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Sociologia

Divisão Social do Trabalho

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 4/6/2019

Introdução

A divisão social do trabalho está relacionada à maneira pela qual as tarefas são organizadas e divididas no ambiente de trabalho, com a intenção de delimitar as funções realizadas, dinamizar o processo de produção como um todo e, consequentemente, garantir que o sistema de produção funcione de forma rápida e eficiente.

De forma geral, a divisão do trabalho delimita e define a maneira pela qual os indivíduos, dentro de uma sociedade, se organizam com a finalidade de produzir um objeto, produto ou mercadoria.

especialização da função, principalmente, quando trata-se da estrutura capitalista de produção, transforma o trabalhador em exímio conhecedor de apenas uma parte da produção - a parte na qual ele trabalha, sem, muitas vezes conhecer o processo de produção por completo.

A repetição da tarefa torna o trabalhador mais ágil na realização dos movimentos. Por conta disso, o trabalho na linha de produção torna-se mais rápido.

A divisão do trabalho, portanto, aumenta a produtividade por conta da redução de tempo que os trabalhadores levam para produzir a mercadoria final. Em contrapartida, na maior parte das vezes, o trabalhador não conhece integralmente o sistema de produção, já que torna-se especialista em apenas uma parte dele.

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Principais Características

A divisão do trabalho tem algumas características que facilitam o entendimento amplo do conceito e a relação dele e as atividades cotidianas. Dentre as mais importantes merecem destaque:

  • Aumento da produtividade
  • Distinção física e intelectual do trabalho
  • Venda das mercadorias por preços menores
  • Distinção de Classes sociais

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Durkheim e a divisão social do trabalho

O sociólogo francês Émile Durkheim pensa a divisão do trabalho a partir da interação social, que por sua vez, está inserida em uma organização maior: a sociedade.

Em sua tese de doutorado “Da divisão social do trabalho”, publicada em 1893, Durkheim analisa os fatores responsáveis pela unidade, estabilidade e continuidade das relações sociais no decorrer do tempo.

Na mesma obra, Durkheim afirma que a sociedade só existe e consegue se manter graças a um grau de consenso entre seus membros. Tal consenso social se distingue em dois tipos de solidariedade:

  • Solidariedade Mecânica: de acordo com o sociólogo, está presente em sociedades primitivas, como tribos, aldeias, clãs ou agrupamentos sociais. Nessas organizações sociais, os membros compartilham os mesmos valores sociais, as mesmas crenças religiosas, as mesmas formas de organização e trabalham de forma a suprir as necessidades do grupo como um todo. O compartilhamento de valores, crenças e formas de organização é o responsável pela coesão social.
  • Solidariedade Orgânica: é característica das sociedades modernas e mais complexas. Os indivíduos que compõem essas sociedades não compartilham das mesmas crenças religiosas, das mesmas formas de organização e nem das mesmas crenças. Cada indivíduo possui uma consciência própria. Nessas sociedades, a divisão do trabalho é evidente e crescente, o que aumenta o grau de interdependência dos indivíduos, uma vez que a dependência entre os seres sociais é grande, pois cada um depende diretamente do trabalho realizado pelo outro. Nesse tipo de sociedade, a coesão social é garantida a partir do direito, regras e leis.

Divisão Social do Trabalho por Marx

Para o alemão Karl Marx, as relações sociais são determinadas a partir do trabalho, das relações de produção e das mercadorias produzidas, desde as sociedades tribais até as sociedades capitalistas.

Para Marx, a divisão do trabalho só efetivou-se no momento da separação entre trabalho manual e trabalho intelectual. A divisão entre os tipos de trabalho aconteceu a partir da segmentação do trabalho na indústria e nas sociedades capitalistas.

No trabalho intelectual, os trabalhadores técnico-científicos são os responsáveis pela organização do sistema de produção e pela submissão dos operários ao sistema de produção capitalista. A divisão entre proletários e donos dos meios de produção é base para as explicações sobre desigualdade social.

Os operários, por sua vez, dedicam-se ao trabalho manual, numa relação de troca desigual com o dono da propriedade e com os trabalhadores técnico-científicos. A condição de trabalho dos proletários faz com que eles percam a noção completa do trabalho que realizam e passam a viver momentos de alienação.

Indústria 

A visão de Weber sobre a divisão social do trabalho

Max Weber analisa o trabalho a partir da ótica religiosa, estabelecendo divisões e diferenças entre o trabalho dos católicos e protestantes.

Na obra weberiana, a divisão do trabalho é determinada a partir das crenças religiosas que diferem protestantes e católicos. No escrito “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, Weber faz uma detalhada análise, relacionando os protestantes ao sucesso nos trabalhos que desenvolvem na sociedade capitalista.


Exercícios

Exercício 1
(UFU/2000)

De acordo com a teoria de Marx, a desigualdade social se explica:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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