Quando se trata de redação do Enem, uma das competências avaliadas é o domínio da norma culta da língua portuguesa.
No entanto, muitos estudantes têm dúvidas sobre o que diferencia a norma culta da norma padrão e qual sua importância no contexto acadêmico e, especialmente, na prova.
Neste artigo, vamos esclarecer as diferenças entre essas duas formas linguísticas, seus usos adequados e como seu domínio pode impactar seu desempenho no Enem.
O que é norma culta e qual sua importância?
A norma culta da língua portuguesa é o conjunto de regras gramaticais que são utilizadas em contextos formais, como em produções acadêmicas, dissertações e documentos oficiais. Ela se baseia em um padrão linguístico tradicional, que prioriza o uso correto da gramática e a estrutura da língua de acordo com a norma estabelecida pelos linguistas e educadores.
A norma culta é essencial para a redação do Enem, pois a avaliação leva em consideração a capacidade do candidato de escrever de forma clara, objetiva e dentro das normas gramaticais estabelecidas.
Em uma prova que exige a produção textual formal, o uso correto dessa norma é um fator decisivo para obter uma boa nota, especialmente nas competências de "domínio da língua padrão" e "coerência e coesão textuais".
Além disso, o uso da norma culta é um reflexo de respeito às regras da linguagem formal, fundamental em situações de trabalho, acadêmicas e sociais, contribuindo para a clareza e precisão das mensagens transmitidas.
Diferença entre norma culta e norma padrão
Embora a norma culta seja frequentemente associada à linguagem formal, muitos a confundem com a norma padrão, que, na verdade, é um reflexo da norma culta adaptado para contextos mais cotidianos e informais. Vamos entender as diferenças:
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Norma culta: está relacionada ao uso mais rigoroso das regras gramaticais, com foco na pronúncia, ortografia, concordância e regência adequadas, sendo necessária em contextos formais, como em textos acadêmicos, discursos e na redação do Enem;
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Norma padrão: embora compartilhe muitas semelhanças com a norma culta, é mais flexível e usada em contextos menos formais, como conversas cotidianas, reportagens e comunicações de mídia. Ela é o tipo de linguagem que falamos na maior parte do tempo e que é aceita na comunicação escrita mais cotidiana.
Portanto, a principal diferença é que a norma culta se aplica a situações de total formalidade, enquanto a norma padrão é uma adaptação mais flexível que se aplica a uma variedade maior de situações, sem comprometer a clareza e a correção linguística.
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Exemplos práticos de norma culta e norma padrão
Para ajudar a compreender as diferenças entre norma culta e norma padrão, apresentamos alguns exemplos práticos que ilustram como a mesma ideia pode ser expressa de formas diferentes, a depender do contexto:
- Norma culta: "Os estudantes devem apresentar as soluções propostas de maneira clara e detalhada";
- Norma padrão: "Os alunos têm que mostrar as soluções de forma clara".
Neste exemplo, a diferença está na construção da frase. A norma culta utiliza uma linguagem mais formal e estruturada, enquanto a norma padrão, mais comum no dia a dia, usa um vocabulário mais simples e direto.
Outro exemplo:
- Norma culta: "Solicitamos que as informações sejam encaminhadas até amanhã";
- Norma padrão: "A gente pede que as informações sejam enviadas até amanhã";
Aqui, a norma culta se mantém dentro da formalidade do pedido, enquanto a norma padrão usa uma estrutura mais próxima da linguagem falada e cotidiana.
Esses exemplos mostram como a norma padrão pode ser usada para simplificar a comunicação sem perder a correção, mas a norma culta continua sendo a escolha em textos formais, como nas redações do Enem.
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Como a norma culta e a norma padrão influenciam sua redação no Enem
No Enem, a redação é uma das provas mais importantes e exige um uso preciso da norma culta para garantir que o texto esteja dentro dos padrões exigidos. O uso incorreto da norma culta pode afetar diretamente a avaliação de competência linguística, que é um dos critérios de correção.
Embora o Enem permita certa flexibilidade em relação à escolha do vocabulário e ao estilo de escrita, é imprescindível que a estrutura gramatical do texto siga as normas estabelecidas. O candidato deve, portanto, usar a norma culta para garantir clareza, coesão e precisão, principalmente em argumentos mais formais.
Além disso, o Enem exige que os estudantes utilizem a norma padrão de forma equilibrada, sem exageros formais ou informalidade excessiva. Isso significa que, no contexto da prova, o estudante pode usar um vocabulário acessível, mas sempre respeitando as normas gramaticais.
Por exemplo, ao argumentar sobre temas como desafios sociais ou educação, é importante empregar a norma culta para expressar ideias de forma mais formal e respeitosa, enquanto a norma padrão pode ser utilizada para contextualizar situações cotidianas, tornando o texto mais natural e fluido.
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Por que é importante estudar a norma culta e a norma padrão?
Compreender as diferenças entre norma culta e norma padrão é essencial para garantir um bom desempenho na redação do Enem.
Embora a norma padrão seja a escolha para o uso diário e em algumas situações informais, é a norma culta que deve ser aplicada em contextos formais e em produções acadêmicas, como no caso do texto dissertativo-argumentativo do exame. Ao dominar essas duas formas de linguagem, o candidato estará melhor preparado para garantir uma boa nota na prova.
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