Da Educação Infantil ao Ensino Médio, a revisão da caderneta ajuda a identificar doses pendentes e a manter crianças e adolescentes protegidos.
Em resumo:
Na Educação Infantil, é importante conferir o esquema dos primeiros anos e os reforços previstos aos 4 anos.
No Ensino Fundamental, entram em destaque as vacinas contra HPV, dengue e doença meningocócica ACWY, conforme a idade.
A caderneta impressa, o Meu SUS Digital e a avaliação da UBS ajudam a identificar doses pendentes.
O Dia Nacional da Vacinação2026, celebrado em 17 de outubro, é uma oportunidade para pais e responsáveis conferirem se as vacinas de crianças e adolescentes estão atualizadas.
A revisão deve considerar a idade, o histórico vacinal e as orientações vigentes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Em 2026, essa conferência ganhou novos pontos de atenção. O calendário passou a incluir o segundo reforço da vacina contra a poliomielite aos 4 anos, enquanto vacinas como HPV, dengue e meningocócica ACWY continuam concentrando cuidados importantes durante a vida escolar.
A seguir, você vai ver quais registros merecem atenção em cada etapa de ensino, como identificar uma vacina atrasada e onde buscar ajuda para atualizar a situação vacinal do estudante.
Imagem criada com auxílio de Inteligência Artificial.
Por que revisar a vacinação de crianças e adolescentes?
A proteção oferecida por algumas vacinas depende de mais de uma dose ou de reforços aplicados em momentos específicos. Por isso, ter recebido uma vacina no passado não significa necessariamente que o esquema esteja completo.
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Além disso, mudanças de endereço, perda da caderneta, intervalos longos entre consultas e alterações no calendário podem fazer com que uma dose fique pendente.
Quanto maior o atraso, maior é o período em que a criança ou o adolescente permanece sem a proteção esperada.
A revisão também beneficia a comunidade escolar. A vacinação reduz a circulação de doenças imunopreveníveis e ajuda a proteger pessoas que não podem receber determinados imunizantes por orientação médica.
Quais vacinas devem estar em dia em cada fase escolar?
Organizar a conferência por etapa de ensino facilita a rotina das famílias. No entanto, a série escolar não substitui o critério de idade utilizado pelo Ministério da Saúde.
Estudantes da mesma turma podem ter idades e históricos diferentes. Por isso, a tabela funciona como um roteiro de revisão, enquanto um profissional de saúde deve confirmar a indicação final.
Esquemas incompletos e reforços previstos para adolescentes
Em 2026, adolescentes de 15 a 19 anos não vacinados contra HPV podem participar do resgate vacinal
O que conferir na Educação Infantil?
Na Educação Infantil, a prioridade é verificar se o esquema iniciado nos primeiros meses de vida está completo. A caderneta reúne vacinas contra doenças como tuberculose, hepatites, poliomielite, coqueluche, meningite, sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
Aos 4 anos, os principais marcos de rotina incluem:
segundo reforço da DTP, contra difteria, tétano e coqueluche;
segundo reforço da vacina inativada contra a poliomielite, a VIP;
segunda dose da vacina contra varicela;
reforço da vacina contra febre amarela, conforme o calendário vigente.
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos também integram o público da vacinação anual contra influenza. Já indicações relacionadas à covid-19, condições clínicas especiais e doses perdidas devem ser avaliadas na UBS.
O que conferir nos anos iniciais do Ensino Fundamental?
Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a família deve continuar verificando eventuais lacunas do esquema vacinal infantil. Também é nessa fase que começa a vacinação de rotina contra o HPV.
Segundo o Calendário Nacional de Vacinação, meninas e meninos de 9 a 14 anos devem receber uma dose da HPV4, conforme o histórico vacinal. A vacina contribui para prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer.
Aos 10 anos, é preciso conferir a vacina contra a dengue. Para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, o esquema previsto é de duas doses, com intervalo de três meses.
O que conferir nos anos finais do Ensino Fundamental?
Os anos finais concentram alguns dos principais marcos da vacinação para adolescentes:
HPV4: uma dose entre 9 e 14 anos, caso ainda não tenha sido aplicada;
dengue: duas doses entre 10 e 14 anos, com intervalo de três meses;
meningocócica ACWY: uma dose entre 11 e 14 anos;
dT: conferir o esquema de proteção contra difteria e tétano e os reforços indicados;
hepatite B, tríplice viral e febre amarela: revisar de acordo com os registros anteriores.
A vacina meningocócica ACWY protege contra doenças causadas pelos sorogrupos A, C, W e Y. Em caso de atraso, o Ministério da Saúde orienta a aplicação até os 14 anos, 11 meses e 29 dias.
O que conferir no Ensino Médio?
No Ensino Médio, a revisão não deve se limitar a procurar “vacinas novas”. O principal é identificar esquemas que não foram iniciados, doses que ficaram pendentes ou reforços que precisam ser feitos.
É importante avaliar os registros de hepatite B, tríplice viral, febre amarela e dT, além das vacinas indicadas para grupos ou condições específicas.
Em 2026, há ainda um ponto importante: adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina contra HPV na idade recomendada, ou que não possuem registro da aplicação, podem participar da estratégia de resgate até 31 de dezembro de 2026.
As doses estão disponíveis nas UBS e em outros pontos do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme informa o Ministério da Saúde.
O que mudou no calendário de vacinação em 2026?
Uma das principais mudanças foi a inclusão do segundo reforço da vacina inativada contra a poliomielite aos 4 anos. A medida entrou em vigor em 3 de agosto de 2026.
