Profissões

5 profissões para quem gosta de Serviço Social

A melhor escolha depende do tipo de atuação desejada, veja as opções.

Quem gosta de Serviço Social não precisa olhar apenas para a carreira de assistente social

Em resumo: 

  • Existem outras profissões e funções próximas, ligadas a políticas públicas, direitos humanos, inclusão, educação social e projetos com impacto coletivo.
  • Entre as opções mais coerentes estão assistente social, coordenador de projetos sociais, psicólogo social, educador social e consultor de responsabilidade corporativa
  • A melhor escolha depende do tipo de atuação desejada, do nível de contato com o público e da formação exigida em cada área.

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Quais profissões combinam com quem gosta de Serviço Social?

Grupo com mãos unidas, representando 5 profissões para quem gosta de Serviço Social e áreas ligadas a projetos sociais, inclusão e atuação coletiva.

Quem pesquisa vertentes do Serviço Social geralmente quer encontrar carreiras que mantenham alguns elementos centrais da área, como:

  • atuação com pessoas e comunidades;
  • mediação de direitos;
  • trabalho em rede;
  • projetos sociais;
  • inclusão e proteção social;
  • leitura da realidade social.

Na prática, isso abre espaço para profissões regulamentadas e também para funções técnicas ou de gestão em organizações públicas, privadas e do terceiro setor.

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1. Assistente social

A carreira de assistente social é a opção mais direta para quem quer trabalhar com políticas públicas, proteção social, atendimento a famílias, benefícios e garantia de direitos

No Brasil, o exercício da profissão é regulamentado pela Lei nº 8.662/1993, que também define que a designação profissional de assistente social é privativa dos habilitados na forma da legislação e com registro no conselho competente.

Onde pode trabalhar?

Entre os espaços mais comuns estão:

  • CRAS e CREAS;
  • hospitais e unidades de saúde;
  • escolas;
  • órgãos públicos;
  • sistema sociojurídico;
  • organizações da sociedade civil.

Para quem faz sentido?

Essa profissão costuma fazer mais sentido para quem quer:

  • atuar diretamente com vulnerabilidade social;
  • trabalhar com políticas públicas;
  • fazer acompanhamento social e encaminhamentos;
  • construir carreira na assistência social, saúde ou justiça.

2. Coordenador de projetos sociais

O coordenador de projetos sociais é uma alternativa forte para quem gosta de Serviço Social, mas também se interessa por gestão, planejamento, metas, articulação institucional e avaliação de impacto

Essa função aparece com frequência em ONGs, institutos, fundações, empresas e programas públicos.

O que faz?

Em geral, esse profissional pode atuar com:

  • planejamento de ações sociais;
  • gestão de equipe e parceiros;
  • acompanhamento de indicadores;
  • elaboração de relatórios;
  • articulação com território e rede de apoio;
  • execução de projetos financiados por empresas, governos ou organizações sociais.

Formação mais comum

Não existe uma formação única obrigatória nacional para essa função. Ela pode ser ocupada por profissionais de áreas como:

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3. Psicólogo social

O psicólogo social é uma possibilidade para quem quer continuar trabalhando com grupos, comunidades, vínculos, sofrimento social, território e comportamento humano em contexto coletivo

A profissão de psicólogo é regulamentada no Brasil pela Lei nº 4.119/1962.

Qual é a diferença em relação ao Serviço Social?

A principal diferença é o foco profissional:

CarreiraFoco principal
Serviço Socialdireitos, políticas públicas, proteção social e mediação institucional
Psicologia socialsubjetividade, relações humanas, grupos, vínculos e processos psicossociais

Embora as áreas dialoguem bastante, quem faz Psicologia não substitui o assistente social, e quem faz Serviço Social não exerce a profissão de psicólogo. Cada carreira tem formação e regulamentação próprias.

Onde pode trabalhar?

O psicólogo com atuação social pode aparecer em:

  • escolas;
  • serviços de saúde mental;
  • projetos comunitários;
  • organizações sociais;
  • políticas públicas e programas territoriais.

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4. Educador social

O educador social é uma das funções mais próximas da prática cotidiana com comunidades, adolescentes, famílias e grupos em situação de vulnerabilidade. A ocupação aparece na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), vinculada ao grupo de trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco.

A própria CBO deixa claro que sua finalidade é classificatória e administrativa.

O que o educador social faz?

