Sobre
Sobre
Como funciona
Como funciona o Quero Bolsa?
Ligue grátis
0800
0800 941 3000
Seg - Sex 8h-22h
Sábado 9h-13h
Aceitamos ligação de celular
banner image banner image
Vestibular e Enem

Luta contra a homofobia: tudo o que você precisa saber sobre o tema

por Marcela Coelho em 17/05/19 1,4 mil visualizações

O Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia é celebrado anualmente em 17 de maio. A data refere-se ao dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990, retirou a homossexualidade da classificação de doenças e problemas relacionados à saúde.

 Desde então, a data serve como um dia de conscientização da luta pelos direitos dos LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), pela diversidade sexual e contra a violência e o preconceito.

Como o assunto está bastante em alta, é importante ficar atualizado para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros vestibulares. Veja abaixo um panorama da situação da comunidade LGBT no Brasil e no mundo, além dos avanços e retrocessos no combate à LGBTfobia.

Luta contra a homofobia

O que é homofobia, bifobia e transfobia?

De acordo com o dicionário Michaelis, a homofobia é a “aversão ou rejeição a homossexual (quem se relaciona com alguém do mesmo sexo)”. O termo homofobia teria sido usado pela primeira vez nos anos 70 nos Estados Unidos e foi difundido ao redor do mundo por volta dos anos 90.

Já a bifobia é a palavra usada para descrever o medo, aversão ou discriminação contra o bissexual e a bissexualidade, que é uma orientação sexual em que o indivíduo tem atração tanto por pessoas do mesmo sexo que o seu quanto do sexo oposto.

No caso da transfobia, há o ódio e a repulsa por transexuais e transgêneros. Transgêneros são os indivíduos que se identificam com o sexo oposto atribuído no nascimento.

Algumas das formas mais comuns de como a homofobia, a bifobia e a transfobia se manifestam são por meio de agressão verbal e moral, agressão física, agressão sexual, violência psicológica e tentativa de assassinato.

LGBTfobia no Brasil

Os dados sobre a intolerância contra a comunidade LGBT no país são alarmantes. Conforme o relatório “Mortes violentas da população LGBT no Brasil”, do Grupo Gay da Bahia, foram registradas 420 mortes de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais no ano passado, sendo 320 homicídios.

Isso significa que a cada 20 horas uma pessoa com uma dessas orientações sexuais morre de forma violenta vítima da LGBTfobia.

A organização inclusive apontou que o Brasil é o país “campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais”.

LGBTs mortos no Brasil

O relatório e o gráfico mostram que, desde 2000, houve aumento significativo no número de mortes de LGBTs causadas pela discriminação. Naquele ano, foram registradas 130 mortes, já em 2010 esse número saltou para 260 e em 2017, atingiu-se o número recorde de 445 mortes.

Outro monitoramento, da Rede Trans Brasil, também revelou dados preocupantes: 150 transgêneros foram assassinados vítimas da transfobia em 2018. E só nos três primeiros meses deste ano, 23 já foram mortos.

Para mudar a situação dos crimes homotransfóbicos no país, o antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, destacou algumas soluções emergenciais. Entre elas:

“A educação sexual e de gênero para ensinar aos jovens e à população em geral o respeito aos direitos humanos e cidadania dos LGBTs e a aprovação de leis afirmativas que garantam a cidadania plena, equiparando a homofobia e transfobia ao crime de racismo”.

Relação homossexual é crime em 70 países

Todo esse preconceito estampado em muitas sociedades reflete diretamente na vida de LGBTs, que não conseguem exercer livremente a sua cidadania e permanecer em segurança.

Mas isso é ainda pior em algumas regiões: o levantamento “Homofobia de Estado”, realizado pela Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Transexuais e Intersexuais (ILGA, na sigla em inglês), mostrou que a relação homossexual é crime em 70 países. A contagem inclui apenas nações membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

Desses países, a maioria está na África, são 33 no total, além de 22 na Ásia, 9 nas Américas e 6 na Oceania. A pena para relações entre pessoas do mesmo sexo variam de multas, prisão e até morte — caso de Afeganistão, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, Iêmen, Irã, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Somália e Sudão.

Avanços para a comunidade LGBT

casamento LGBT

Uma das vitórias mais importantes para a comunidade LGBT é o avanço na legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo pelo mundo. Porém, ainda poucos países permitem essa união civil, são 26 no total. Os últimos a reconhecerem foram Austrália, Áustria, Alemanha e Malta.

