
O que é um escritório de projetos: definição, tipos e quando criar
| 11/09/26Entenda o que é um escritório de projetos, também chamado de PMO, conheça seus tipos, funções, estrutura e saiba quando uma empresa deve criar um.
Descubra as cinco habilidades que vão diferenciar o gerente de projetos na era da inteligência artificial e por que competências estratégicas serão mais importantes do que tarefas operacionais.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

Acervo Pessoal
A inteligência artificial mudou a forma como os projetos são planejados, executados e monitorados.
Diante desse cenário, uma pergunta aparece com frequência entre profissionais da área: a IA vai substituir o gerente de projetos?
Na prática, essa não é a questão mais relevante. A discussão mais importante é identificar quais competências passam a gerar mais valor justamente porque a inteligência artificial executa parte das atividades operacionais.
Os dados apontam nessa direção. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que 39% das habilidades profissionais serão transformadas ou perderão relevância até 2030.
Ao mesmo tempo, 85% das empresas pretendem investir na qualificação de seus profissionais. O mercado continua demandando pessoas qualificadas. O que muda é o perfil das competências exigidas.
No doutorado que desenvolvo no ITA, pesquisando a interface entre engenharia e gestão em ambientes de alta incerteza, uma conclusão aparece de forma recorrente: tecnologias aceleram processos, mas não substituem a capacidade de interpretar contextos, tomar decisões e definir prioridades.
A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa de produtividade. Ela não assume a responsabilidade pela gestão.
Nesse contexto, cinco habilidades tendem a diferenciar os gerentes de projetos nos próximos anos.
Leia também: 99% dos grandes projetos falham: o que um gerente pode fazer a respeito?
Durante muitos anos, o desempenho em gestão de projetos foi medido principalmente por prazo, custo e escopo. Esse modelo continua importante, mas já não é suficiente.
O Pulse of the Profession 2025, do PMI, mostra que as organizações buscam profissionais capazes de conectar projetos aos objetivos estratégicos da empresa.
Apesar dessa demanda crescente, apenas 18% dos profissionais atuam efetivamente nesse nível estratégico. Isso representa uma oportunidade para quem deseja ampliar sua atuação.
Desenvolver business acumen significa compreender:
Essa competência não depende, necessariamente, de uma pós-graduação. Ela começa pela curiosidade de entender por que um projeto existe e qual problema de negócio ele pretende resolver.
+ O que muda para gestores de projetos com a IA? Especialista explica impactos na carreira
Segundo levantamento da McKinsey publicado em 2025, 88% das organizações já utilizam inteligência artificial, mas apenas 6% conseguem gerar impacto mensurável.
O principal desafio não é tecnológico. É humano.
A competência mais importante envolve:
Em outras palavras, trata-se muito mais de capacidade analítica do que de conhecimento técnico.
Algumas situações permanecem essencialmente humanas.
Conflitos entre áreas, mudanças de posicionamento dos patrocinadores, negociações delicadas e equipes desmotivadas exigem comunicação, influência e capacidade de relacionamento.
A pesquisa Robert Half Brasil 2026 aponta comunicação e negociação entre as competências mais procuradas pelas empresas.
À medida que a inteligência artificial assume tarefas repetitivas e analíticas, habilidades interpessoais passam a ganhar ainda mais relevância.
Uma boa gestão de stakeholders envolve:
Essas competências podem ser desenvolvidas com prática e método.
Muitas organizações conseguem administrar projetos individuais com eficiência, mas encontram dificuldades para tomar decisões no nível do portfólio.
É comum observar:
Profissionais capazes de atuar nesse nível ampliam significativamente sua relevância dentro da organização.
Mais do que acompanhar cronogramas, eles ajudam a responder perguntas estratégicas:
Essa visão aproxima o gerente de projetos das decisões da alta liderança.
+ O problema do mercado de gestão no Brasil — e o repositório que está tentando corrigi-lo
Talvez esta seja uma das competências mais importantes da próxima década.
A inteligência artificial pode produzir cronogramas, análises de risco, estimativas de custo e recomendações.
Entretanto, alguém precisa avaliar se essas respostas realmente fazem sentido para aquele contexto específico.
Isso exige:
Confiar automaticamente nas respostas da IA pode gerar decisões equivocadas.
O diferencial competitivo passa a ser o profissional que utiliza a tecnologia como apoio, sem abrir mão do pensamento crítico.
+ Mario Trentim lança livro sobre gestão de projetos com inteligência artificial
As cinco habilidades não evoluem da mesma forma.
Business acumen e gestão de stakeholders dependem de participação em projetos estratégicos, exposição à tomada de decisão e interação com diferentes áreas da empresa.
Já a literacia em IA exige experimentação constante. Utilizar ferramentas, testar abordagens, comparar resultados e compreender suas limitações faz parte do processo de aprendizado.
A boa notícia é que existe espaço para esse desenvolvimento. Segundo o Fórum Econômico Mundial, 85% das empresas pretendem investir na qualificação de seus profissionais.
Nesse contexto, quem demonstra clareza sobre as competências que deseja desenvolver tende a aproveitar melhor essas oportunidades.
A discussão sobre inteligência artificial não deve se concentrar na substituição de profissionais.
O mercado procura gerentes de projetos capazes de combinar tecnologia, visão estratégica e capacidade de decisão.
Quanto mais a IA automatiza atividades operacionais, maior tende a ser o valor das competências humanas relacionadas à liderança, estratégia, negociação e julgamento.
O diferencial competitivo não está em competir com a inteligência artificial, mas em saber utilizá-la para ampliar a qualidade das decisões e o impacto dos projetos nos resultados do negócio.
+ Quem a IA vai substituir primeiro não é o operacional. É o coordenador

Mario H. Trentim é Board Member do PMI Global (2025–2027), doutorando pelo ITA, autor de 13 livros e criador do Adapt OS.
Possui mais de 465 mil alunos em cursos na LinkedIn Learning e atua como keynote speaker e advisor em transformação organizacional.
Escreve na newsletter Estratégia em Ação, onde publica análises sobre gestão de projetos, estratégia e inteligência artificial.


Entenda o que é um escritório de projetos, também chamado de PMO, conheça seus tipos, funções, estrutura e saiba quando uma empresa deve criar um.

PMI Pulse of the Profession 2024 mostra dados sobre sucesso de projetos, desperdícios, IA, competências e tendências na gestão de projetos.

Descubra quanto ganha um gerente de projetos em 2026, quais fatores influenciam o salário e como certificações, experiência, tecnologia e inteligência artificial podem impactar a carreira.