprar um instrumento para começar. A voz, o corpo e os objetos disponíveis em casa já oferecem possibilidades de explorar música.
Algumas alternativas são:
Se houver acesso a um celular ou computador, ferramentas gratuitas de gravação ou criação musical podem ampliar a atividade. Confira a classificação etária e os recursos disponíveis antes de usá-las com crianças.
Tecnologia é uma possibilidade, não uma condição para participar. Muitas brincadeiras musicais precisam apenas de alguns minutos e disposição para experimentar.
O incentivo pode começar com uma pergunta: “O que você está gostando de ouvir?”. Mostrar curiosidade pelas escolhas do seu filho ajuda a abrir espaço para a conversa.
Você também pode compartilhar suas músicas favoritas, contar histórias relacionadas a elas e propor descobertas em conjunto.

Apresente artistas e estilos que você conhece, mas permita que seu filho ou filha tenha outros gostos. Pergunte o que chamou a atenção em uma música: a letra, o ritmo, a voz ou a história do artista?
Escolham uma canção para ouvir durante uma pausa ou montem uma pequena seleção para o fim de semana. Em alguns momentos, vale escutar com atenção, percebendo detalhes que passam despercebidos quando a música fica apenas ao fundo.
Consulte a programação de bibliotecas, centros culturais, praças e espaços públicos da sua cidade. Apresentações gratuitas e oficinas podem aproximar crianças e adolescentes de instrumentos e repertórios que ainda não conhecem.
Nem toda criança gosta de ambientes barulhentos ou apresentações com muitas pessoas. Ajuste o volume, faça pausas e ofereça outras formas de participação.
Na musicalização infantil, observar como a criança responde aos sons ajuda a tornar a experiência mais acolhedora. Ela pode preferir ouvir, movimentar-se ou explorar um objeto por vez.
Uma música pode despertar perguntas sobre palavras, acontecimentos e modos de viver. Com adolescentes, letras e videoclipes também podem abrir conversas sobre identidade, relações e representações culturais.
Você não precisa ter todas as respostas. Pesquisar juntos também faz parte da descoberta.
O Dia Internacional da Música pode ser o começo de novas experiências em família e um convite para observar o espaço que a arte ocupa na educação do seu filho ou filha durante o ano inteiro.
Se você está procurando uma escola nova, pergunte como ela trabalha a música: os estudantes têm oportunidades de ouvir, experimentar e criar? Há contato com diferentes repertórios? Como a escola acolhe quem prefere participar de outras formas além de cantar ou tocar?
Essas respostas ajudam a avaliar se a proposta pedagógica combina com os interesses e as necessidades do seu filho ou filha. Para planejar essa escolha, você também pode consultar as bolsas de estudo da Quero Escola, buscando opções por localização e etapa de ensino.
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