
Summit de gestão de projetos da África revela gargalo que atrasa projetos no mundo
| 17/09/26Summit do PMI na África mostra que falta de projetos bem preparados pode ser um obstáculo maior que a falta de capital para grandes investimentos.
Conheça 10 métricas de PMO para acompanhar em 2026 e entenda como medir eficiência, recursos, alinhamento estratégico, benefícios e ROI.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

Medir prazo, custo e quantidade de projetos entregues continua sendo importante para um PMO. Porém, esses indicadores não mostram sozinhos se o escritório de projetos está gerando valor para a organização.
Em 2026, as métricas de PMO precisam ajudar a responder perguntas mais amplas: os projetos estão contribuindo para a estratégia? Os recursos estão sendo utilizados de forma eficiente? Os benefícios previstos estão sendo alcançados? A organização tem capacidade para executar o portfólio aprovado?
Um sistema de indicadores mais completo permite que o PMO deixe de atuar apenas como uma área de acompanhamento e passe a contribuir para decisões de portfólio e governança.
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Durante anos, PMOs foram avaliados principalmente por indicadores relacionados à execução dos projetos, como:
Essas métricas continuam relevantes porque mostram a eficiência da execução. O problema é que elas não medem necessariamente o valor gerado pelos projetos.
Para a alta liderança, outras perguntas também são importantes. Entre elas estão o retorno dos investimentos, o alinhamento das iniciativas à estratégia e a capacidade da organização de executar o que foi planejado.
Por isso, um PMO que acompanha somente indicadores operacionais pode ter dificuldade para demonstrar seu impacto estratégico.
Já um escritório que também monitora valor, recursos e alinhamento consegue fornecer informações mais úteis para a tomada de decisão.
Entregar um projeto dentro do prazo e do orçamento não garante que ele tenha produzido o resultado esperado.
A principal pergunta é: os benefícios prometidos no início do projeto foram realizados?
Um projeto pode cumprir prazo, custo e escopo e, ainda assim, não gerar o retorno previsto. Isso pode acontecer por diferentes motivos, como uma definição inadequada dos benefícios, mudanças no ambiente de negócios ou dificuldades da organização para incorporar a mudança.
Para medir essa métrica, defina os benefícios esperados antes do início do projeto. Eles podem envolver:
Depois da entrega, acompanhe a realização dos benefícios em períodos definidos, como 3, 6 e 12 meses.
Pessoas, orçamento e equipamentos são recursos limitados. Por isso, o PMO precisa acompanhar se eles estão sendo direcionados para as iniciativas prioritárias e se as equipes conseguem executar o volume de trabalho aprovado.
Alguns indicadores podem ajudar nessa análise:
Uma taxa de utilização muito elevada também pode representar um risco. Equipes que trabalham constantemente próximas do limite de capacidade têm menos margem para lidar com imprevistos.
Quando várias iniciativas dependem das mesmas pessoas, atrasos em um projeto podem afetar outras entregas do portfólio.
O alinhamento estratégico do portfólio mostra se os projetos aprovados estão relacionados aos objetivos definidos pela organização.
Essa métrica pode ser acompanhada por meio de indicadores como:
Esse acompanhamento também ajuda o PMO a fornecer informações para decisões de priorização, postergação ou cancelamento de iniciativas.
Além das três métricas anteriores, o PMO pode acompanhar outros indicadores para avaliar a execução, a governança e a capacidade do portfólio.
A taxa de sucesso mostra o percentual de projetos que atendem aos critérios estabelecidos de prazo, custo e escopo.
O indicador pode ser complementado por critérios relacionados aos benefícios e aos resultados esperados, evitando que um projeto seja considerado bem-sucedido apenas porque foi concluído dentro do orçamento e do cronograma.
Essa métrica mostra quanto os projetos se afastam, em média, do planejamento original.
O acompanhamento histórico ajuda a identificar padrões. Por exemplo, os desvios podem estar concentrados em determinado tipo de projeto, área da organização ou etapa do ciclo de vida.
Se os projetos apresentam repetidamente problemas durante o planejamento, o PMO pode investigar se existe uma tendência de subestimação de escopo, prazo ou recursos.
O PMO também precisa entender como as áreas atendidas avaliam seus processos e serviços.
Pesquisas periódicas podem avaliar aspectos como:
Essa métrica complementa os indicadores operacionais. Um PMO pode apresentar bons resultados em prazo e custo e, ao mesmo tempo, receber avaliações negativas das áreas que dependem de seus serviços.
A maturidade em gerenciamento de projetos mostra como estão evoluindo processos, competências, métodos e práticas de gestão.
O diagnóstico pode considerar modelos de maturidade, como o OPM3, do PMI, ou outras metodologias utilizadas pela organização.
