Atualizado em: 05/03/2021
Se você é mulher e escolheu o curso de Engenharia, certamente deve ter percebido que o universo masculino domina a área em quantidade, certo?
O próprio Censo da Educação Superior 2016 mostra isso em números. Enquanto as matrículas dos homens atingem a marca de 734.932, as de mulheres chegam a 291.463.
Mas, a realidade também mostra que o sexo feminino vem apresentando muito interesse por essa área ao longo dos anos. Em 2014, por exemplo, foram 268.861 matrículas de mulheres nos cursos de Engenharia. Isso evidencia o crescimento do qual estamos falando.
Mulheres no ITA
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) passou a aceitar mulheres em seu vestibular de 1995. Patricia Rodrigues Scheel foi uma das quatro aprovadas nesse processo seletivo e uma das duas mulheres que fizeram a matrícula. “Eu me formei em 2000 e entrei no ITA na primeira turma em 1996. Era uma situação bem peculiar e foi preciso uma enorme adaptação da escola para receber as alunas”, conta Patricia, que hoje é gerente geral de fusões e aquisições na Vale.
“Em relação aos alunos, não acho que houve dificuldades. A minha experiência no campus foi ótima, e tenho muito orgulho de ter rompido esta barreira em uma instituição tão importante quanto o ITA”, completa.
A Engenharia para as mulheres
Sobre a área ser predominantemente masculina, a pioneira nesse assunto ainda lembra: “Acho que ainda deve haver resistência em alguns ambientes de trabalho, mas a tendência é de que as novas gerações não enxerguem diferença alguma. A começar pelas mulheres, temos que achar super normal qualquer nova área ou função em que desejamos atuar. É o primeiro passo para mudar a percepção dos outros”, conclui Patricia.