Mario Trentim participa de encontro do PMI Global Executive Council em Washington
Mario Trentim participou de encontro do PMI Global Executive Council, em Washington, que debateu IA, cibersegurança, PMOs e agilidade no setor público.
Especialista em gestão de projetos, Mario H. Trentim participa de evento do PMI. Acervo Pessoal
O Project Management Institute (PMI) reuniu, em 29 de julho de 2026, executivos de órgãos federais dos Estados Unidos, empresas de defesa e organizações de infraestrutura crítica no National Harbor, em Washington DC.
O encontro ocorreu no Potomac Ballrooms, dentro da programação do PMI Global Executive Council, sob o tema “MORE, Together — Powering Organizations Through Networks & Projects”.
Cibersegurança entra na agenda da gestão de projetos
Um dos primeiros temas discutidos foi a segurança das cadeias de suprimentos. Jeffrey Wheatman, SVP e Cyber Risk Strategist da Black Kite, conduziu o painel “The Ransomware Apocalypse: Why Ransomware is the Biggest Threat to Your Supply Chain”.
A discussão tratou dos impactos dos ataques de ransomware sobre cadeias de fornecimento ligadas a setores como defesa, energia e saúde.
O tema relaciona cibersegurança e gestão de projetos porque interrupções em fornecedores podem afetar cronogramas, custos, operações e entregas de organizações públicas e privadas.
Fórum debate inteligência artificial e entrega de valor
O Regional Exchange Forum reuniu os participantes em grupos menores para discutir questões relacionadas à execução de estratégias e à transformação organizacional.
Entre os principais temas estavam:
a perda de valor entre a estratégia e os resultados;
a construção de capacidade organizacional para conduzir mudanças.
A inteligência artificial ocupou parte importante das discussões. Segundo dados do Gartner citados no encontro, 40% dos aplicativos corporativos teriam agentes de IA integrados até 2026.
A discussão, porém, foi além da adoção da tecnologia. O foco esteve na capacidade das organizações de medir o impacto dos investimentos em IA e transformar projetos-piloto em aplicações em escala.
PMO é discutido como instrumento de agilidade no governo
Outro tema da programação foi a atuação dos escritórios de gerenciamento de projetos, os PMOs.
Matthew T. Dickinson, do Executive Office of the President e do Office of Federal Procurement Policy, ligado ao Office of Management and Budget, conduziu a sessão “Beyond Compliance: Reimagining the PMO as a Catalyst for Government Agility”.
Acervo Pessoal / Mário Trentim
A discussão abordou a possibilidade de reposicionar os PMOs no setor público para que a função não esteja concentrada apenas em processos de controle e conformidade.
O debate colocou em evidência a relação entre governança, execução e geração de valor.
A proposta apresentada foi considerar o PMO como uma estrutura capaz de apoiar a agilidade na administração pública.
Kara C. Cunzeman, fundadora da Unconstrained Futures, também participou da programação com a sessão “Mission Forward: Navigating the Future of Government Project Delivery”.
A discussão tratou da necessidade de orientar a entrega de projetos governamentais a partir dos objetivos de cada missão, em vez de concentrar a gestão exclusivamente no cumprimento de processos.
Representantes de órgãos federais participaram do encontro
O evento contou com participantes de diferentes áreas do governo e da infraestrutura dos Estados Unidos.
Entre os representantes estavam profissionais da:
NASA, incluindo Kevin Gilligan, Chief Program Management Officer, além de Becca Jenkins e Robyn Mitchell;
CIA, com Sean O’Hara, Program Management Executive, e Tracey Inglimo;
Departamento de Estado, representado por Sherrell Crow;
Departamento de Energia, com Joe Grealish;
Departamento de Transporte, com Rachel Torres, Chief Human Capital Officer;
Federal Reserve, com Morten Sorensen, VP de gestão de portfólio de TI;
HUD, com Gene Lee, Deputy CFO;
Amtrak, com Carolyn Campbell e Nyla Owens;
BAE Systems, com Erik Swanson;
Booz Allen Hamilton, com Rittik Guha.
CIA e Departamento de Defesa também tiveram participação em diferentes funções durante a programação.
A presença de representantes de diferentes setores colocou em discussão problemas relacionados à execução de projetos em ambientes sujeitos a restrições regulatórias, orçamentárias e de segurança.
Gestão de projetos enfrenta pressão por resultados
O encontro ocorreu em um cenário de pressão sobre a gestão de projetos no setor público americano.
Dados da Accenture Federal Services, de 2024, estimam perdas de aproximadamente US$ 300 bilhões por ano para o governo dos Estados Unidos em razão de projetos mal gerenciados.
O PMI Pulse of the Profession 2025 aponta que 57% dos projetos entregam o valor pretendido. Entre organizações com maior maturidade em gestão de projetos, o índice chega a 73%, enquanto nas demais organizações fica em 53%.
Os dados colocam a gestão de projetos no centro de discussões sobre eficiência, governança e geração de valor.
Nesse contexto, inteligência artificial, cibersegurança e agilidade passam a fazer parte de uma mesma discussão: como as organizações podem utilizar tecnologia e estruturas de gestão para melhorar a execução de suas estratégias.
O PMI Global Executive Council é um fórum do Project Management Institute que reúne executivos de organizações públicas e privadas para discutir gestão de projetos, transformação organizacional e entrega de valor.
Quais temas foram discutidos no encontro de Washington?
A agenda abordou inteligência artificial, retorno sobre investimentos em tecnologia, ransomware, cibersegurança, cadeias de suprimentos, agilidade governamental, PMOs e gestão da mudança.
Por que o PMO foi um dos temas do encontro?
O debate tratou da possibilidade de transformar o PMO em uma estrutura voltada à geração de valor e à agilidade, reduzindo a concentração da função em processos de controle e conformidade.
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