GestãoNegócios e Empreendedorismo

5 habilidades que vão diferenciar o gerente de projetos na era da IA

Descubra as cinco habilidades que vão diferenciar o gerente de projetos na era da inteligência artificial e por que competências estratégicas serão mais importantes do que tarefas operacionais.



Em resumo:

  • A inteligência artificial amplia a produtividade, mas não substitui competências estratégicas, julgamento e liderança.
  • Business acumen, literacia em IA, gestão de stakeholders, gestão de portfólio e pensamento crítico estão entre as habilidades mais valorizadas.
  • Empresas priorizam o desenvolvimento dessas competências para aumentar o impacto dos projetos nos resultados do negócio.

Veja mais informações a seguir!

Clique aqui para acessar gratuitamente podcast, newsletter e materiais para download do Mario Trentim

Mário Trentim fala sobre como gerentes de projetos podem atuar na frente de iniciativas que falham, apesar da organização e planejamento.

Acervo Pessoal

A inteligência artificial mudou a forma como os projetos são planejados, executados e monitorados.

Diante desse cenário, uma pergunta aparece com frequência entre profissionais da área: a IA vai substituir o gerente de projetos?

Na prática, essa não é a questão mais relevante. A discussão mais importante é identificar quais competências passam a gerar mais valor justamente porque a inteligência artificial executa parte das atividades operacionais.

Teste vocacional

Qual carreira combina com o seu perfil?

Responda as perguntas e descubra o curso certo e as bolsas ideais para você!

Os dados apontam nessa direção. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que 39% das habilidades profissionais serão transformadas ou perderão relevância até 2030.

Ao mesmo tempo, 85% das empresas pretendem investir na qualificação de seus profissionais. O mercado continua demandando pessoas qualificadas. O que muda é o perfil das competências exigidas.

No doutorado que desenvolvo no ITA, pesquisando a interface entre engenharia e gestão em ambientes de alta incerteza, uma conclusão aparece de forma recorrente: tecnologias aceleram processos, mas não substituem a capacidade de interpretar contextos, tomar decisões e definir prioridades.

A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa de produtividade. Ela não assume a responsabilidade pela gestão.

Nesse contexto, cinco habilidades tendem a diferenciar os gerentes de projetos nos próximos anos.

Leia também: 99% dos grandes projetos falham: o que um gerente pode fazer a respeito?

1. Business acumen: conectar projetos à estratégia do negócio

Durante muitos anos, o desempenho em gestão de projetos foi medido principalmente por prazo, custo e escopo. Esse modelo continua importante, mas já não é suficiente.

O Pulse of the Profession 2025, do PMI, mostra que as organizações buscam profissionais capazes de conectar projetos aos objetivos estratégicos da empresa.

Apesar dessa demanda crescente, apenas 18% dos profissionais atuam efetivamente nesse nível estratégico. Isso representa uma oportunidade para quem deseja ampliar sua atuação.

Desenvolver business acumen significa compreender:

  • o modelo de negócio da organização;
  • indicadores financeiros;
  • cadeia de valor;
  • prioridades estratégicas;
  • como cada projeto contribui para os resultados da empresa.

Essa competência não depende, necessariamente, de uma pós-graduação. Ela começa pela curiosidade de entender por que um projeto existe e qual problema de negócio ele pretende resolver.

+ O que muda para gestores de projetos com a IA? Especialista explica impactos na carreira

2. Literacia em IA e prompt engineering

Segundo levantamento da McKinsey publicado em 2025, 88% das organizações já utilizam inteligência artificial, mas apenas 6% conseguem gerar impacto mensurável.

O principal desafio não é tecnológico. É humano.

A competência mais importante envolve:

  • formular bons prompts;
  • selecionar a ferramenta adequada para cada problema;
  • interpretar os resultados produzidos;
  • identificar limitações e possíveis erros da IA.

Em outras palavras, trata-se muito mais de capacidade analítica do que de conhecimento técnico.

+ Quanto ganha um gerente de projetos no Brasil em 2026?

3. Gestão de stakeholders continua sendo um diferencial humano

Algumas situações permanecem essencialmente humanas.

Conflitos entre áreas, mudanças de posicionamento dos patrocinadores, negociações delicadas e equipes desmotivadas exigem comunicação, influência e capacidade de relacionamento.

A pesquisa Robert Half Brasil 2026 aponta comunicação e negociação entre as competências mais procuradas pelas empresas.

À medida que a inteligência artificial assume tarefas repetitivas e analíticas, habilidades interpessoais passam a ganhar ainda mais relevância.

