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Vestibular e Enem

Atualidades Enem: Conflito entre Israel e Palestina

por Leonardo Messias em 08/04/22

Atualmente, a região do Oriente Médio é palco de inúmeros conflitos. Alguns deles se estendem a décadas, como é o caso do confronto entre Israel e Palestina.

O conflito entre essas nações gerou um número infindável de mortes e destruição para ambos os povos, marcando gerações com guerras, tensões e atentados que influenciaram a história global. Como exemplo disso, é possível citar as principais guerras travadas, como a Guerra dos Seis Dias e a Guerra de Yom Kippur. 

Mas, afinal, qual é a fonte desse conflito? O que gerou essa guerra sem fim? Se essas forem suas dúvidas, continue a leitura para saber mais sobre o confronto entre Israel e Palestina e como o tema pode ser cobrado no Enem!

Para entender os desdobramentos do atual conflito, é necessário regressar até a criação do Estado de Israel na década de 40. Após o fim da Segunda Guerra Mundial e o holocausto nazista, o ideal sionista, que defendia a criação de um estado-nação para os judeus, ganhou força em todo mundo, exercendo grande pressão para a formação do Estado de Israel.

Por conta disso, em 1947, foi apresentado na Organização das Nações Unidas (ONU) um projeto que visava apaziguar as tensões recentes por meio da divisão de territórios entre árabes e israelenses. Entretanto, o plano foi classificado por muitos países da região como questionável, pois, o povo judeu presente na região era a minoria, ainda assim estariam em posse de maior quantidade de terras.

Mesmo com a insatisfação esboçada pelas nações do Oriente Médio, em 14 de maio de 1948, o projeto foi aprovado na ONU após votação internacional.

(Ministério das Relações Exteriores de Israel/Wikimedia)
David Ben-Gurion (Primeiro Primeiro Ministro de Israel) pronunciando publicamente a Declaração do Estado de Israel em 1948

A reação à criação da nação de Israel foi imediata, afinal, no território demarcado residiam um número significativo de árabes e palestinos, o que deu início a Primeiro Guerra Árabe-Israelense.

Primeira Guerra Árabe-Israelense

A chamada Guerra Árabe-Israelense foi o primeiro conflito entre ambos os povos após a divisão territorial em 1948. O confronto ocorreu durante os primeiros dias da chegada do povo judeu. Devido a isso, o conflito também ficou conhecido como Guerra de Independência de Israel.

De acordo com o professor André Freitas, gerente de Projeto Pedagógicos e autor de Geografia do Sistema de Ensino pH, a Primeira Guerra Árabe-Israelense foi um dos principais conflitos entre o povo árabe e israelense, marcando uma violenta história que teria sequência por meio de outras guerras.

Países como Egito, Síria, Líbano, Transjordânia e Iraque uniram forças para organizar um levante contra a nação recém criada de Israel, o que ocasionou em diversos ataques à capital israelense, Tel Aviv, e demais regiões do território. Entretanto, embora o exército árabe possuísse maior número de soldados, não possuía o mesmo preparo em relação às tropas israelenses, que conseguiram resistir aos ataques.

O conflito teve fim em 10 de março de 1949, após esforços da ONU para a assinatura de um armistício que pôs fim a guerra.

(Forças de Defesa de Israel/Wikimedia)
Soldados israelenses levantando a bandeira do país marcando o fim da Primeira Guerra Árabe-Israelense

Com o fim do conflito, Israel aumentou seu território em relação ao projeto original da ONU, além de ter perdido um número pequeno de tropas. Já para os palestinos, os resultados foram desastrosos, pois, além de não terem êxito em seus ataques, cerca de 700 mil civis foram expulsos da região durante o confronto. 

A guerra trouxe desdobramentos até os dias de hoje, pois, atualmente, a nação de Israel ainda não aceita o retorno dos descendentes desse grupo.

Guerra de Suez

Em 29 de outubro de 1956, o território foi palco para um novo conflito. Com a posse do presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, uma série de reformas nacionalistas tiveram início no Egito. Medidas como estatização de empresas estrangeiras e controle sobre a influência econômica de países exteriores sobre a nação trouxeram um clima de tensão entre as potências europeias e o Egito.

O ápice da tensão se deu após o Egito nacionalizar o Canal de Suez, importante rota comercial entre a Europa e a Ásia. A medida adotada pelo presidente egípcio fez com que Israel perdesse a ligação com partes de seu território.

Devido a isso, com o apoio da França e Inglaterra, Israel protagonizou um ataque na península do Sinai, conquistando o território. A guerra teve curta duração, tendo fim em menos de 20 dias após seu início e resultando na derrota do Egito frente às potências europeias e Israel.

(Museus Imperiais de Guerra/Wikimedia)
Helicóptero e soldados britânicos em direção a Port Said durante a Guerra de Suez

Guerra dos Seis Dias

O conflito de maior importância entre árabes e israelenses é a Guerra dos Seis Dias. De acordo com o professor André Freitas, o confronto foi o mais impressionante por conta da forma como aconteceu, por sua rapidez e pelas mudanças causadas no território israelense.

A guerra teve início em 1967, após o serviço secreto de Israel descobrir um ataque planejado por países árabes ao território israelense que aconteceria naquele mesmo ano. Para se prevenir, Israel protagonizou um ataque surpresa contra o Egito, Síria e Jordânia.

