
O que é um escritório de projetos: definição, tipos e quando criar
| 11/09/26Entenda o que é um escritório de projetos, também chamado de PMO, conheça seus tipos, funções, estrutura e saiba quando uma empresa deve criar um.
Entenda por que Mario H. Trentim decidiu criar uma comunidade gratuita sobre gestão, estratégia e inteligência artificial e como essa escolha reflete sua visão sobre conhecimento, aprendizado e desenvolvimento profissional.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

Não se trata de filantropia.
A decisão de disponibilizar gratuitamente uma comunidade sobre gestão, estratégia e inteligência artificial reflete uma visão sobre como o conhecimento deve circular e sobre o tipo de ambiente que pode ser formado quando não depende de um modelo de monetização.
Em 2010, publiquei meu primeiro artigo sobre gestão de projetos. Na época, havia apenas um leitor: minha esposa.
O texto nunca teve o objetivo de gerar receita.
A intenção era registrar aprendizados obtidos em projetos reais e contribuir para uma discussão que, naquele momento, ainda acontecia de forma limitada no Brasil.
Leia mais: Você consome mais conteúdo sobre gestão. Então por que ainda se sente despreparado?
Desde aquele primeiro artigo, muita coisa mudou.
Ao longo desse período, publiquei:
Nada disso foi planejado como uma estratégia comercial.
O caminho aconteceu em outra ordem.
Primeiro veio a produção consistente de conhecimento. Depois surgiu a credibilidade. As oportunidades apareceram como consequência desse processo.
Contribuição intelectual gera credibilidade. Credibilidade gera oportunidades. Essa ordem faz diferença.
Quando surgiu a ideia da comunidade Estratégia em Ação, cobrar uma assinatura parecia o caminho mais simples.
Existe mercado para comunidades pagas voltadas à gestão e estratégia. Muitas funcionam bem e entregam valor aos participantes.
Ainda assim, escolhi outro modelo.
A decisão não foi motivada por ingenuidade nem por filantropia.
Foi uma escolha sobre o tipo de comunidade que eu pretendia construir e sobre quais incentivos deveriam orientar esse espaço.
+ O líder que toma todas as decisões está atrasando sua empresa em até 3 anos
Sempre que uma comunidade depende diretamente da receita de assinaturas, parte das decisões passa a responder a indicadores financeiros.
Nesse cenário, tornam-se frequentes perguntas como:
Essas questões são legítimas em qualquer negócio.
No entanto, elas podem deslocar o foco da qualidade da discussão para o desempenho da plataforma.
Eu preferi evitar esse tipo de pressão.
Quero que a comunidade responda à qualidade das conversas e ao valor das ideias compartilhadas, não aos indicadores de cancelamento ou crescimento de receita.
Acredito que o debate sobre gestão no Brasil melhora quando ideias consistentes circulam livremente.
Quando conteúdos relevantes ficam restritos a barreiras financeiras ou são simplificados apenas para atender algoritmos, parte do potencial da discussão se perde.
Minha aposta é diferente.
Prefiro criar um ambiente em que conhecimento aprofundado esteja disponível para quem deseja aprender, questionar e contribuir.
Talvez essa escolha não seja a mais rentável.
Mas ela faz sentido para aquilo que estou tentando construir.
A qualidade da conversa sobre gestão melhora quando o conhecimento circula. Não quando fica restrito ou adaptado apenas para gerar alcance.
Abrir o acesso não significa eliminar todas as barreiras.
A única barreira que considero importante é o engajamento intelectual.
A comunidade não foi criada para quem apenas salva um link ou acumula conteúdos para consumir no futuro.
Ela foi pensada para pessoas que:
Esse processo transforma um artigo em uma conversa contínua.
É justamente essa troca que dá sentido ao projeto.
Ao longo dos anos coordenando programas executivos na California State University Northridge (CSUN), aprendi uma lição que influencia diretamente a forma como enxergo o ensino.
A qualidade de uma turma depende menos de quem conduz a aula e mais da disposição dos participantes para apresentar problemas concretos.
Quando uma audiência apenas consome conteúdo, o aprendizado tende a ser superficial.
Por outro lado, mesmo um conteúdo simples pode gerar resultados consistentes quando as pessoas chegam com desafios reais, compartilham experiências e testam soluções em conjunto.
Foi essa lógica que orientou a construção da comunidade Estratégia em Ação.
O objetivo nunca foi criar um espaço de consumo passivo de conteúdo. A proposta é formar um ambiente de discussão, colaboração e aplicação prática do conhecimento.
