Vestibular e Enem

O Diabo Veste Prada 2: veja 5 formas de citar o filme na redação do Enem

Com a chegada da sequência aos cinemas, o filme volta ao centro das conversas justamente em um momento em que temas como trabalho tóxico, redes sociais, imagem e produtividade seguem em alta

Em resumo:

  • Com a estreia de O Diabo Veste Prada 2, o filme volta aos holofotes e pode ser usado como repertório sociocultural válido na redação do Enem;
  • A obra permite discutir temas como saúde mental no trabalho, pressão por produtividade, liderança feminina, padrões estéticos e identidade pessoal;
  • Para usar bem o repertório, é preciso analisar criticamente o filme e conectá-lo ao tema, evitando apenas citar ou resumir a história.

Continue lendo e saiba mais!

A aguardada estreia de O Diabo Veste Prada 2 acontece amanhã (30), reacendendo o interesse por um dos filmes mais lembrados dos anos 2000.

Duas décadas após o sucesso do longa original, a sequência chega cercada de expectativa e também com discussões atuais sobre mercado de trabalho, pressão por desempenho, imagem social e o papel das mulheres em cargos de liderança.

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Além do entretenimento, a franquia também pode render bons argumentos para estudantes. Isso porque obras culturais são repertórios válidos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), desde que sejam usadas de forma conectada ao tema e com análise crítica.

“Muita gente acredita que o repertório sociocultural precisa vir de filósofos clássicos ou citações difíceis. Porém, o Inep reforça que repertório não é frase decorada para encaixar em qualquer tema. O que importa é a relação que aquela referência tem com o assunto e a forma como ela ajuda a construir o argumento” explica o professor de Redação do Colégio Oficina do Estudante, Victor Matheus dos Santos.

O Diabo Veste Prada 2
Reprodução

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Filme pode ser usado como repertório no Enem?

Sim. O próprio Inep já reforçou que repertório sociocultural não precisa vir apenas de filósofos clássicos ou frases famosas.

Filmes, séries, músicas, livros e acontecimentos históricos podem ser utilizados, desde que tenham relação direta com o tema proposto e contribuam para a argumentação.

O próprio Inep reconhece que repertórios válidos podem surgir de diferentes fontes culturais e até de experiências de mundo. Ou seja, um filme pode funcionar muito melhor na redação do que uma citação decorada, desde que ele seja realmente analisado e conectado ao debate proposto.

“Na cartilha mais recente da redação, o Inep chamou atenção para os chamados ‘repertórios de bolso’, que são referências genéricas usadas de maneira automática e superficial apenas para dar aparência de profundidade ao texto. Segundo a banca, quando o repertório parece forçado ou desconectado do tema, ele pode até prejudicar a nota da Competência II”, alerta Victor Matheus dos Santos.

Ou seja, não basta citar o nome da obra: é necessário explicar o que ela revela sobre a sociedade.

Como usar O Diabo Veste Prada na redação do Enem?

Com a estreia de O Diabo Veste Prada 2, o clássico volta aos holofotes e também pode ajudar estudantes na preparação para o Enem.

“O Diabo Veste Prada traz discussões que vão muito além do universo da moda e podem dialogar com diferentes debates sociais já explorados pelo Enem nos últimos anos”, aponta o professor de Redação do Colégio Oficina do Estudante.

Entre os assuntos que podem aparecer na redação abordados pelo filme destacam-se a pressão no trabalho, a saúde mental, a liderança feminina e os padrões estéticos.

Veja abaixo algumas possibilidades de citar o longa na redação do Enem, de acordo com o especialista:

1. Pressão no ambiente de trabalho

Um dos temas centrais do filme é a cultura da alta performance. A rotina exigente vivida por Andy Sachs mostra como ambientes profissionais competitivos podem naturalizar jornadas intensas, cobranças excessivas, desgaste emocional e perda de qualidade de vida.

Dessa forma, esse repertório pode ser útil em temas sobre saúde mental, trabalho e produtividade.