Os ataques de Israel aos três países foram precisos e fulminantes, resultando na vitória israelense em apenas seis dias, fato que marcou o nome do conflito.

Com a vitória de Israel, o território israelense aumentou subitamente. Territórios como Gaza, Península do Sinai, Colinas de Golã e Cisjordânia foram anexados ao novo território israelense.

(Assessoria de Imprensa de Israel/Wikimedia)
Prisioneiros de guerra egípcios sendo capturados durante a Guerra dos Seis Dias


Embora Israel tenha saído vitorioso, a guerra gerou outro confronto. Uma revanche do povo árabe começou anos mais tarde e ficou conhecida como a Guerra de Yom Kippur.

Guerra de Yom Kippur

Segundo o professor André Freitas, o dia de Yom Kippur é um feriado religioso judeu. Entretanto, em 1973, a data ficou marcada pelo início de outra guerra que perdurou entre 6 de outubro a 25 de outubro do mesmo ano.

Como uma resposta aos territórios tomados pela nação israelense, tropas egípcias e sírias realizaram um ataque surpresa em Israel. Os levantes aconteceram, inicialmente, em bases militares de Israel na região de Suez.

Entretanto, Israel conseguiu resistir aos ataques e reagiu, conseguindo, por fim, expulsar os soldados egípcios e sírios do mar Mediterrâneo.

As consequências desse conflito tiveram influência sobre todo o mundo devido ao aumento do preço do petróleo por parte dos países árabes produtores da matéria. As medidas impactaram países aliados de Israel, derrubando bolsas e instaurando a Crise do Petróleo.

Veja também: Atualidades Enem: Petróleo

(Forças de Defesa de Israel/Wikimedia)
Chefe de gabinete israelense em reunião durante a guerra de Yom Kippur

A guerra teve fim em 26 de outubro de 1973, devido à intervenção dos Estados Unidos, União Soviética e ONU. Ainda assim, territórios dominados por Israel em 1967 não foram devolvidos após o fim do conflito.

Acordos de paz

De acordo com o professor André Freitas, tratativas de paz tiveram início entre países do território após numerosos anos de conflitos. Em 1978, por exemplo, após o fim da Guerra de Yom Kippur, o Egito, mediado pelo governo americano, reconheceu oficialmente a existência do Estado de Israel por meio dos tratados de Camp David, sendo o primeiro país árabe a realizar tal feito.

(Forças de defesas de Israel/Wikimedia)
Presidente egípcio Anwar Sadat, primeiro-ministro israelense Menachem Begin e o presidente dos EUA Jimmy Carter durante os acordos de Camp David

No início dos anos 1990, durante o governo Bill Clinton, houveram outras tentativas de avançar com as tratativas por meio dos acordos de paz de Oslo, na Noruega, que contou com uma delegação Israelense liderada pelo então Primeiro Ministro, Yitzhak Rabin, uma delegação palestina liderada por Yasser Arafat e diversos diplomatas do mundo ocidental. Entretanto, tal acordo não obteve os resultados esperados, principalmente devido ao assassinato do Primeiro Ministro israelense em 1995.

Grupos extremistas

Durante o histórico do conflito, surgiram grupos extremistas que foram responsáveis por elevar a tensão entre Israel e Palestina. É o caso do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), grupo político-religioso radical fundado em 1987. 

O Hamas não reconhece Israel como um Estado legítimo e possui, em uma de suas cláusulas de fundação, o ideal de extermínio da nação israelense. O grupo possui forte influência política até os dias atuais.

Do lado israelense também existem grupos extremistas que não aceitam negociações com os palestinos. Como exemplo disso, é possível citar o assasinato do Primeiro Ministro, Yitzhak Rabin, por um extremista judeu motivado pela cooperação do governante nos acordos de Oslo.

Atentados e conflitos recentes

Até hoje, é comum novos ataques, bombardeios e atentados serem noticiados nos jornais. De acordo com o professor André Freitas, há ataques terroristas de grupos diferentes, seja o Hezbollah, a Antiga Autoridade Nacional Palestina, ou o Hamas. Um exemplo é o atentado terrorista à delegação israelense durante as Olimpíadas de Munique em 1972, no qual 11 atletas judeus foram assassinados.

(CNN/Wikimedia)
Um dos autores do Massacre de Munique em 1972

Além disso, ataques israelenses a territórios árabes também são responsáveis por elevar o número de feridos e mortos, aumentando a tensão do conflito.

A guerra entre Israel e Palestina pode ser cobrada no Enem?

De acordo com o professor André Freitas, embora o tema seja rico para análise e estudos, o assunto está, aos poucos, desaparecendo das últimas edições do Enem.

Ainda assim, segundo o professor, é importante que o estudante esteja por dentro desse tema e das questões que continuam a motivar os conflitos entre árabes e israelenses na região do Oriente Médio e suas repercussões em todo o mundo.

"A gente continua apostando que vale a pena o aluno conhecer sobre o tema do terrorismo, já que é uma história reincidente. Também que o aluno saiba que existe uma questão não resolvida há um século, que é a questão de dois povos e um estado apenas criado", destacou o professor.

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