
Feedback na avaliação de desempenho: exemplos para adaptar
| 26/10/26Veja modelos de feedback sobre resultados, colaboração, autonomia e desenvolvimento, com orientações para o registro formal e a conversa individual.
Entenda por que empresas têm dificuldade para executar a estratégia e conheça os conceitos apresentados por Mario Trentim sobre governança, priorização, PMO e gestão da execução.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

Diversas pesquisas mostram que muitas organizações conseguem elaborar estratégias, mas encontram dificuldades para colocá-las em prática.
Estudos da McKinsey indicam que empresas podem perder parte significativa do valor esperado durante a execução da estratégia.
Já a Harvard Business Review aponta que muitos líderes têm dificuldade para conectar os objetivos estratégicos às atividades do dia a dia das equipes.
O PMI Pulse of the Profession 2026 também mostra que uma parcela relevante dos projetos complexos não alcança os benefícios planejados.
Esse cenário é o ponto de partida da palestra “Por que empresas não executam estratégia”, ministrada por Mario Trentim.
A apresentação aborda fatores que dificultam a execução estratégica e apresenta práticas de gestão voltadas para reduzir a distância entre planejamento e resultados.
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Durante a palestra, Mario Trentim identifica fatores recorrentes que dificultam a execução da estratégia nas organizações.
Um dos desafios está na tradução dos objetivos estratégicos em iniciativas concretas.
Segundo Trentim, muitas empresas elaboram um planejamento consistente, mas deixam de definir responsáveis, cronogramas e critérios de acompanhamento para cada iniciativa.
Como consequência, a estratégia permanece como uma intenção institucional, sem conexão direta com a operação.
Outro ponto abordado é o excesso de iniciativas conduzidas simultaneamente.
Quando diversas ações recebem o mesmo nível de prioridade, recursos financeiros, equipes e tempo acabam sendo distribuídos entre muitos projetos. Isso reduz a capacidade de entrega e aumenta o risco de atrasos.
Na palestra, Trentim destaca que a execução estratégica exige critérios claros para selecionar quais projetos devem receber prioridade.
Entre os conceitos apresentados está o chamado “indicador melancia”.
O termo descreve situações em que relatórios apresentam indicadores aparentemente positivos, enquanto problemas importantes permanecem ocultos durante a execução dos projetos.
Segundo a abordagem apresentada, esse cenário costuma estar relacionado a ambientes onde riscos e dificuldades deixam de ser comunicados de forma transparente.
A palestra também discute o impacto da cultura organizacional sobre a execução da estratégia.
Em algumas organizações, a produção de apresentações e relatórios recebe mais atenção do que os resultados obtidos pelos projetos.
Para Trentim, esse comportamento pode dificultar a identificação de problemas e atrasar decisões importantes.
Outro fator apontado é a lentidão na tomada de decisões.
A apresentação mostra que decisões adiadas criam filas invisíveis dentro das organizações, comprometendo prazos, projetos e prioridades.
Como alternativa, Trentim apresenta o conceito de organizações orientadas por decisões, nas quais processos de governança definem responsáveis, critérios e prazos para cada decisão estratégica.
O papel do Project Management Office (PMO) também é discutido durante a palestra.
Segundo Trentim, quando o PMO atua apenas na consolidação de cronogramas e relatórios, sua contribuição para a estratégia tende a ser limitada.
A proposta apresentada amplia essa atuação para incluir acompanhamento de benefícios, apoio à priorização de projetos e monitoramento da execução estratégica.
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A palestra reúne modelos reconhecidos internacionalmente e experiências práticas acumuladas ao longo da carreira de Mario Trentim.
Entre as referências utilizadas estão:
Além desses modelos, Trentim apresenta conceitos desenvolvidos em sua atuação profissional.
Um dos conceitos defendidos na palestra amplia o papel tradicional do gerente de projetos.
Em vez de atuar apenas no controle de prazo, custo e escopo, o profissional passa a acompanhar também a geração de benefícios e o retorno esperado para o negócio.
Segundo Trentim, essa mudança aproxima a gestão de projetos dos objetivos estratégicos da organização.
Outro conceito apresentado é o de organizações decision-driven.
Nesse modelo, decisões estratégicas possuem:
Segundo a palestra, estruturas de governança mais claras contribuem para reduzir atrasos e aumentar a velocidade de execução.
Para ilustrar os conceitos, Mario Trentim utiliza exemplos de organizações que atuam em ambientes de alta complexidade.
Entre eles estão projetos da Embraer relacionados ao desenvolvimento de aeronaves e experiências adquiridas durante sua atuação na Força Aérea Brasileira.
Os casos são utilizados para demonstrar como processos de governança, gestão de programas e tomada de decisão podem influenciar a execução da estratégia.
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Mario Trentim atua nas áreas de gestão de projetos, estratégia e governança.

Entre suas atividades estão:
Ao longo da carreira, também atuou na Força Aérea Brasileira, na UNOPS, agência das Nações Unidas, além de participar de iniciativas voltadas para inovação, educação executiva e gestão organizacional.


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