Confira: Redação do Enem: tudo o que você precisa saber

2. Saúde mental e esgotamento

Ao tentar corresponder às expectativas do emprego, a protagonista muda hábitos, rompe relações pessoais e vive sob pressão constante.

A partir disso, a narrativa permite discutir burnout, ansiedade profissional, equilíbrio entre vida pessoal e carreira e impactos psicológicos da competitividade.

Confira: 4 filmes e séries para melhorar seu repertório no Enem

3. Mulheres em posições de liderança

Miranda Priestly representa uma mulher poderosa em um espaço marcado por disputa e cobrança. A personagem pode ser usada para debater liderança feminina, desigualdade de gênero, estereótipos sobre mulheres no poder e dupla cobrança enfrentada por mulheres em cargos altos.

Entenda melhor: Veja 10 temas de redação para treinar para o Enem

4. Padrões estéticos e pressão social

O universo da moda apresentado no filme evidencia como aparência e consumo influenciam oportunidades e aceitação social. Esse ponto pode ser relacionado a temas como imposição de padrões de beleza, autoestima, consumismo e influência da imagem nas relações sociais.

Saiba mais: O que posso citar na redação do Enem? Confira!

5. Construção da identidade individual

Ao longo da trama, Andy passa por conflitos entre sucesso profissional e fidelidade aos próprios valores. Esse debate ajuda em propostas sobre identidade pessoal, escolhas profissionais, autonomia individual e pressão social para se encaixar.

Veja também: Como criar repertório para redação do Enem?

Como citar o filme do jeito certo na redação?

O erro mais comum é usar a obra apenas como referência decorativa. Em vez de escrever “como mostra O Diabo Veste Prada”, o ideal é explicar o significado da cena ou da trajetória das personagens para o tema debatido.

O professor Santos esclarece: “o diferencial está justamente em usar essas conexões de forma analítica, mostrando como os conflitos vividos pelas personagens ajudam a compreender questões presentes na sociedade atual”.

Exemplo fraco:

“O filme mostra um ambiente de trabalho difícil.”

Exemplo forte:

“No filme O Diabo Veste Prada, a naturalização de cobranças excessivas no ambiente corporativo evidencia como a busca por produtividade pode comprometer a saúde mental dos trabalhadores.”

O que evitar ao usar filmes no Enem?

Entre os principais erros, de acordo com o especialista Victor Matheus dos Santos, estão:

Resumir o enredo

Contar a história do filme em vez de analisá-la desperdiça espaço e não fortalece a argumentação.

“A redação do Enem não avalia se o aluno conhece o enredo completo de um filme, mas sim sua capacidade de interpretar aquela obra e conectá-la ao tema proposto”, comenta Santos.

Citar o filme sem ligação com o tema

Mencionar a obra sem relação clara com a proposta faz o repertório parecer solto e pouco relevante.

O professor de redação Santos justifica: “muitas vezes, o estudante menciona uma obra famosa apenas para cumprir a exigência de repertório, mas não explica o que aquela referência acrescenta à discussão. É exatamente esse tipo de uso superficial que o Inep passou a criticar na cartilha mais recente da redação”.

Usar referência genérica demais

Citações vagas e superficiais não demonstram análise crítica nem aprofundamento do assunto.

“Quando o repertório parece encaixado artificialmente ou genérico demais, ele pode ser considerado improdutivo pela banca corretora”, lembra o professor de Redação do Colégio Oficina do Estudante, Victor Matheus dos Santos.

Não explicar o argumento

Apresentar o filme sem mostrar o que ele comprova enfraquece a construção da tese.

O professor do Colégio Oficina do Estudante destaca: “quando o estudante apenas menciona um filme famoso sem explicar sua relação com o tema, o repertório acaba funcionando como um enfeite no texto”.

Forçar conexão artificial

Quando a relação entre a obra e o tema parece inventada, a referência perde credibilidade.

“Para evitar esse erro, é importante escolher referências que realmente façam sentido para a discussão. Em vez de apenas citar um personagem ou uma cena, o estudante deve explicar o que aquela situação revela sobre a sociedade, quais críticas estão presentes na narrativa e como isso se relaciona ao problema debatido na redação”, indica Santos.

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