5. Emília Ferreiro
A psicóloga e pedagoga argentina, radicada no México, analisou e desvendou os mecanismos pelos quais as crianças aprendem a ler e escrever. Isso revolucionou a maneira de se pensar a alfabetização e influenciou a educação brasileira a partir dos anos 90.
Emília fez doutorado na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, e focou seus estudos em investigações sobre a escrita e no construtivismo. Em 1979, em parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky, lançou o livro “Psicogênese da Língua Escrita”. Sua obra influenciou tanto os educadores brasileiros que até mesmo os Parâmetros Curriculares Nacionais são inspirados em seus estudos.
Ela foi responsável por inverter a lógica tradicional de educadores que, até então, só se preocupavam com a aprendizagem quando o aluno parecia não aprender.
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6. Mariazinha Fusari
A arte-educadora Maria Felisminda de Rezende e Fusari foi co-fundadora do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE), da Universidade de São Paulo (USP) e, por meio de suas pesquisas sobre a relação entre mídia e infância, colaborou para a ampliação do diálogo entre a comunicação e da educação. Até hoje Fusari é conhecida como um dos principais nomes da Educomunicação no Brasil.
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7. Dorina Nowill
Dorina Nowill (1919-2009) perdeu a visão aos 17 anos, mas foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, no centro de São Paulo. Lá, inclusive, ela se formou como professora, tendo se especializado em educação de cegos na Universidade de Columbia, em Nova York.
Em 1946, Dorina criou a “Fundação para o Livro do Cego no Brasil” e, em 1948, fundou a primeira imprensa em braile, responsável por imprimir livros didáticos e outros documentos na linguagem.
Dorina também dirigiu a “Campanha Nacional de Educação de Cegos”, do MEC, que criou os primeiros serviços de educação de cegos no país. Ela também foi responsável por lutar pelas aberturas de vagas de trabalho para pessoas com deficiência visual.
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8. Êda Luiz
“Dona Êda”, como é conhecida, foi coordenadora pedagógica do Centro de Integração de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Sob sua gestão, a instituição se tornou referência como escola aberta e acolhedora para quem foi excluído de alguma forma, desenvolvendo, assim, um modelo de escola democrática.
A iniciativa virou referência nacional com seu modelo de educação, sendo reconhecida como “Escola de Educação Transformadora para o Século XXI”, em 2017, pela UNESCO – uma das duas únicas escolas no Brasil a receber esse título.
Ela já foi também professora em escola rural e na antiga Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem). Já em 2018, aos 70 anos, Êda decidiu se aposentar.