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Dia do Amigo 2026: meu filho diz que não tem amigos na escola. E agora? 

Dia do Amigo 2026 é em 20 de julho. Veja o que fazer quando a criança diz que não tem amigos na escola e quando procurar ajuda



Em resumo:

  • O Dia do Amigo 2026 será em 20 de julho, data mais popular no Brasil;
  • Quando a criança diz que não tem amigos, a família deve acolher, investigar e envolver a escola se necessário;
  • Amizades reais ajudam no desenvolvimento emocional, social e escolar da criança.

O Dia do Amigo 2026 será celebrado em 20 de julho. A data costuma aparecer nas escolas com cartões, mensagens, atividades em grupo e conversas sobre convivência. 

Mas, para algumas famílias, ela também pode tocar em uma preocupação delicada: o que fazer quando a criança diz que não tem amigos na escola?

O tema ganhou ainda mais força com Toy Story 5, filme recente da Disney e Pixar que tem chamado atenção justamente por colocar a amizade, a infância e a tecnologia no centro da história. 

A história permite falar sobre solidão, pertencimento, brincadeiras presenciais, amizade verdadeira e o papel dos adultos quando a criança parece isolada.

Neste artigo, você vai entender o que pode estar por trás da dificuldade de fazer amigos, como a família deve agir, quais sinais merecem atenção e como fortalecer a sociabilização infantil sem pressionar a criança.

Veja os tópicos que vamos abordar:

  • Qual é a data correta do Dia do Amigo no Brasil? 
  • Por que o Dia do Amigo pode abrir uma conversa importante em casa?
  • O que Toy Story 5 tem a ver com amizade na escola?
  • O que os pais devem fazer quando o filho diz que não tem amigos?
  • Quando a falta de amigos pode indicar um problema maior?
  • Amizades reais são mais importantes do que muitos contatos?
  • Como escolher uma escola que apoia a socialização infantil?
Divulgação/Disney/Pixar

Qual é a data correta do Dia do Amigo no Brasil? 

No Brasil, a data mais ppular do Dia do Amigo é 20 de julho. A escolha se popularizou a partir da proposta associada ao argentino Enrique Ernesto Febbraro, que relacionou a amizade à chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969.

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Mas além do 20 de julho, também existe o Dia Internacional da Amizade, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 30 de julho e até o Dia Nacional do Amigo, em 18 de abril. Por isso, as três datas podem aparecer em calendários, campanhas e buscas na internet.

DataComo costuma ser usadaObservação
20 de julhoDia do Amigo no Brasil, Argentina e UruguaiÉ a data mais popular nas escolas e redes sociais
30 de julhoDia Internacional da AmizadeData reconhecida pela ONU
18 de abrilTambém aparece em alguns calendários brasileiros como o Dia Nacional do AmigoMenos difundida que 20 de julho

Por que o Dia do Amigo pode abrir uma conversa importante em casa?

Para muitos pais e responsáveis, ouvir o filho ou a filha dizendo que não tem amigos na escola, pode gerar preocupação e dúvidas sobre como agir. 

Esse tipo de declaração dos pequenos pode aparecer depois de um recreio sozinho, de uma brincadeira em que a criança não foi incluída ou de uma fase em que ela parece mais quieta, insegura ou sem vontade de falar sobre os colegas.

Que tal aproveitar o Dia do amigo 2026 para ajudar a abrir essa conversa em casa de forma mais leve e produtiva?

Em vez de transformar o assunto em cobrança, a data permite perguntar como a criança se sente na escola, com quem gosta de brincar, se existe alguém de quem gostaria de se aproximar e se há alguma situação que a deixa desconfortável.

A ideia não é pressionar a criança a ter muitos amigos, nem comparar sua vida social com a de colegas ou irmãos. Mas sim entender se ela tem tido oportunidades reais de criar vínculos, se se sente acolhida no grupo ou se precisa de apoio da família e escola para participar mais das interações.

O que Toy Story 5 tem a ver com amizade na escola?

Em Toy Story 5, Bonnie aparece em uma fase que muitas famílias reconhecem: ela está crescendo, mas tem dificuldade para fazer amigos e se sentir parte de um grupo.

