Índice
Introdução
A concordância verbal é uma das bases essenciais da gramática portuguesa, garantindo que o verbo de uma frase esteja em harmonia com seu sujeito, tanto em número quanto em pessoa.
Dominar essa regra é fundamental não apenas para escrever corretamente, mas também para se expressar de forma clara e formal, algo especialmente importante na redação do Enem e nas provas de vestibulares.
Ao longo deste artigo, você vai aprender as principais regras de concordância, compreender situações que costumam gerar dúvidas e conferir exemplos práticos que facilitam o uso correto dos verbos em diferentes contextos.

Principais conclusões
- Concordância verbal é a regra gramatical que determina que o verbo guarde harmonia com seu sujeito em número e pessoa, garantindo frases claras e corretas na norma culta e evitando ambiguidade na comunicação escrita e oral.
- Funciona identificando o sujeito (quem pratica a ação), determinando sua pessoa e número e ajustando o verbo a esses parâmetros; aplica-se a sujeitos simples, compostos, casos com "ou", coletivos, partitivos, porcentagens e expressões numéricas.
- No contexto escolar e jurídico-linguístico, a concordância faz parte da norma culta estudada em gramáticas e provas; socialmente, distingue registros formais de informais e influencia a credibilidade em textos acadêmicos, profissionais e comunicados públicos.
- No Enem e vestibulares, erros de concordância penalizam a norma culta na redação e testes objetivos; armadilhas comuns são sujeito distante do verbo, expressões partitivas, porcentagens e alternância com "ou", exigindo interpretação contextual e atenção aos núcleos.
- Relevância prática: dominar a concordância melhora redação, produção acadêmica e comunicação profissional; pratique identificando o núcleo do sujeito, fazendo a pergunta "quem faz a ação?", revisando frases e resolvendo exercícios específicos.
O que é concordância verbal e por que ela é importante
A concordância verbal estabelece a relação de harmonia entre o verbo e o sujeito de uma oração. Em outras palavras, o verbo deve sempre “concordar” com o sujeito em número (singular ou plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira).
Essa regra garante que as frases sejam compreendidas corretamente, evitando ambiguidades ou erros que possam comprometer a clareza do texto.
Por exemplo, na frase “Os alunos estudam para o Enem”, o verbo estudam está no plural, concordando com o sujeito os alunos. Caso fosse usado o singular, “Os alunos estuda para o Enem”, a frase se tornaria gramaticalmente incorreta e prejudicaria a compreensão.
Entender a concordância verbal é essencial não apenas para o desempenho em provas, mas também para a produção de textos formais, artigos acadêmicos e comunicações profissionais. A prática correta contribui para a escrita fluida, adequada à norma culta da língua portuguesa.
Regras de concordância verbal
Existem diversas regras que orientam o uso correto da concordância verbal. A seguir, apresentamos as sete principais, frequentemente cobradas em exames e essenciais para o domínio do tema.
Quando o verbo concorda com o sujeito simples
Em casos de sujeito simples, ou seja, formado por um único núcleo, o verbo deve concordar em número e pessoa com esse núcleo.
Exemplos:
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“A professora explica a matéria todos os dias.” (sujeito: A professora; verbo: explica)
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“Os estudantes participam da aula online.” (sujeito: Os estudantes; verbo: participam)
Essa regra é direta e costuma ser a mais simples de aplicar, pois o sujeito é claramente identificado.
Quando o verbo concorda com sujeito composto
Quando o sujeito é composto, ou seja, possui dois ou mais núcleos, o verbo normalmente fica no plural, independentemente da posição dos núcleos na frase.
Exemplos:
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“O professor e a aluna corrigem a prova juntos.”
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“João e Maria estudam para o vestibular.”
É importante observar que, se os núcleos estiverem unidos por “ou”, a concordância pode variar dependendo da ideia de exclusão ou alternância:
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“Ou João ou Pedro vai apresentar o trabalho.” (singular, porque apenas um apresenta)
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“Ou o professor ou os alunos vão participar da reunião.” (plural, porque a segunda opção é plural)
Casos especiais de concordância verbal
Algumas situações geram mais dúvidas, exigindo atenção especial:
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Sujeito coletivo: O verbo concorda no singular. Ex.: “A multidão aplaudiu o evento.”
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Expressões partitivas (“a maioria de”, “grande parte de”): o verbo pode ir para o singular ou plural, dependendo do substantivo que segue. Ex.: “A maioria dos alunos aprovou a prova.”
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Expressões de porcentagem: normalmente o verbo concorda com o substantivo quantitativo, mas há flexibilidade. Ex.: “10% dos estudantes faltaram à aula.” / “10% da turma faltou à aula.”
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Expressões numéricas: o verbo concorda com o número tratado como sujeito. Ex.: “30 minutos é suficiente para a prova.” / “30 alunos são aprovados todos os anos.”
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Diferenças entre concordância verbal e nominal
Enquanto a concordância verbal trata da relação entre verbo e sujeito, a concordância nominal refere-se à harmonia entre substantivo e seus determinantes, adjetivos e pronomes.
Exemplos comparativos:
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Concordância verbal: “Os alunos estudam para a prova.” (verbo concorda com sujeito)
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Concordância nominal: “Os alunos dedicados estudam para a prova.” (adjetivo concorda com o substantivo)
Essa distinção é fundamental para evitar erros, principalmente em redações e textos mais complexos.
Como aplicar corretamente a concordância verbal na escrita
Para aplicar corretamente a concordância verbal, siga alguns passos práticos:
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Identifique o sujeito da frase. Pergunte “quem faz a ação?”
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Determine o número e a pessoa do sujeito. Singular ou plural, primeira, segunda ou terceira pessoa.
-
Ajuste o verbo para que concorde com o sujeito identificado.
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Revise a frase verificando se o sentido permanece claro e correto.
Dicas para evitar erros de concordância verbal
Erros comuns incluem frases como:
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“Falta pessoas na sala.” Correto: “Faltam pessoas na sala.”
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“Chegou as meninas cedo.” Correto: “Chegaram as meninas cedo.”
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“A maioria dos alunos faltaram à aula.” Correto: “A maioria dos alunos faltou à aula.”
Evitar essas falhas exige atenção ao núcleo do sujeito e ao contexto da frase, além da prática constante.
Como a concordância verbal é cobrada no Enem e vestibulares
No Enem, a concordância verbal pode aparecer de forma direta em questões objetivas ou indiretamente na redação, onde erros comprometem a nota de norma culta. Exemplos comuns incluem:
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Escolher a forma verbal correta em frases com sujeitos complexos;
-
Identificar e corrigir erros de concordância em textos curtos;
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Aplicar a regra de concordância em contextos formais de comunicação.
Estudantes que dominam essas regras têm vantagem na produção textual e na interpretação de enunciados.
Exercícios de concordância verbal para praticar
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Complete corretamente: “A maioria dos professores _________ satisfeita com os resultados.”
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Escolha a forma correta: “Ou a aluna ou os alunos _________ responsáveis pelo projeto.”
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Corrija a frase: “Faltou muitos alunos à aula.”
Respostas comentadas:
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“A maioria dos professores está satisfeita com os resultados.” (sujeito singular: maioria)
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“Ou a aluna ou os alunos são responsáveis pelo projeto.” (sujeito plural na segunda opção)
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“Faltaram muitos alunos à aula.” (verbo concorda com sujeito plural: muitos alunos)
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Exercício de fixação
Exercícios sobre Concordância verbal: regras, exemplos e uso correto para vestibular
FUVEST/2007
Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é: