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Biografias

Gilberto Freyre

Gabriela Costa Costa
Publicado por Gabriela Costa Costa
Última atualização: 7/1/2019

Introdução

Gilberto de Mello Freyresociólogo, antropólogo e ensaísta brasileiro, nasceu em 1900, em Recife. Freyre foi um dos mais importantes intérpretes do Brasil.

“Todo brasileiro traz no corpo a sombra do indígena ou do negro”, uma frase sua que traduz bem a ideia da miscigenação racial que viria estampar as páginas de Casa Grande & Senzala, uma de suas obras mais importantes.Gilberto Freyre, um dos grandes intérpretes do Brasil na década de 30.Gilberto Freyre, um dos grandes intérpretes do Brasil na década de 30.Gilberto Freyre, um dos grandes intérpretes do Brasil na década de 30.

Trajetória intelectual

Gilberto Freyre era filho de Alfredo Freyre, juiz e professor universitário que introduziu o filho desde cedo ao mundo intelectual, ensinando-o inglês e português. Gilberto Freyre estudou em colégios americanos e bacharelou-se em Letras no Colégio Americano Batista, em Recife.

Quando tinha 17 anos, Freyre foi para os Estados Unidos, onde estudou Artes Liberais, com especialização em Ciências Políticas e Sociais, na Universidade de Baylor. Além disso, fez sua pós-graduação na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

O trabalho que lhe rendeu o título de Mestre em Artes trata sobre a sociedade brasileira em meados do século XIX, e foi orientado pelo antropólogo Franz Boas, intelectual de quem recebeu grande influência.

Após essa etapa, Gilberto Freyre viajou para a Europa para completar sua formação acadêmica. Retornou ao Brasil em 1924, onde continuou escrevendo para jornais – algo que fazia mesmo no exterior.

Na década de 30 escreveu três importantes trabalhos: Casa Grande & Senzada (1933), Sobrados & Mucambos (1936), e Nordeste (1937).

Na década de 40, foi preso pela polícia da ditadura de Getúlio Vargas por lançar campanha aberta contra o Estado Novo, também conhecido como Era Vargas

Gilberto Freyre foi eleito, em 1946, para a Assembleia Constituinte, na qual participou da elaboração da Constituição de 1946, exercendo o cargo de Deputado Federal. Atuou em setores ligados à ordem social e à cultural.

Criou a Fundação Gilberto Freyre e a Casa-Museu na sua antiga residência para preservar seu legado e sua biblioteca de mais de 30 mil volumes.

Casa Grande & Senzala

O livro Casa Grande & Senzala foi lançado em 1933 traz temas como cultura, religiosidade, culinária, hábitos de higiene e sexualidade durante o Período Colonial no Brasil.

Gilberto Freyre foi influenciado pelas ideias culturalistas de Franz Boas, antropólogo que é, inclusive, citado na introdução do livro.

O estudo do culturalismo na Antropologia é feito a partir da diversidade cultural dos povos e culturas, de seus modos de ver a vida, de seus saberes e de suas descobertas.

Freyre se propôs a realizar um estudo da miscigenação de três raças (o negro, o branco e o índio), para isso estudou as relações que ocorriam entre membros da Casa Grande (casarões de fazendeiros) e da Senzala (escravos).

Nesse livro, Freyre sugere a existência de uma harmonia entre as raças, devido não apenas às relações construídas nesse cenário colonial, mas também à miscigenação.

O símbolo “&”, escolhido para o título, refere-se não apenas à conjunção aditiva “e”, mas também à harmonia de uma escala musical.

Afastando-se, então, do positivismo de Auguste Comte e, portanto da ideia da existência de uma raça superior, Gilberto Freyre consegue formular a ideia de democracia racial, que apenas após a publicação do livro se tornaria um conceito sociológico.

Democracia Racial

A ideia de “democracia racial" é utilizada por Freyre para descrever as relações raciais no Brasil.

Embora ele não tenha adotado este conceito em Casa Grande & Senzala, já nesta obra o autor trabalha a ideia de que o país teria escapado do racismo e da discriminação racial vista em outros países, como nos Estados Unidos, onde ele morou durante alguns anos.

Adotaria, assim como outros intelectuais, o conceito em trabalhos posteriores.

Florestan Fernandes, sociólogo brasileiro, iria contrapor Gilberto Freyre, trabalhando a ideia de mito da democracia racial, após seus estudos concluírem que os negros não contaram com uma integração legítima à sociedade brasileira.


Exercícios

Exercício 1
(UNICENTRO/2012)

A formação do Brasil e a identidade do brasileiro foram bastante discutidas no início do século XX pelos sociólogos brasileiros Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior. A respeito das análises de Freyre, em seu livro “Casa Grande e Senzala”, é correto afirmar:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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