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Por que empresas não executam a estratégia? Especialista explica as principais causas

Entenda por que empresas têm dificuldade para executar a estratégia e conheça os conceitos apresentados por Mario Trentim sobre governança, priorização, PMO e gestão da execução.



Em resumo:

  • Empresas costumam enfrentar dificuldades na execução da estratégia por problemas de priorização, governança e tomada de decisão.
  • Na palestra, Mario Trentim apresenta conceitos sobre gestão estratégica, PMO, indicadores e transformação da estratégia em projetos.
  • A apresentação reúne referências de mercado, estudos internacionais e experiências em organizações públicas e privadas.

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Mario Trentim ministra palestra sobre gestão estratégica e inteligência artificial durante apresentação para executivos.
Mario Trentim defende uma abordagem baseada em evidências para gestão estratégica, execução e inteligência artificial.

Diversas pesquisas mostram que muitas organizações conseguem elaborar estratégias, mas encontram dificuldades para colocá-las em prática.

Estudos da McKinsey indicam que empresas podem perder parte significativa do valor esperado durante a execução da estratégia.

Já a Harvard Business Review aponta que muitos líderes têm dificuldade para conectar os objetivos estratégicos às atividades do dia a dia das equipes.

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O PMI Pulse of the Profession 2026 também mostra que uma parcela relevante dos projetos complexos não alcança os benefícios planejados.

Esse cenário é o ponto de partida da palestra “Por que empresas não executam estratégia”, ministrada por Mario Trentim.

A apresentação aborda fatores que dificultam a execução estratégica e apresenta práticas de gestão voltadas para reduzir a distância entre planejamento e resultados.

Leia também: Inovação não é um dom. É um método que pode ser aprendido.

Por que a estratégia não sai do papel?

Durante a palestra, Mario Trentim identifica fatores recorrentes que dificultam a execução da estratégia nas organizações.

Estratégia não se transforma em projetos

Um dos desafios está na tradução dos objetivos estratégicos em iniciativas concretas.

Segundo Trentim, muitas empresas elaboram um planejamento consistente, mas deixam de definir responsáveis, cronogramas e critérios de acompanhamento para cada iniciativa.

Como consequência, a estratégia permanece como uma intenção institucional, sem conexão direta com a operação.

Falta de priorização do portfólio

Outro ponto abordado é o excesso de iniciativas conduzidas simultaneamente.

Quando diversas ações recebem o mesmo nível de prioridade, recursos financeiros, equipes e tempo acabam sendo distribuídos entre muitos projetos. Isso reduz a capacidade de entrega e aumenta o risco de atrasos.

Na palestra, Trentim destaca que a execução estratégica exige critérios claros para selecionar quais projetos devem receber prioridade.

Indicadores que não refletem a realidade

Entre os conceitos apresentados está o chamado “indicador melancia”.

O termo descreve situações em que relatórios apresentam indicadores aparentemente positivos, enquanto problemas importantes permanecem ocultos durante a execução dos projetos.

Segundo a abordagem apresentada, esse cenário costuma estar relacionado a ambientes onde riscos e dificuldades deixam de ser comunicados de forma transparente.

Cultura voltada para relatórios, não para resultados

A palestra também discute o impacto da cultura organizacional sobre a execução da estratégia.

Em algumas organizações, a produção de apresentações e relatórios recebe mais atenção do que os resultados obtidos pelos projetos.

Para Trentim, esse comportamento pode dificultar a identificação de problemas e atrasar decisões importantes.

Decisões demoradas

Outro fator apontado é a lentidão na tomada de decisões.

A apresentação mostra que decisões adiadas criam filas invisíveis dentro das organizações, comprometendo prazos, projetos e prioridades.

Como alternativa, Trentim apresenta o conceito de organizações orientadas por decisões, nas quais processos de governança definem responsáveis, critérios e prazos para cada decisão estratégica.

PMO com atuação limitada

O papel do Project Management Office (PMO) também é discutido durante a palestra.

Segundo Trentim, quando o PMO atua apenas na consolidação de cronogramas e relatórios, sua contribuição para a estratégia tende a ser limitada.

A proposta apresentada amplia essa atuação para incluir acompanhamento de benefícios, apoio à priorização de projetos e monitoramento da execução estratégica.

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Como Mario Trentim aborda a execução estratégica

A palestra reúne modelos reconhecidos internacionalmente e experiências práticas acumuladas ao longo da carreira de Mario Trentim.

Entre as referências utilizadas estão:

  • Balanced Scorecard (BSC);
  • Objectives and Key Results (OKRs);
  • As 4 Disciplinas da Execução (4DX);
  • práticas de governança de projetos e portfólio.

Além desses modelos, Trentim apresenta conceitos desenvolvidos em sua atuação profissional.

Gerente de projetos como arquiteto de valor

Um dos conceitos defendidos na palestra amplia o papel tradicional do gerente de projetos.

Em vez de atuar apenas no controle de prazo, custo e escopo, o profissional passa a acompanhar também a geração de benefícios e o retorno esperado para o negócio.

Segundo Trentim, essa mudança aproxima a gestão de projetos dos objetivos estratégicos da organização.

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Organizações orientadas por decisões

Outro conceito apresentado é o de organizações decision-driven.

Nesse modelo, decisões estratégicas possuem:

  • responsáveis definidos;
  • critérios previamente estabelecidos;
  • fóruns adequados para deliberação;
  • prazos para conclusão.

Segundo a palestra, estruturas de governança mais claras contribuem para reduzir atrasos e aumentar a velocidade de execução.

Mário Trentim: como o especialista desenvolveu um framework para aproximar estratégia e execução nas organizações

Casos utilizados durante a palestra

Para ilustrar os conceitos, Mario Trentim utiliza exemplos de organizações que atuam em ambientes de alta complexidade.

Entre eles estão projetos da Embraer relacionados ao desenvolvimento de aeronaves e experiências adquiridas durante sua atuação na Força Aérea Brasileira.

Os casos são utilizados para demonstrar como processos de governança, gestão de programas e tomada de decisão podem influenciar a execução da estratégia.

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Quem é Mario Trentim

Mario Trentim atua nas áreas de gestão de projetos, estratégia e governança.

Mario Trentim apresenta palestra com informações sobre seus canais de conteúdo, incluindo a newsletter Estratégia em Ação no Substack.
Acervo Pessoal

Entre suas atividades estão:

Ao longo da carreira, também atuou na Força Aérea Brasileira, na UNOPS, agência das Nações Unidas, além de participar de iniciativas voltadas para inovação, educação executiva e gestão organizacional.

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