Com a atualização, o esquema da VIP passou a prever doses aos 2, 4 e 6 meses, primeiro reforço aos 15 meses e segundo reforço aos 4 anos. A medida complementa a adoção do esquema exclusivamente com a vacina inativada, iniciada no país em 2024.
Outra novidade foi a incorporação da vacina pneumocócica 20-valente à rotina infantil. A orientação depende da idade, das doses já recebidas e do imunizante utilizado anteriormente, razão pela qual a conferência deve ser feita por uma equipe de vacinação.
Na adolescência, continuam em destaque:
HPV4 para meninas e meninos de 9 a 14 anos;
resgate contra HPV para não vacinados de 15 a 19 anos até o fim de 2026;
dengue para o público de 10 a 14 anos;
meningocócica ACWY entre 11 e 14 anos.
Como saber se a vacinação do estudante está atrasada?
A forma mais segura é levar a caderneta de vacinação a uma sala de vacinação do SUS. O profissional compara as doses registradas com a idade do estudante, os intervalos mínimos e o calendário atual.
Também é possível fazer uma conferência inicial pelo Meu SUS Digital:
acessar o aplicativo ou a versão web;
entrar com a conta Gov.br;
selecionar “Minha Saúde”;
acessar a opção “Vacinas”;
consultar as doses disponíveis no histórico.
Nem todos os registros antigos aparecem automaticamente. Segundo o Ministério da Saúde, quando uma dose estiver ausente ou incorreta, a família deve procurar o estabelecimento que realizou a aplicação ou a Secretaria Municipal de Saúde.
Se houver atraso, as doses anteriores devem ser consideradas. Em muitos esquemas, não é necessário começar novamente, mas apenas completar o que falta.
Existem exceções e limites de idade, como os da vacina contra rotavírus, o que torna indispensável a avaliação da UBS.
O que fazer quando a caderneta de vacinação foi perdida?
A perda da caderneta não impede a vacinação. Sempre que possível, a família deve procurar a unidade onde as doses foram aplicadas para tentar recuperar o histórico e solicitar uma segunda via.
Caso isso não seja possível, qualquer serviço de vacinação do SUS pode orientar sobre a reconstrução dos registros e avaliar a conduta adequada. A família pode levar documentos pessoais, comprovantes antigos, registros de clínicas particulares e informações disponíveis no Meu SUS Digital.
A caderneta digital complementa o documento físico, mas pode não apresentar doses antigas que ainda não foram integradas aos sistemas nacionais. O próprio usuário não consegue adicionar ou alterar esses registros no aplicativo.
Como funciona a vacinação realizada na escola?
Em 2026, o Ministério da Saúde promoveu uma estratégia voltada a estudantes menores de 15 anos matriculados na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
A mobilização nacional ocorreu de 1º de abril a 31 de maio, em articulação com o Ministério da Educação, secretarias locais e o Programa Saúde na Escola (PSE). Uma nota técnica posterior esclareceu que as ações podem continuar durante todo o ano.
A vacinação nas escolas pode envolver:
análise das cadernetas;
identificação de doses pendentes;
ações educativas;
aplicação de vacinas por equipes de saúde;
encaminhamento dos estudantes à UBS de referência.
No caso da vacina contra dengue, o guia da estratégia escolar de 2026 orienta a verificação da caderneta e o encaminhamento à UBS quando não houver estrutura adequada para a aplicação no ambiente escolar.
O fluxo de autorização é definido localmente. A escola deve informar previamente as famílias sobre datas, vacinas oferecidas e documentos necessários. Para crianças de até 11 anos, é exigida a anuência do responsável conforme o modelo adotado pelo município.
Como conversar com crianças e adolescentes sobre vacinas?
A conversa deve ser adequada à idade, objetiva e honesta. Prometer que a aplicação “não vai doer” pode aumentar a insegurança se houver desconforto.
Com crianças menores, ajuda explicar o que acontecerá em etapas simples, sem usar a vacina como ameaça ou punição. A presença tranquila do responsável e o acolhimento da equipe também tornam a experiência mais segura.
Com adolescentes, o diálogo pode incluir as doenças evitadas, o funcionamento das doses e o direito de fazer perguntas. No caso do HPV, a explicação deve destacar a prevenção de infecções e de diferentes tipos de câncer, sem transformar a conversa em julgamento sobre sexualidade.
Quando houver medo intenso, histórico de desmaio, alergia grave ou reação importante após uma dose anterior, a equipe de saúde deve ser avisada antes da vacinação.
Qual é o papel da escola na promoção da vacinação?
A escola ajuda a aproximar informações de saúde das famílias, mas não substitui a avaliação da UBS. A indicação das doses e a análise da situação vacinal cabem aos profissionais de saúde.
Entre as principais contribuições da escola estão:
comunicar campanhas e cronogramas;
orientar sobre autorizações e documentos;
desenvolver ações educativas adequadas à faixa etária;
encaminhar dúvidas às equipes de saúde;
apoiar a busca ativa de estudantes com doses pendentes;
combater informações falsas sobre vacinação.
A articulação entre família, escola e atenção básica permite que a revisão da caderneta faça parte do cuidado contínuo, e não apenas de campanhas pontuais.
Como encontrar uma escola com bolsa de estudo e atenção ao bem-estar dos alunos?
Cuidar da vida escolar também envolve observar como a instituição se comunica com as famílias, desenvolve ações de prevenção e participa de iniciativas de promoção da saúde.
Na busca por uma nova escola, os responsáveis podem perguntar sobre a relação da instituição com a UBS de referência, a participação em atividades educativas e os canais utilizados para avisar sobre campanhas de vacinação.
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