2. UECE Específicas 2º Fase 2º Dia 2025/2
“A tarefa do cinema é fazer com que a plateia ‘se sirva’, não ‘diverti-la’. Atrair, não divertir. Proporcionar munição ao espectador, não dissipar a energia que o levou ao cinema. ‘Entretenimento’ não é na realidade um termo totalmente ineficaz: sob ele há um processo ativo, bastante concreto”.
EISENSTEIN, Sergei. A forma do filme. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002., p. 89. (Adaptado).
O cinema, entendido como Eisenstein, pode ser descrito como
a) meio mobilizador do público através da montagem da narrativa.
b) momento de extravasamento de emoções e sentimentos concretos.
c) estímulo sensorial com vistas ao relaxamento e ao bem estar.
d) contemplação do audiovisual, expressão mais completa do belo artístico.
Resposta: Alternativa A
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3. UFSM Tarde 2023
O filme butanês “A Felicidade das Pequenas Coisas” (2019), indicado à disputa de melhor filme internacional no Oscar de 2022, apresenta a história de um professor que viaja para trabalhar em um local remoto e aborda questões como a relação do homem com o ambiente. Considerando a história do cinema, a linguagem cinematográfica teve início no final do século XIX, a partir da invenção de mecanismos para o registro e a projeção de filmes.
Sobre os fatos históricos da invenção do cinema, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir
( ) Thomas Edison é reconhecido como o pioneiro do cinema, com a invenção de duas máquinas no ano de 1893. Uma delas é a câmera obscura, que permitia realizar o registro das imagens no filme, e a outra o cinetoscópio, que era empregado para a projeção ampliada dos filmes.
( ) O cinema ganhou notoriedade e difundiu-se a partir dos irmãos Lumière, no ano de 1895, com o desenvolvimento do cinematógrafo, equipamento que poderia funcionar tanto como câmera para o registro das imagens, como um projetor para projeção dos filmes em uma superfície.
( ) Uma das principais diferenças entre o cinematógrafo e o cinetoscópio, no que diz respeito à experiência com o filme, está no modo de exibição das imagens. Enquanto o primeiro realizava a projeção das imagens em uma superfície, o segundo permitia ao público ver o filme por meio de um visor preso ao próprio dispositivo. A sequência correta é
a) V – F – V.
b) F – V – F.
c) V – V – F.
d) F – V – V.
e) V – F – F.
Resposta: Alternativa D
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4. UFU 2021
A técnica do cinema corresponde aos imperativos da vida contemporânea. Ao revés das gerações de ontem, obrigadas a consumir largo tempo no exame demorado e minucioso dos textos, as de hoje e, principalmente, as de amanhã, entrarão em contato com os acontecimentos da História e acompanharão os resultados das pesquisas experimentais, por meio das representações da tela sonora. Os cronistas do futuro basearão seus comentários nesses segmentos vivos da realidade, colhidos em flagrante, no próprio tecido das circunstâncias.
SIMIS, Anita. Cinema e cineastas em tempo de Getúlio Vargas. Revista de Sociologia e Política, n. 9, 1997. (Adaptado)
O texto acima é parte de um discurso proferido por Getúlio Vargas, percebe-se que o governo Vargas parecia ter uma concepção bastante nítida da função política do cinema.
Dentre os usos desse veículo feitos nesse período, é INCORRETO afirmar que a
a) disseminação de uma ideologia nacionalista teve destaque nos debates dos problemas políticos e econômicos brasileiros.
b) formação de hábitos era articulada à educação mental, moral e higiênica, além de um culto racional aos esportes.
c) propagação de valores oligárquicos, relacionados a uma ideologia clientelar, tipicamente coronelista, marcava Vargas e seu grupo de apoio.
d) divulgação de documentários e cinejornais em que predominava a propaganda política e comercial, bem como a exaltação de personalidades ligadas ao regime de Vargas.
Resposta: Alternativa C
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5. Enem Digital 1° Dia 2020
Cinema Novo
O filme quis dizer: “Eu sou o samba”
A voz do morro rasgou a tela do cinema
E começaram a se configurar
Visões das coisas grandes e pequenas
Que nos formaram e estão a nos formar
Todas e muitas: Deus e o diabo, vidas secas, os fuzis,
Os cafajestes, o padre e a moça, a grande feira, o desafio
Outras conversas, outras conversas sobre os jeitos do Brasil
VELOSO, C.; GIL, G. In: Tropicália 2. Rio de Janeiro: Polygram, 1993 (fragmento).
TEXTO II
O cinema brasileiro partiu da consciência do subdesenvolvimento e da necessidade de superá-lo de maneira total, em sentido estético, filosófico, econômico: superar o subdesenvolvimento com os meios do subdesenvolvimento. Tropicalismo é o nome dessa operação; por isso existe um cinema antes e depois do Tropicalismo. Agora nós não temos mais medo de afrontar a realidade brasileira, a nossa realidade, em todos os sentidos e a todas as profundidades.
ROCHA, G. Tropicalismo, antropologia, mito, ideograma. In: Revolução do Cinema Novo. Rio de Janeiro: Alhambra; Embrafilme, 1981 (adaptado).
Uma das aspirações do Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro dos anos 1960, incorporadas pela letra da canção e detectáveis no texto de Glauber Rocha, está na
a) retomada das aspirações antropofágicas pela prática intertextual.
b) problematização do conceito de arte provocada pela geração tropicalista.
c) materialização do passado como instrumento de percepção do contemporâneo.
d) síntese da cultura popular em sintonia com as manifestações artísticas da época.
e) formulação de uma identidade brasileira calcada na tradição cultural e na crítica social.
Resposta: Alternativa E
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6. UFGD 2020
Sobre Helena Meirelles – a dama da viola (2004), de Francisco de Paula, assinale a alternativa correta.
a) É um longa-metragem, apoiado em elementos biográficos, em que imagens do pantanal sulmato-grossense e a apresentação de composições de Helena Meirelles por renomados violeiros são articuladas num enredo ficcional que retrata a vida da violeira, do nascimento até sua morte.
b) É um filme, apoiado em elementos autobiográficos, em que a violeira e compositora, já idosa, rememora sua vida em entrevistas, abrangendo desde a infância até a idade adulta, alternando performances da artista e imagens do mundo rural sul-mato-grossense, com destaque para o Pantanal.
c) É um documentário em que imagens do pantanal e a música tradicional da fronteira sul-mato-grossense se misturam para retratar ficcionalmente a vida da violeira referida no título, tempos depois de sua morte, dramatizando o período de anonimato e os muitos reveses de sua curta carreira.
d) É um registro audiovisual que descreve a vida da famosa violeira, abrangendo do nascimento à morte precoce, destacando sua passagem por bordéis, a descoberta de seus dons musicais, a saída da prostituição e, por fim, sua consagração pela crítica musical europeia.
e) É um registro de turnê da violeira e compositora, por importantes capitais do Brasil, misturando performances musicais, depoimentos dela e de familiares, dentre outros, enfocando ficcionalmente os momentos posteriores ao reconhecimento internacional da consagrada violeira.
Resposta: Alternativa B