
Encceja Exterior e PPL 2026: inscrições terminam nesta sexta (14)
| 14/08/26Inscrições do Encceja Exterior e PPL 2026 vão até esta sexta (14); veja quem pode participar, como fazer a inscrição e o cronograma.
Em resumo:
Celebrado em 12 de agosto, o Dia Nacional das Artes valoriza diferentes formas de expressão, como desenho, pintura, música, dança e teatro.
A data também abre espaço para que as famílias entendam como essas experiências participam do desenvolvimento infantil e como podem fazer parte da rotina das crianças.
Um rabisco no papel, uma música acompanhada por palmas ou uma brincadeira com tintas pode parecer apenas diversão. Enquanto cria, porém, a criança observa, faz escolhas, experimenta movimentos, expressa sentimentos e descobre outras maneiras de se comunicar.
Neste artigo, você vai entender qual é a importância da arte na Educação Infantil, como desenho, pintura e música podem contribuir para o desenvolvimento e quais atividades artísticas podem ser realizadas com as crianças.

O Dia Nacional das Artes é comemorado em 12 de agosto no Brasil. A data homenageia artistas, professores, técnicos, produtores e outros profissionais ligados às manifestações artísticas, conforme explica a Fundação Nacional de Artes.
A celebração envolve diferentes linguagens, como artes visuais, música, dança, teatro, literatura, fotografia e cinema. No contexto infantil, a data pode aproximar as crianças dessas manifestações por meio de experiências práticas e brincadeiras.
Para aproveitar a data de forma educativa, a proposta pode ser permitir que a criança experimente cores, sons, movimentos, materiais e maneiras diferentes de comunicar o que pensa e sente.
A arte na Educação Infantil oferece oportunidades para explorar o mundo, expressar ideias e desenvolver habilidades por meio do corpo, dos sentidos e da imaginação.
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essas experiências aparecem especialmente no campo “Traços, sons, cores e formas”. Entre os objetivos previstos estão explorar sons, criar produções com materiais variados e expressar-se por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura.
A arte, portanto, não deve ser vista apenas como passatempo ou decoração para datas comemorativas. Ela faz parte do processo de aprendizagem e da formação cultural da criança.
Ao decidir o que desenhar, combinar materiais ou acompanhar uma sequência musical, a criança precisa observar, lembrar, comparar e fazer escolhas.
Essas experiências podem mobilizar habilidades como:
Os resultados variam conforme a atividade, a frequência e a mediação do adulto.
Por isso, atividades artísticas não devem ser apresentadas como uma fórmula para aumentar notas ou acelerar o desenvolvimento. O principal valor está na experiência de criar, investigar e construir repertório.
Segurar um giz de cera, movimentar um pincel, rasgar papel e modelar massa exigem movimentos coordenados das mãos e dos dedos.
Essas ações participam do desenvolvimento da coordenação motora fina e da integração entre visão e movimento.
A evolução acontece gradualmente. Traços largos e experimentais são esperados nas primeiras experiências, enquanto movimentos mais controlados aparecem com o tempo e com novas oportunidades de exploração.
Cantar, bater palmas, dançar e acompanhar ritmos trabalham percepção auditiva, memória, coordenação corporal e atenção. Brincadeiras musicais em grupo também exigem que a criança espere, observe e acompanhe os colegas.
A música não precisa estar limitada a aulas de instrumentos. Trazer cantigas, explorar sons do ambiente, criar ritmos e movimentos corporais também são experiências musicais.
Nem sempre a criança consegue explicar verbalmente o que está sentindo. Por isso, um desenho, uma dramatização ou uma escolha musical pode oferecer outra forma de expressão.
Isso não significa que todo desenho tenha um significado oculto ou deva ser interpretado pelos adultos. A produção pode representar uma emoção, uma lembrança, uma história inventada ou apenas uma experiência com cores e formas.
Pensando nisso, ao se deparar com uma expressão artística de uma criança, em vez de perguntar “o que é isso?”, o adulto pode perguntar como ela criou a imagem, qual parte mais gostou de fazer ou que nome daria ao trabalho.
As atividades de arte para crianças funcionam melhor quando há espaço para exploração. Um modelo pronto pode ser usado para apresentar uma técnica, mas não deve determinar que todas as produções sejam iguais.

