
7 profissões para quem ama História, mas não quer ser professor
| 04/09/26Arqueólogo, museólogo, arquivista e mais: conheça profissões para quem gosta de História e não quer ser professor.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

Acervo Pessoal
Os Escritórios de Gestão de Projetos (Project Management Office – PMO) vêm passando por uma mudança de função dentro das empresas.
Antes concentrados na padronização de processos, elaboração de documentos e acompanhamento de cronogramas, esses escritórios passaram a ocupar um espaço ligado à estratégia organizacional e à gestão do portfólio de projetos.
Segundo Mario H. Trentim, Board Member do PMI Global (2025–2027), doutorando pelo ITA e criador do framework Adapt OS, essa transformação também altera o perfil dos profissionais mais demandados pelo mercado.
Os dados do PMI Pulse of the Profession 2025 mostram que 71% das organizações no mundo possuem algum modelo de PMO estruturado.
O estudo também aponta que empresas com Escritórios de Gestão de Projetos considerados maduros entregam 38% mais projetos dentro do prazo e do orçamento quando comparadas às organizações sem uma estrutura equivalente.
De acordo com Trentim, esses indicadores reforçam a relação entre governança de projetos e desempenho organizacional.
“O PMO que vai durar não é o que controla o processo. É o que governa o resultado.”
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No Brasil, o movimento segue a mesma direção observada no cenário internacional.
A pesquisa PMI Brazil 2024 registrou crescimento de 18% no número de PMOs formalizados em relação a 2021.
O avanço ocorreu durante um período marcado por controle de custos e reestruturações nas empresas.
Na avaliação de Trentim, muitas organizações recorreram à gestão estruturada de projetos para aumentar o controle sobre investimentos e priorizar iniciativas com maior potencial de retorno.
Ao longo desse processo, o PMO deixou de exercer apenas uma função operacional e passou a participar de decisões relacionadas ao direcionamento dos investimentos corporativos.
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Outra mudança destacada pelo PMI é a evolução do conceito tradicional de Project Management Office para o modelo conhecido como Portfolio Value Management Office (VMO).
Nesse formato, o escritório deixa de acompanhar apenas a execução dos projetos e passa a responder por atividades como:
Segundo Trentim, essa mudança aproxima o PMO da alta liderança.
“A questão central passou a ser: o portfólio desta empresa está alocando capital e capacidade para as iniciativas certas? Quando o PMO consegue responder essa pergunta com dados confiáveis, ele se torna parceiro da diretoria.”
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A evolução das atribuições também aparece na remuneração dos profissionais da área.
De acordo com o Guia Salarial Robert Half 2026, as faixas salariais para profissionais de PMO são:
Segundo Trentim, organizações que utilizam o PMO em atividades estratégicas tendem a demandar profissionais com competências mais amplas, o que influencia diretamente a remuneração.
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Outra tendência apontada por Trentim é o crescimento de estruturas voltadas à governança de projetos envolvendo inteligência artificial.
Projetos dessa natureza costumam reunir desafios relacionados à gestão de dados, algoritmos, conformidade regulatória, mudanças organizacionais e acompanhamento de resultados.
Por isso, empresas têm buscado profissionais capazes de integrar conhecimentos de gestão de projetos e governança de IA.
Segundo ele, esse perfil ainda é pouco comum no mercado.
“O profissional que conseguir atuar no cruzamento entre governança de portfólio e transformação com IA vai encontrar um mercado com menor concorrência nos próximos anos. Não se trata de desenvolver algoritmos, mas de saber estruturar decisões, responsabilidades, critérios de acompanhamento e indicadores para projetos que utilizam inteligência artificial.”
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Para profissionais interessados em atuar na área, Trentim afirma que a trajetória costuma começar em funções de suporte aos projetos, evoluindo para posições de maior responsabilidade na gestão do portfólio corporativo.
Entre as competências mais valorizadas estão:
Segundo o especialista, a combinação entre governança de portfólio e transformação digital tende a ampliar as oportunidades para profissionais especializados nos próximos anos.
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Acervo Pessoal
Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, reitor da Allevo Tech/Qeevo Group, doutorando pelo ITA, autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica e atua como conselheiro em organizações em transformação.


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