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PMI Global Summit 2026: 4 tendências que estão transformando a gestão de projetos

Conheça 4 tendências do PMI Global Summit 2026: inteligência artificial, PMO estratégico, metodologias híbridas e mercado de gestão de projetos.



Em resumo:

  • Inteligência artificial: a tendência é integrar ferramentas de IA aos processos de gestão de projetos, em vez de tratá-las como iniciativas isoladas de transformação digital.
  • PMO estratégico: os escritórios de projetos ampliam sua atuação para apoiar decisões de portfólio e acompanhar a geração de valor das iniciativas.
  • Metodologias híbridas: a combinação de práticas ágeis e tradicionais ganha espaço, enquanto a gestão de projetos se expande para setores como saúde, educação, construção e serviços financeiros.

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Mario H. Trentim durante apresentação em evento de gestão de projetos; especialista analisa os impactos da IA na carreira de gestores.
Mario H. Trentim, Board Member do PMI Global, durante apresentação em evento. Na entrevista, o especialista explica como a IA está transformando a gestão de projetos.

O PMI Global Summit 2026 reúne discussões sobre o futuro da gestão de projetos, com temas como inteligência artificial (IA), evolução dos escritórios de projetos, metodologias híbridas e expansão da profissão para diferentes setores da economia.

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As tendências refletem mudanças nas competências exigidas dos gerentes de projetos e na forma como as organizações planejam, executam e avaliam suas iniciativas. A gestão de projetos passa a incorporar novas tecnologias, ampliar sua participação nas decisões estratégicas e priorizar a geração de valor para o negócio.

Entre os principais movimentos estão a integração da IA às rotinas de trabalho, a transformação do Project Management Office (PMO), a combinação de abordagens ágeis e tradicionais e o aumento da demanda por profissionais em áreas além da tecnologia da informação (TI).

+ PMO 4.0: o novo modelo de escritório de projetos orientado a valor e IA

1. Inteligência artificial integrada à gestão de projetos

A inteligência artificial está mudando a maneira como os profissionais planejam atividades, acompanham indicadores, analisam riscos e tomam decisões. Uma das tendências discutidas no contexto da gestão de projetos em 2026 é incorporar essas ferramentas ao fluxo de trabalho cotidiano.

A diferença está na forma de adoção. Quando a IA é tratada exclusivamente como um projeto de transformação digital, a organização pode criar estruturas paralelas e processos adicionais. Já a integração às atividades existentes permite aplicar a tecnologia a tarefas específicas, com acompanhamento dos resultados e ajustes ao longo do tempo.

No Brasil, os dados do Panorama GP Brasil 2026 indicam que 85,41% dos profissionais já utilizam inteligência artificial de alguma forma. O desafio, portanto, não se limita ao acesso às ferramentas, mas envolve incorporá-las de maneira consistente aos processos de gestão.

Para gerentes de projetos, isso significa desenvolver competências para selecionar aplicações adequadas, avaliar a qualidade das informações produzidas pela IA e utilizar os resultados como apoio à tomada de decisão.

2. PMO assume um papel mais estratégico nas organizações

O Project Management Office (PMO), ou escritório de gerenciamento de projetos, também passa por mudanças. Em vez de se concentrar exclusivamente na padronização de metodologias, documentação e acompanhamento de cronogramas, o PMO amplia sua participação nas decisões estratégicas da organização.

Nesse modelo, o escritório de projetos contribui para definir prioridades, alinhar iniciativas aos objetivos do negócio e acompanhar os benefícios gerados pelos investimentos.

Um conceito relacionado a essa transformação é o Value Management Office (VMO), ou escritório de gestão de valor. A proposta enfatiza a conexão entre os projetos, as prioridades estratégicas e os resultados esperados pela organização.

A mudança representa uma ampliação do papel tradicional do PMO. Além de acompanhar se os projetos seguem os processos estabelecidos, a área passa a contribuir para responder a questões como:

  • Os projetos estão alinhados aos objetivos estratégicos da organização?
  • Os recursos estão direcionados às iniciativas prioritárias?
  • Os resultados entregues correspondem aos benefícios esperados?
  • Quais projetos precisam ser revistos diante de mudanças nas prioridades do negócio?

Para os profissionais da área, essa evolução aumenta a importância de competências como análise de negócios, gestão de portfólio, comunicação com lideranças e mensuração de resultados.

3. Metodologias híbridas ganham espaço na gestão de projetos

A discussão sobre metodologias tradicionais, como o modelo em cascata (waterfall), e abordagens ágeis dá lugar a uma questão mais prática: como combinar diferentes métodos de acordo com as características de cada projeto?

A gestão híbrida permite integrar planejamento, documentação e controle de etapas a práticas ágeis, como ciclos curtos de entrega, colaboração frequente e adaptação a mudanças.

Essa combinação pode ser útil em projetos que precisam atender a requisitos regulatórios, cumprir prazos definidos e, ao mesmo tempo, incorporar novas informações ao longo da execução.

A escolha da abordagem depende de fatores como complexidade, riscos, previsibilidade, exigências de conformidade e participação dos envolvidos. Por isso, conhecer diferentes metodologias ajuda o gerente de projetos a selecionar práticas adequadas a cada contexto.

A certificação Project Management Professional (PMP), do Project Management Institute (PMI), também contempla práticas tradicionais, ágeis e híbridas em seu conteúdo de avaliação.

O movimento reforça a importância de uma formação abrangente. Em vez de dominar apenas um método, o profissional precisa compreender diferentes abordagens e saber quando aplicá-las.

4. Gestão de projetos se expande para além da tecnologia e da engenharia

A atuação dos gerentes de projetos não está restrita às áreas de TI e engenharia. Saúde, construção, educação, setor público e serviços financeiros também demandam profissionais capazes de organizar recursos, coordenar equipes, administrar riscos e acompanhar resultados.

A expansão da profissão está relacionada à necessidade de executar iniciativas complexas em diferentes segmentos, desde a implementação de sistemas e serviços até a modernização de processos e a realização de investimentos.

O PMI projeta a necessidade de 25 milhões de novos profissionais de projetos no mundo até 2030. A estimativa destaca a dimensão da demanda global por competências relacionadas à área, inclusive em economias emergentes.

Esse cenário amplia as possibilidades de carreira para quem deseja ingressar na gestão de projetos. Além de conhecimentos técnicos específicos de cada setor, as organizações precisam de profissionais com habilidades de planejamento, comunicação, liderança, negociação e resolução de problemas.

A formação em gestão de projetos, portanto, pode ser relevante para profissionais de diferentes áreas que desejam assumir responsabilidades de coordenação ou avançar para posições de liderança.

+ Ferramentas de gestão de projetos para 2026: comparativo completo

O que as tendências do PMI Global Summit 2026 significam para os profissionais?

As discussões sobre inteligência artificial, PMO estratégico, metodologias híbridas e expansão do mercado apontam para uma gestão de projetos cada vez mais conectada aos objetivos das organizações.

Nesse contexto, o gerente de projetos precisa combinar conhecimentos técnicos, domínio de ferramentas digitais e capacidade de tomar decisões em ambientes sujeitos a mudanças.

A atualização profissional também ganha importância. Estudar metodologias tradicionais e ágeis, aprender a utilizar ferramentas de IA e desenvolver competências de negócio são caminhos para acompanhar as transformações da área.

+ Requisitos de projeto: o que são, tipos e como levantar corretamente


Sobre o autor

Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.

Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.

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