Uma boa gestão de stakeholders envolve:

  • identificar influência e interesses;
  • alinhar expectativas;
  • construir consenso entre diferentes áreas;
  • negociar prioridades;
  • manter comunicação transparente durante todo o projeto.

Essas competências podem ser desenvolvidas com prática e método.

+ Mário Trentim: como o especialista desenvolveu um framework para aproximar estratégia e execução nas organizações

4. Gestão de portfólio e capacidade de priorização

Muitas organizações conseguem administrar projetos individuais com eficiência, mas encontram dificuldades para tomar decisões no nível do portfólio.

É comum observar:

  • excesso de projetos simultâneos;
  • recursos insuficientes;
  • prioridades conflitantes;
  • ausência de critérios claros para iniciar, interromper ou acelerar iniciativas.

Profissionais capazes de atuar nesse nível ampliam significativamente sua relevância dentro da organização.

Mais do que acompanhar cronogramas, eles ajudam a responder perguntas estratégicas:

  • Quais projetos devem receber investimento?
  • Quais iniciativas precisam ser interrompidas?
  • Onde os recursos gerarão maior retorno para o negócio?

Essa visão aproxima o gerente de projetos das decisões da alta liderança.

+ O problema do mercado de gestão no Brasil — e o repositório que está tentando corrigi-lo

5. Julgamento crítico sobre os resultados produzidos pela IA

Talvez esta seja uma das competências mais importantes da próxima década.

A inteligência artificial pode produzir cronogramas, análises de risco, estimativas de custo e recomendações.

Entretanto, alguém precisa avaliar se essas respostas realmente fazem sentido para aquele contexto específico.

Isso exige:

  • experiência prática;
  • conhecimento do negócio;
  • visão sistêmica;
  • capacidade de questionar resultados aparentemente corretos.

Confiar automaticamente nas respostas da IA pode gerar decisões equivocadas.

O diferencial competitivo passa a ser o profissional que utiliza a tecnologia como apoio, sem abrir mão do pensamento crítico.

+ Mario Trentim lança livro sobre gestão de projetos com inteligência artificial

Como desenvolver essas competências

As cinco habilidades não evoluem da mesma forma.

Business acumen e gestão de stakeholders dependem de participação em projetos estratégicos, exposição à tomada de decisão e interação com diferentes áreas da empresa.

Já a literacia em IA exige experimentação constante. Utilizar ferramentas, testar abordagens, comparar resultados e compreender suas limitações faz parte do processo de aprendizado.

A boa notícia é que existe espaço para esse desenvolvimento. Segundo o Fórum Econômico Mundial, 85% das empresas pretendem investir na qualificação de seus profissionais.

Nesse contexto, quem demonstra clareza sobre as competências que deseja desenvolver tende a aproveitar melhor essas oportunidades.

+ PMP vale a pena em 2026? Os números que respondem

O gerente de projetos continuará relevante?

A discussão sobre inteligência artificial não deve se concentrar na substituição de profissionais.

O mercado procura gerentes de projetos capazes de combinar tecnologia, visão estratégica e capacidade de decisão.

Quanto mais a IA automatiza atividades operacionais, maior tende a ser o valor das competências humanas relacionadas à liderança, estratégia, negociação e julgamento.

O diferencial competitivo não está em competir com a inteligência artificial, mas em saber utilizá-la para ampliar a qualidade das decisões e o impacto dos projetos nos resultados do negócio.

Quem a IA vai substituir primeiro não é o operacional. É o coordenador


Mario H. Trentim durante apresentação em evento de gestão de projetos; especialista analisa os impactos da IA na carreira de gestores.
Acervo Pessoal

Mario H. Trentim é Board Member do PMI Global (2025–2027), doutorando pelo ITA, autor de 13 livros e criador do Adapt OS.

Possui mais de 465 mil alunos em cursos na LinkedIn Learning e atua como keynote speaker e advisor em transformação organizacional.

Escreve na newsletter Estratégia em Ação, onde publica análises sobre gestão de projetos, estratégia e inteligência artificial.

Clique aqui para acessar gratuitamente podcast, newsletter e materiais para download do Mario Trentim

Logo do Querobolsa

Gostando da matéria?

Inscreva-se e receba nossos principais posts no seu e-mail

Banner FOQA Últimas Notícias

Revista Vídeos

As profissões mais bem pagas em 2026

Postado em 31/03/2026

Como estudar pro ENEM 2026 do ZERO

Postado em 23/04/2026


Pronto para estudar pagando menos?

Bolsas de até 80% de desconto em milhares de faculdades por todo o Brasil.
Encontrar minha bolsa