O Brasil passou a garantir aos casais homoafetivos o direito de se casarem no civil em 2013 com a publicação da Resolução 175 pelo Conselho Nacional de Justiça. Com a conquista do direito, os homossexuais passaram a usufruir de mecanismos legais que antes eram exclusivos dos casais hétero, como a partilha de bens, pensões e possibilidade de compartilhar uma adoção.

Em junho de 2015 foi a vez dos EUA. A Suprema Corte legalizou a união homoafetiva em todos os 50 estados do país, considerando o casamento gay um direito garantido pela Constituição.

Além disso, outros avanços em termos de proteção dos LGBTs ocorreram em muitos países, com a criação de normas contra a discriminação com base na orientação sexual. Há nações com legislações desse tipo na área da saúde, educação e ambiente de trabalho, por exemplo. Também houve expansão das leis que proíbem a chamada “cura gay”, em países como Estados Unidos, Espanha e Canadá. 

A poucos passos de mais uma conquista...

Na próxima semana, no dia 23 de maio, o Brasil pode ser o mais novo país que criminaliza a homofobia. Será retomado o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de dois processos com este pedido.

O julgamento, que iniciou em fevereiro, terminou com quatro votos a favor por enquadrar a homofobia e a transfobia na lei que define os crimes de racismo até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica sobre o tema. Ainda faltam os votos de mais sete ministros, e para o plenário ter maioria e a criminalização ser aprovada são necessários no mínimo seis.

Caso o STF aprove esse entendimento temporário de que a homofobia é análoga ao crime de racismo, quem discriminar, ofender ou agredir alguém por causa de sua orientação sexual estará sujeita às mesmas penalidades previstas para o crime de racismo, que é a reclusão de um a três anos, mais multa.

Leia mais: Crise da Venezuela: O que você precisa saber para o Enem
8 temas de redação que podem cair no Enem 2019
Trabalho: conceitos importantes para o Enem e vestibulares
Reforma da Previdência: Como pode cair no Enem e outros vestibulares?
banner image banner image

O que você achou deste artigo?

ALERTA DE VAGAS i-close
Tá na dúvida? Preencha suas preferências que a gente te ajuda a achar sua vaga ideal.
ALERTA DE VAGAS i-close
Descubra qual profissão mais se encaixa com você.

Não fique na dúvida sobre o seu futuro. Faça o Teste Vocacional do Quero Bolsa.

ALERTA DE VAGAS i-close
Nós podemos te ajudar Raised hands 93ba2838e7c9b110e7b370ddadc1892902fe94722a836c919cb013fa7ced527d

Aqui no Quero Bolsa você compare vagas com bolsa em mais de 1.000 faculdades

Preencha os campos abaixo para receber avisos de vagas disponíveis em nosso site de acordo com seus interesses.

ALERTA DE VAGAS i-close
Deixe seus contatos Mailbox 3aaacb172f1a1e1ba19b2e93f60f637592c84194967e63e952c08d3cb04fa7a8
ALERTA DE VAGAS i-close
Falta só mais um passo! Raised hands 93ba2838e7c9b110e7b370ddadc1892902fe94722a836c919cb013fa7ced527d

As nossas melhores vagas chegam de surpresa. Por isso fique ligado.

Com a sua confirmação enviaremos ofertas exclusivas diretamente no seu Whatsapp. Rápido, fácil, prático e na tela do seu celular.

CENTRAL DE AJUDA i-close
Como podemos te ajudar?

Gostaria de saber como o Quero Bolsa funciona e se o site é confiável.

Veja as perguntas frequentes

Quero receber vagas de acordo com meus interesses diretamente em meu e-mail e WhatsApp.

Tá na dúvida? Preencha suas preferências que a gente te ajuda a achar sua vaga ideal.
i-close

Se por algum motivo você não utilizar a nossa bolsa de estudos, devolveremos o valor pago ao Quero Bolsa.

Você pode trocar por outro curso ou pedir reembolso em até 30 dias após pagar a pré-matrícula. Se você garantiu sua bolsa antes das matrículas começarem, o prazo é de 30 dias após o início das matrículas na faculdade.

Fique tranquilo: no Quero Bolsa, nós colocamos sua satisfação em primeiro lugar e vamos honrar nosso compromisso.

O Quero Bolsa foi eleito pela Revista Época como a melhor empresa brasileira para o consumidor na categoria Educação - Escolas e Cursos.

O reconhecimento do nosso trabalho através do prêmio Época ReclameAQUI é um reflexo do compromisso que temos em ajudar cada vez mais alunos a ingressar na faculdade.

Feito com pela Quero Educação

Quero Educação © 2011 - 2020 CNPJ: 10.542.212/0001-54