Alguns cuidados ajudam a tornar a experiência mais significativa:
Crianças pequenas devem permanecer sob supervisão, especialmente quando a proposta envolver peças pequenas, tesouras, tintas ou materiais que possam ser levados à boca.
A idade é uma referência, não uma regra rígida. O desenvolvimento e os interesses de cada criança precisam ser sempre considerados.
Veja na tabela algumas atividades relacionadas para cada idade e habilidades desenvolvidas:
| Faixa etária aproximada | Atividade artística | Habilidades mobilizadas |
| 1 a 2 anos | Pintura com os dedos usando tinta atóxica | Exploração sensorial, movimentos das mãos e relação entre ação e resultado |
| 2 a 3 anos | Desenho livre com giz de cera grosso | Coordenação motora, percepção visual e escolha de cores |
| 3 a 4 anos | Colagem com papéis grandes previamente recortados | Organização espacial, atenção e exploração de texturas |
| 4 a 5 anos | História sonora com palmas, voz e instrumentos simples | Memória, ritmo, escuta e imaginação |
| 5 a 6 anos | Pintura coletiva em papel grande | Cooperação, negociação de espaço e expressão visual |
| A partir de 6 anos | Criação de personagens, quadrinhos ou pequenas cenas teatrais | Narrativa, planejamento, linguagem e trabalho em grupo |
O Dia Nacional das Artes pode ser trabalhado sem transformar a produção infantil em uma tarefa padronizada. A data funciona como ponto de partida para apresentar artistas, manifestações culturais e diferentes modos de criação.
Veja algumas ideias para celebrar a data com os pequenos:
Papéis, tintas atóxicas, giz, esponjas, tecidos e elementos naturais podem ficar disponíveis em estações. A criança escolhe os materiais e experimenta combinações.
A proposta valoriza a autonomia e mostra que uma imagem pode ser criada com técnicas diferentes.
Uma música instrumental ou uma cantiga pode ser tocada enquanto as crianças desenham. Depois, o grupo pode conversar sobre os movimentos, as cores e as sensações percebidas.
Não existe uma cor correta para representar cada som. A experiência procura relacionar escuta, movimento e produção visual.
Potes, colheres de madeira e garrafas sensoriais bem fechadas podem produzir diferentes sons. O grupo pode explorar intensidade, velocidade e pausas sob a orientação de um adulto.
A atividade deve usar objetos seguros, sem pontas, peças soltas ou materiais frágeis.

Cada criança observa o próprio rosto e cria um autorretrato. O foco não está na semelhança perfeita, mas na percepção das características e na construção da autoimagem.
A proposta também pode abrir uma conversa cuidadosa sobre diversidade de cabelos, tons de pele e formatos de rosto.
Os trabalhos podem ser organizados em uma pequena exposição. Em vez de selecionar apenas as produções consideradas mais bonitas, todas as crianças podem contar algo sobre o processo de criação.
Não é necessário montar um ateliê ou comprar materiais caros. Uma caixa com papéis, lápis, giz de cera, revistas para recorte e embalagens limpas já permite diferentes criações.
A família também pode:
✔️ cantar e criar ritmos durante tarefas da rotina;
✔️ observar ilustrações de livros;
✔️ visitar exposições e apresentações gratuitas;
✔️ desenhar em conjunto;
✔️ inventar histórias e personagens;
✔️ dançar músicas de diferentes estilos;
✔️ valorizar manifestações culturais da comunidade;
✔️ reservar um local para guardar ou expor algumas produções.
O envolvimento do adulto não deve assumir o controle da atividade. A presença pode ocorrer por meio de interesse, escuta e disponibilidade para ajudar a criança quando necessário.
Uma proposta pedagógica que inclua desenho, música, movimento, teatro e outras linguagens pode ampliar o repertório cultural e as formas de participação da criança na escola.
Na hora de escolher uma instituição de ensino, a família pode conversar com a equipe pedagógica, conhecer os espaços, perguntar como as artes aparecem na rotina e verificar se as atividades respeitam cada faixa etária.
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