Diante dessa preocupação, os pais oferecem um tablet, Lilypad, como uma tentativa de ajudar a filha a se conectar, brincar e lidar melhor com a solidão.

Esse ponto conversa diretamente com a realidade de pais e responsáveis que ouvem dos seus filhos no dia a dia frases como:

  • “Ninguém brinca comigo.”
  • “Eu fico sozinho no recreio.”
  • “Não tenho amigos na escola.”
  • “Todo mundo já tem seu grupo.”

Quando isso acontece, é comum que a família queira resolver o problema rápido e às vezes, a tela parece uma resposta imediata diminuindo a sensação de solidão e reduzindo o desconforto do momento. 

Mas o filme ajuda a levantar uma pergunta importante: a tecnologia está aproximando a criança de vínculos reais ou apenas preenchendo um espaço que precisa ser acolhido?

A amizade em Toy Story não aparece apenas como diversão ou companhia para brincar. Ela também envolve presença, cuidado e disponibilidade para perceber quando o outro não está bem.

No contexto de Bonnie, essa mensagem se conecta com crianças que se sentem deslocadas na escola e com famílias que tentam entender como ajudar sem pressionar.

A questão não é tratar o tablet (a tecnologia) como vilão. A tecnologia pode fazer parte da rotina infantil, desde que não substitua experiências importantes para a sociabilização infantil.

Por isso, Toy Story 5 pode ser uma boa dica para assistir com as crianças no Dia do Amigo. Depois do filme, a família pode puxar uma conversa simples, sem transformar o momento em interrogatório.

Algumas perguntas possíveis são:

  1. “Você já se sentiu como a Bonnie?”
  2. “Tem alguém na escola de quem você gostaria de se aproximar?”
  3. “O que faz alguém ser um bom amigo para você?”
  4. “Quando você se sente incluído nas brincadeiras?”
  5. “Tem alguma situação na escola que deixa você desconfortável?”

O que os pais devem fazer quando o filho diz que não tem amigos?

A primeira atitude deve ser acolher. Quando a criança diz que não tem amigos ou que ficou sozinha na escola, ela precisa sentir que pode falar sem julgamento.

Como explica Lilian Murad Bruner, mestre em Educação e diretora institucional de Educação Infantil do Colégio Visconde de Porto Seguro

Quando a criança chegar em casa contando sobre uma situação difícil, a primeira e mais poderosa atitude deve ser o acolhimento por meio da escuta ativa. Antes de buscar culpados ou tentar resolver qualquer desconforto, a criança precisa sentir que suas emoções são legítimas.

Na prática, vale evitar frases que minimizem o sentimento, como “isso é bobagem” ou “é só chegar e brincar”. Em vez disso, pais e responsáveis podem perguntar:

Crianças em sala de aula participam de atividade em grupo no Dia do Amigo 2026
Imagem criada com auxílio de Inteligência Artificial para fins editoriais.
  • “Você quer me contar como aconteceu?”
  • “Foi no recreio, na sala ou em outro momento?”
  • “Isso acontece sempre ou foi só hoje?”
  • “Tem alguém com quem você gostaria de brincar?”

Depois da escuta, a família pode observar se foi uma situação pontual ou recorrente. Se o isolamento se repete, se há sofrimento ou sinais de exclusão, a escola deve ser envolvida para ajudar a entender o que está acontecendo.

Leia também: Brincadeiras fora da tela para crianças e adolescentes:

Como ajudar a criança a fazer amigos sem pressionar?

A criança não precisa virar extrovertida para ter amigos. Algumas preferem poucos vínculos, brincadeiras mais calmas ou grupos menores, e essa característica pode fazer parte da própria personalidade do seu filho ou filha. 

Nesse sentido, ao ajudar a criança a criar vínculos, o objetivo não é lhe trazer popularidade, mas pertencimento e segurança.

Para isso, algumas ações práticas podem ajudar: 

1. Crie oportunidades pequenas de convivência

Encontros curtos com uma criança da turma podem ser mais eficazes do que grandes eventos. Um convite para brincar em casa, ir ao parque ou fazer uma atividade simples ajuda a aproximação acontecer com menos pressão.

