
PMI Pulse of the Profession 2024: o que os dados dizem sobre projetos no mundo
| 10/09/26PMI Pulse of the Profession 2024 mostra dados sobre sucesso de projetos, desperdícios, IA, competências e tendências na gestão de projetos.
Mario Trentim apresentou na Prefeitura de São Paulo um framework de seis perguntas para orientar a gestão de projetos públicos e a entrega de resultados.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

O especialista em gestão de projetos Mario H. Trentim apresentou, em 17 de agosto de 2026, a palestra “Projetos Públicos que Entregam Valor: da intenção ao resultado, do resultado ao benefício” para servidores e gestores de diferentes secretarias da Prefeitura de São Paulo.
O encontro tratou de desafios relacionados ao planejamento, à execução e à avaliação de projetos públicos.
Entre os temas discutidos esteve a necessidade de definir o problema e o resultado esperado antes da escolha das soluções.
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Para Trentim, um dos problemas no planejamento de projetos públicos está na definição antecipada da solução.
Segundo o especialista, equipes podem concentrar esforços na execução de uma proposta sem estabelecer com clareza qual problema precisa ser alterado.
“Um projeto que não começa pelo problema que precisa mudar corre o risco de ser bem executado e completamente inútil.”
A lógica apresentada durante a palestra coloca o problema, o resultado esperado e o benefício para o cidadão como elementos anteriores à definição das entregas.
O PMI Pulse of the Profession 2025 foi citado na apresentação para tratar da relação entre projetos e geração de valor.
Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Banco Mundial também foram utilizados para contextualizar questões relacionadas a prazo, custos e resultados em projetos públicos.
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Como forma de estruturar o planejamento, Trentim apresentou o framework Projeto Público em 6 Perguntas.
A metodologia organiza o projeto a partir de questões sobre problema, resultado, entrega, responsabilidades, riscos e avaliação.
As seis perguntas são:
A proposta busca estabelecer os principais elementos do projeto antes da elaboração de documentos e estruturas de planejamento.
O framework tem relação com conceitos utilizados em metodologias de gestão e avaliação de políticas públicas, como a Theory of Change e o PM4R, desenvolvido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Também incorpora referências de avaliação ex ante e da Estrutura Analítica do Projeto (EAP).
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Outro ponto abordado na palestra foi a diferença entre atividade, entrega, resultado e benefício.
A distinção apresentada por Trentim pode ser resumida da seguinte forma:
No setor público, essa diferença está relacionada à forma como o sucesso de um projeto é avaliado.
Uma obra pode ser concluída, um sistema pode ser implantado ou um serviço pode ser disponibilizado sem que a mudança esperada para a população seja alcançada.
A abordagem também foi relacionada ao conceito de eficiência e eficácia, associado aos estudos de Peter Drucker.
“Projeto sem dono vira intenção coletiva. Intenção coletiva sem responsabilidade individual raramente produz resultado.”
Trentim também destacou a necessidade de estabelecer um escopo compreensível e administrável durante o planejamento.
“Escopo bom não é escopo gigante. É escopo claro, compartilhado e gerenciável.”
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Durante a apresentação, Trentim abordou características da administração pública municipal de São Paulo e citou o SMAE, Sistema de Monitoramento e Acompanhamento de Empreendimentos, desenvolvido pela SEGES, Secretaria de Gestão.
Na avaliação apresentada pelo especialista, sistemas desse tipo podem ser utilizados para registrar informações, mas também podem apoiar processos de acompanhamento, coordenação, tomada de decisão e aprendizado organizacional.
A diferença estaria na forma como as informações são utilizadas pelas equipes responsáveis pelos projetos.
A palestra também tratou da aplicação de práticas de agilidade em projetos públicos.
No ambiente municipal, métodos iterativos precisam coexistir com processos de contratação, licitação, aprovação e prestação de contas.
Por isso, a adoção de práticas ágeis exige adaptação aos procedimentos legais e institucionais do setor público.
Nesse contexto, Trentim citou o Project DPro, guia voltado à gestão de projetos em contextos de desenvolvimento.
A abordagem foi apresentada como uma referência para projetos que envolvem componentes sociais, institucionais e de infraestrutura.
A discussão sobre agilidade também se relaciona à necessidade de reduzir ciclos de aprendizagem sem eliminar mecanismos de controle e accountability.
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A proposta apresentada por Mario Trentim coloca a definição do problema e do resultado esperado como etapas anteriores à escolha da solução.
Nesse modelo, a gestão do projeto passa a considerar uma sequência que conecta problema, resultado, entrega e benefício.
A partir dessa estrutura, equipes podem definir responsabilidades, riscos, escopo e critérios para avaliar se o projeto produziu a mudança esperada.
Para a administração pública, a abordagem desloca parte da atenção da execução das atividades para os efeitos gerados pelos projetos para seus destinatários.
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É uma metodologia apresentada por Mario Trentim para estruturar projetos públicos a partir de seis questões sobre problema, resultado, entrega, responsabilidades, riscos e avaliação.
A proposta parte da definição do problema antes da escolha da solução.
Atividade é o que a equipe realiza. Entrega é o produto ou serviço gerado pelo projeto. Resultado é a mudança provocada pela entrega. Benefício é o valor percebido pelo destinatário final.
A gestão de projetos pode organizar iniciativas municipais a partir da definição de problemas, resultados esperados, entregas, responsabilidades, riscos e critérios de avaliação.
Sistemas como o SMAE também podem apoiar o acompanhamento e a tomada de decisão sobre empreendimentos.
O Project DPro é um guia de gestão de projetos voltado a organizações e iniciativas de desenvolvimento.
A abordagem considera aspectos de planejamento, implementação, monitoramento e avaliação de projetos em contextos de desenvolvimento.
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Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.
Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.
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