A avaliação periódica também ajuda a verificar se investimentos em treinamento, ferramentas e processos estão produzindo evolução nas práticas de gerenciamento de projetos.
O tempo de ciclo de decisão mede quanto tempo uma organização leva para identificar um problema ou oportunidade e tomar uma decisão sobre como agir.
Esse indicador pode ser particularmente relevante em projetos com alta exposição a mudanças.
Quanto mais tempo uma decisão importante permanece pendente, maior pode ser o impacto sobre cronograma, custos, recursos e benefícios esperados.
O PMO pode acompanhar o tempo médio de decisão para diferentes tipos de situações e identificar pontos de lentidão na governança.
Nem todo projeto aprovado precisa chegar à execução ou permanecer ativo até a conclusão.
Acompanhar a taxa de cancelamento de projetos ajuda a entender como a organização revisa seu portfólio diante de mudanças de estratégia, disponibilidade de recursos e novas prioridades.
Entre os motivos para cancelamento ou postergação podem estar:
O indicador deve ser analisado em conjunto com os critérios utilizados para aprovação e priorização dos projetos.
O retorno sobre o investimento, ou ROI, busca relacionar os resultados financeiros obtidos aos recursos investidos no portfólio.
Para acompanhar essa métrica, a organização precisa definir os benefícios financeiros esperados antes do início dos projetos e acompanhar sua realização posteriormente.
O cálculo exige maior disciplina na definição de benefícios e na avaliação das iniciativas. Por isso, pode representar uma mudança importante na forma como a organização seleciona e acompanha seus investimentos.
+ PMO operacional vs PMO estratégico: a diferença que determina o resultado
Um indicador que merece atenção é a relação entre capacidade e demanda do portfólio.
Muitas organizações aprovam projetos considerando sua importância estratégica, orçamento e cronograma, mas sem avaliar de forma detalhada se existem pessoas disponíveis para executar todas as iniciativas simultaneamente.
O resultado pode ser a sobrecarga das equipes e o atraso de diferentes projetos.
O PMO pode acompanhar essa relação comparando a capacidade disponível das equipes com a demanda gerada pelo portfólio aprovado.
Na prática, o processo envolve:
Esse indicador permite antecipar problemas de capacidade antes que eles apareçam como atrasos no cronograma.
+ O que separa o PMO que gera valor do PMO que gera relatório
Não é necessário começar acompanhando as 10 métricas ao mesmo tempo. A implementação pode acompanhar a evolução da maturidade do escritório de projetos.
Comece por indicadores operacionais, como:
Esses indicadores ajudam a estruturar uma base de dados confiável.
Com os indicadores operacionais consolidados, o PMO pode ampliar o acompanhamento para:
Em um estágio mais avançado, o foco pode incluir:
A evolução das métricas acompanha o amadurecimento da gestão de projetos e amplia a capacidade do PMO de fornecer informações para decisões estratégicas.
Entre os principais indicadores estão gestão de benefícios, eficiência no uso de recursos e alinhamento estratégico.
Também podem ser acompanhados taxa de sucesso dos projetos, desvios de prazo e custo, satisfação das partes interessadas, maturidade em gestão de projetos, tempo de decisão, taxa de cancelamento e ROI do portfólio.
O PMO pode medir o ROI definindo os benefícios financeiros esperados antes do início dos projetos e acompanhando os resultados após a entrega. O processo exige critérios claros para estimar investimentos, benefícios e resultados realizados.
É um indicador que mostra quanto do orçamento ou do portfólio de projetos está diretamente relacionado aos objetivos estratégicos da organização.
A frequência depende do tipo de indicador. Métricas operacionais, como prazo, custo e riscos, podem ser acompanhadas semanal ou quinzenalmente. Indicadores estratégicos, como alinhamento, ROI e realização de benefícios, podem ser analisados mensal ou trimestralmente.
+ O que faz um PMO na prática? Funções, tipos e diferença para o gerente de projetos
A evolução dos indicadores acompanha a própria evolução do PMO. Métricas de prazo e custo ajudam a entender a execução. Indicadores de recursos e capacidade mostram se a organização consegue sustentar o portfólio. Já métricas de benefícios, alinhamento e ROI ajudam a avaliar os resultados gerados pelos investimentos.
Por isso, um painel de métricas de PMO precisa combinar indicadores operacionais, táticos e estratégicos.
O objetivo não é acompanhar o maior número possível de dados, mas utilizar informações relevantes para melhorar a governança e a tomada de decisão.
Quais métricas o PMO da sua organização acompanha hoje? Existe algum indicador que você considera importante e que não apareceu nesta lista?
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Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.
Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.


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