2. Observe em quais situações a criança se sente mais confortável

Algumas crianças interagem melhor em duplas, outras se soltam em atividades com regras claras, como jogos, esportes ou oficinas. Observar esses padrões ajuda a família a oferecer contextos mais favoráveis.

3. Incentive interesses em comum

Atividades extracurriculares ligadas ao interesse da criança podem facilitar novos vínculos. A amizade tende a surgir com mais naturalidade quando há um tema compartilhado, como música, desenho, leitura, futebol, dança ou tecnologia.

4. Ajude a criança a ensaiar aproximações simples

Frases como “posso brincar também?”, “quer fazer dupla comigo?” ou “posso sentar aqui?” podem parecer básicas para adultos, mas ajudam crianças inseguras a dar o primeiro passo.

5. Converse com a escola sobre a rotina social

A escola pode observar como a criança se comporta no recreio, em sala e nos trabalhos em grupo. Esse olhar ajuda a identificar se há timidez, dificuldade de aproximação, exclusão ou necessidade de mediação.

Quando a falta de amigos pode indicar um problema maior?

A dificuldade de fazer amigos merece mais atenção quando vem acompanhada de mudanças no comportamento ou sofrimento persistente.

Alguns sinais de alerta incluem:

✔️ choro frequente antes de ir para a escola;

✔️ dores de barriga ou de cabeça sem causa médica clara;

✔️ queda no rendimento escolar;

✔️ irritabilidade, isolamento ou apatia;

✔️ recusa em falar sobre colegas;

✔️ medo de recreio, festas ou trabalhos em grupo;

✔️ relatos de apelidos, humilhações ou exclusão repetida;

✔️ perda de interesse por atividades antes prazerosas.

Nesses casos, a escola deve ser acionada. Se houver suspeita de bullying, a situação precisa ser tratada como violência, e não como “brincadeira de criança”.

Leia também: Bullying: tudo o que você precisa saber sobre

Quando procurar ajuda profissional?

A ajuda profissional pode ser indicada quando a criança sofre de forma persistente, evita a escola, apresenta ansiedade intensa ou parece incapaz de se aproximar de colegas mesmo com apoio familiar e escolar.

Psicólogos infantis, psicopedagogos e orientadores escolares podem ajudar a entender se há ansiedade social, dificuldades de comunicação, questões emocionais, neurodivergências, bullying ou outros fatores envolvidos.

Procurar ajuda não significa rotular a criança. Significa oferecer suporte para que ela desenvolva recursos sociais e emocionais com mais segurança.

Amizades reais são mais importantes do que muitos contatos?

Sim. Uma criança não precisa ter muitos amigos para estar bem socialmente. Às vezes, um ou dois vínculos consistentes já são suficientes para que ela se sinta segura.

O problema surge quando não há nenhum vínculo, quando a criança é sempre excluída ou quando depende apenas de interações superficiais mediadas por telas.

crianças na escola abraçadas no dia do amigo 2026

Amizades reais ajudam a criança a desenvolver:

  • empatia;
  • comunicação;
  • cooperação;
  • autorregulação emocional;
  • resolução de conflitos;
  • senso de pertencimento;
  • confiança para participar da vida escolar.

Por isso, o feliz dia do amigo mais importante para uma criança não é necessariamente o cartão mais bonito. Pode ser o colega que a chama para brincar, o professor que percebe que ela está sozinha ou a família que escuta sem apressar a solução.

Como escolher uma escola que apoia a socialização infantil?

Como vimos, a dificuldade de fazer amigos não depende apenas da criança. O ambiente escolar também influencia a forma como os vínculos são construídos. 

Uma escola que observa o recreio, media conflitos, valoriza a inclusão e mantém diálogo com as famílias tende a oferecer mais segurança para crianças tímidas, recém-chegadas ou com dificuldades de socialização.

Por isso, ao escolher uma instituição, vale observar se a escola trabalha convivência, respeito às diferenças, acolhimento emocional e participação em grupo. 

Esses fatores fazem diferença na rotina, especialmente na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, fases em que a amizade também faz parte do desenvolvimento.

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