+ 42% das empresas abandonaram iniciativas de IA em 2025. O problema não era a inteligência artificial
A comunidade continuará recebendo novos formatos de conteúdo ao longo dos próximos meses.
Todas as sextas-feiras, às 8h, será publicado um novo artigo sobre:
Cada publicação busca aprofundar os temas com base em referências, experiências práticas e discussões atuais.
Todos os artigos também serão disponibilizados em formato de áudio.
A proposta é permitir que o conteúdo seja acompanhado em diferentes momentos da rotina, como durante deslocamentos, atividades físicas ou viagens.
A comunidade contará com aplicativo próprio para dispositivos móveis.
Entre os recursos previstos estão:
Os artigos representam apenas o início da conversa.
O ambiente de discussão foi criado para que os participantes compartilhem experiências, apresentem dúvidas e debatam aplicações práticas dos conceitos abordados.
É nesse processo que diferentes perspectivas ajudam a ampliar o aprendizado coletivo.
A partir de agosto de 2026, a comunidade também contará com um podcast.
Os episódios aprofundarão os temas apresentados nos artigos semanais, ampliando a discussão em um formato complementar.
A programação prevê encontros ao vivo a partir de setembro de 2026.
As transmissões serão dedicadas à discussão de dúvidas, troca de experiências e aprofundamento dos assuntos mais relevantes para a comunidade.
Também a partir de setembro de 2026, serão realizadas mentorias mensais para os membros.
A proposta é discutir situações reais apresentadas pelos participantes, aproximando teoria e prática em um ambiente colaborativo.
Leia também: Melhores palestrantes de inteligência artificial para empresas no Brasil: como escolher o profissional ideal
Para estudantes e profissionais em início de carreira, a lógica da comunidade é diferente da encontrada em plataformas tradicionais.
O investimento esperado não é financeiro.
O compromisso está na participação.
Quem acredita no projeto pode ajudar indicando profissionais que tenham interesse em contribuir para as discussões.
Nesse modelo, o reconhecimento acontece por meio do programa de indicações.
O participante recebe o livro digital Gestão de Projetos com Inteligência Artificial, obra com mais de 440 páginas dedicada à aplicação da IA na gestão de projetos.
O benefício passa a ser uma bolsa de 60% para um programa executivo da California State University Northridge (CSUN), equivalente a US$ 4.800 em desconto.
O participante recebe uma sessão individual de uma hora para discutir temas relacionados à carreira, projetos ou tomada de decisão.
+ Sua empresa tem reunião demais porque tem clareza de menos
Mais importante do que acumular indicações é compreender o propósito desse modelo.
As recomendações não existem para gerar volume de participantes.
Elas servem para aproximar pessoas que possam enriquecer a conversa.
A força de uma comunidade está menos na quantidade de membros e mais na qualidade das contribuições feitas por quem participa.
Esse sempre foi o objetivo da Estratégia em Ação.
Ainda não sei quanto tempo essa comunidade existirá.
O que sei é que ela continuará enquanto fizer sentido reunir pessoas interessadas em aprender, compartilhar experiências e discutir gestão com profundidade.
Até aqui, mais de 30 mil pessoas chegaram à comunidade sem investimento em anúncios.
Para mim, esse resultado indica que o crescimento tem acontecido por meio de recomendações espontâneas e do interesse pelo conteúdo produzido.
Esse é o tipo de desenvolvimento que pretendo manter.
Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI Global para o mandato 2025-2027, sendo o único brasileiro eleito para o conselho.

É doutorando no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), autor de 13 livros, responsável por 48 cursos no LinkedIn Learning, que somam mais de 465 mil alunos, e coordenador de programas executivos na California State University Northridge (CSUN).
Também é o criador da comunidade Estratégia em Ação, iniciativa gratuita voltada ao compartilhamento de conhecimento em gestão, estratégia e inteligência artificial.


Entenda o que é um escritório de projetos, também chamado de PMO, conheça seus tipos, funções, estrutura e saiba quando uma empresa deve criar um.

PMI Pulse of the Profession 2024 mostra dados sobre sucesso de projetos, desperdícios, IA, competências e tendências na gestão de projetos.

Descubra quanto ganha um gerente de projetos em 2026, quais fatores influenciam o salário e como certificações, experiência, tecnologia e inteligência artificial podem impactar a carreira.