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Filosofia

Sofistas

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 15/10/2018

Introdução

A palavra sofista vem do grego sophistes e deriva da palavra sophia, que significa sabedoria.

Os sofistas eram um grupo de filósofos, sábios e eruditos que viajavam de cidade em cidade para divulgar os conhecimentos, em troca de dinheiro. Os estudantes e discípulos dos filósofos sofistas deveriam pagar taxas para que pudessem ouvir os ensinamentos dos filósofos e sábios.

O modelo sofista de propagação do ensinamento era voltado aos jovens nobres gregos, pois estes tinham condições de pagar para receber conhecimentos. Os jovens nobres buscavam o entendimento e a dominação do que era chamado de aretê.

O aretê é um conceito que denota excelência. Para os sofistas a excelência era conquistada através da união de conhecimentos específicos e gerais, como a ciência, a aritmética, a oratória, a música, a filosofia e a política.    

Filosofia Sofista

Os sofistas desenvolveram algumas técnicas para propagarem seus conhecimentos. A argumentação e persuasão eram as formas mais utilizadas entre eles e seus discípulos. As principais técnicas eram o uso das palavras, a inversão de argumentos, o enfraquecimento dos discursos dos interlocutores, além da tentativa de diminuir a força das palavras e a argumentação dos ouvintes.

Os sofistas faziam uso da razão e de discursos fortes e emocionais para convencer o outro de que tinham a opinião e argumentação verdadeira e correta. O objetivo principal desses filósofos era ensinar seus discípulos a derrubarem seus oponentes através do uso de palavras e da articulação dos argumentos e a buscarem pela excelência.

A filosofia sofistas possuía outras características:

  • Relativismo: todas as questões ligadas à vida, como cultura, religião e política poderiam ser modificadas. Os sofistas levantavam dúvidas sobre a pertinência das leis e sobre a necessidade das instituições, pois para eles não existia uma verdade absoluta;
  • Natureza da alma: a alma era para os sofistas, passiva e poderia ser moldada por discursos convincentes e bem elaborados;
  • Rejeição à metafísica: os sofistas se empenhavam em discursar sobre questões da vida prática e útil para o desenvolvimento da excelência;
  • Argumentação: os sofistas preocupavam-se em desenvolver excelentes argumentos para desestabilizar e pôr em xeque a argumentação de seus interlocutores. A argumentação em público e a oratória eram importantes para o desenvolvimento da política.

Principais Filósofos

Alguns pensadores se destacaram na Escola Sofista como grandes mestres da oratória, os principais deles são:

  • Protágoras: um dos nomes mais importantes da corrente sofista. Era grande defensor do relativismo e apontava o homem como sendo a medida de todas as coisas. Sendo o homem o centro das suas explicações, elas não poderiam, portanto, ser baseadas na existência de deuses.
  • Górgias: grande defensor da persuasão e da ideia de que a alma humana poderia ser moldada por bons argumentos.
  • Hípias: criador do método da Mnemotécnica, a arte de exercitar a memória, é descrito como o pensador sofista que mais enriqueceu com a transmissão de conhecimento.

As críticas de Sócrates e seus discípulos

O modelo de ensino sofista foi alvo de várias críticas de Sócrates e seus discípulos. Sócrates não considerava os sofistas filósofos, pois, segundo ele, os sofistas não tinham amor real pelo conhecimento, estavam apenas centrados nos valores que recebiam.

Sócrates defendia o diálogo e a argumentação como maneiras de levar os homens ao conhecimento, enquanto que, para os sofistas, o diálogo e a refutação serviria apenas para vencer o interlocutor, sem que houvesse grande preocupação com o conhecimento de fato.

Os sofistas foram criticados também por Platão e Aristóteles, que os consideravam mercenários, e não amantes do saber.

Muitos pensadores e estudiosos se apoiam nessas ideias e também não consideram os sofistas como parte de alguma escola filosófica. Os pensadores sofistas são considerados, ainda hoje, por muitos estudiosos, como profissionais que tinham na sabedoria a intenção de enriquecimento e ganhos apenas, diferente das práticas de outras escolas filosóficas, que emprenharam-se a transmitir conhecimento.


Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2015)

Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas. (RACHELS, J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.)

O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre justiça e ética é resultado de

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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