Em geral, atua com:

  • oficinas e atividades socioeducativas;
  • abordagem e acompanhamento de usuários;
  • ações de convivência e fortalecimento de vínculos;
  • apoio a serviços de proteção social;
  • atividades com crianças, adolescentes e famílias.

Onde trabalha?

Os locais mais comuns incluem:

  • serviços de convivência;
  • projetos sociais;
  • unidades de acolhimento;
  • programas de assistência social;
  • iniciativas comunitárias e socioeducativas.

Veja também: Serviço Social ou Pedagogia: qual vale mais a pena?

5. Consultor de responsabilidade corporativa

Para quem gosta de impacto social, mas quer atuar dentro de empresas, uma alternativa é a função de consultor de responsabilidade corporativa. Essa frente está ligada a políticas e projetos de responsabilidade social empresarial, relacionamento com comunidades, investimento social privado e ações institucionais com impacto coletivo.

O Sebrae trata a responsabilidade social empresarial como um conjunto de ações éticas e comprometidas que contribuem para o bem-estar da sociedade e podem integrar a estratégia do negócio.

O que faz?

Esse profissional pode atuar com:

  • desenho de programas sociais corporativos;
  • relacionamento com comunidades;
  • ações de diversidade e inclusão;
  • voluntariado empresarial;
  • parceria com ONGs e institutos;
  • monitoramento de resultados sociais.

Quem costuma migrar para essa área?

É uma função que pode ser ocupada por profissionais com base em:

  • Serviço Social;
  • Administração;
  • Comunicação;
  • Relações Institucionais;
  • Gestão de projetos;
  • áreas sociais e humanas.

Leia também: Faculdade de Serviço Social vale a pena?

E as carreiras em direitos humanos e inclusão social?

Além das cinco profissões acima, quem gosta de Serviço Social também costuma se identificar com funções como assistente de direitos humanos e agente de inclusão social. Esses nomes podem variar conforme o órgão, edital, prefeitura, ONG ou programa, mas giram em torno de proteção de direitos, orientação social, articulação de rede e inclusão de públicos vulneráveis. 

O MDHC mantém políticas e materiais voltados a direitos humanos e integração de gestores municipais, o que mostra a presença institucional desse campo.

Qual dessas profissões vale mais a pena?

A resposta depende do perfil.

Faz mais sentido escolher assistente social quando a pessoa quer:

  • profissão regulamentada;
  • atuação direta em políticas públicas;
  • trabalho em assistência social, saúde, educação ou justiça.

Faz mais sentido escolher coordenador de projetos sociais quando a pessoa quer:

  • mais gestão do que atendimento direto;
  • atuação com metas, equipe e planejamento;
  • espaço em ONGs, institutos e programas sociais.

Faz mais sentido escolher psicólogo social quando a pessoa quer:

  • foco em comportamento, vínculos e processos psicossociais;
  • atuação com grupos e saúde mental em contexto social.

Faz mais sentido escolher educador social quando a pessoa quer:

  • rotina prática com oficinas, grupos e território;
  • atuação socioeducativa mais próxima do cotidiano comunitário.

Faz mais sentido escolher consultor de responsabilidade corporativa quando a pessoa quer:

  • trabalhar em empresas;
  • unir impacto social com estratégia institucional;
  • atuar com responsabilidade social e inclusão no ambiente corporativo.

Como escolher entre essas vertentes do Serviço Social?

Uma forma prática de decidir é comparar três critérios:

CritérioPergunta-chave
Formação exigidaa carreira exige graduação específica e registro profissional?
Tipo de rotinao trabalho é mais de atendimento, gestão, educação social ou estratégia?
Ambiente de atuaçãoa pessoa quer setor público, terceiro setor ou empresa?

Esse filtro ajuda a transformar a dúvida “quais profissões combinam com Serviço Social?” em uma escolha mais objetiva.

Conclusão

Quem gosta de Serviço Social pode seguir por caminhos diferentes sem se limitar a uma única profissão.

Entre as rotas mais coerentes estão assistente social, coordenador de projetos sociais, psicólogo social, educador social e consultor de responsabilidade corporativa. Todas mantêm alguma conexão com pessoas, direitos, inclusão e transformação social, mas exigem formações e entregas diferentes.

Na prática, a melhor escolha depende de onde a pessoa quer atuar: política pública, terceiro setor, educação social, saúde mental ou empresa. Esse é o ponto que mais ajuda a decidir entre as principais vertentes do Serviço Social e áreas próximas.

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