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Visto americano para programa executivo nos EUA: como tirar o B1/B2 em 2026

Saiba como tirar o visto americano B1/B2 para participar de programas executivos de curta duração nos EUA em 2026.



Em Resumo:

  • O visto americano B1/B2 pode ser adequado para programas executivos e de extensão de curta duração nos Estados Unidos, conforme o propósito da viagem.
  • Quem ainda não tem o visto deve preencher o DS-160, pagar a taxa consular e agendar a entrevista, além de reunir documentos que comprovem o objetivo da viagem e os vínculos com o Brasil.
  • Para reduzir riscos de atraso, a recomendação é iniciar o processo com quatro a seis meses de antecedência da viagem.

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Profissional de marketing internacional, apontando o dedo no globo, enquanto usa um tablet para trabalhar.

Como professor na California State University, Northridge (CSUN) e na State University of New York (SUNY), uma das primeiras perguntas que recebo de profissionais interessados nos programas internacionais é sobre o visto americano.

Antes de falar sobre currículo, hospedagem ou inglês, muitos querem saber se precisam de um visto de estudante e quanto tempo levará o processo.

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Para programas de curta duração, de duas ou três semanas, a situação pode ser mais simples. Dependendo das características do programa e do propósito da viagem, o B1/B2 pode atender à participação em atividades de negócios e visitas de caráter profissional e educacional.

Quem já possui um B1/B2 válido não precisa solicitar um novo visto a cada viagem, desde que o documento continue válido e as condições da viagem estejam de acordo com as regras de entrada nos Estados Unidos.

B1/B2 ou F-1: qual visto usar para estudar nos EUA?

Uma das principais dúvidas de quem pretende participar de um programa executivo nos Estados Unidos é a diferença entre o visto B1/B2 e o visto F-1.

O F-1 é destinado a estudantes que realizam estudos acadêmicos nos Estados Unidos em instituições autorizadas, dentro das condições previstas para esse tipo de visto.

Em situações que exigem F-1, o estudante precisa seguir o processo específico da instituição de ensino, que inclui a documentação correspondente, como o formulário I-20.

Já programas de extensão ou atividades profissionais de curta duração podem ter regras diferentes. Por isso, o tipo de visto depende do objetivo, da duração e das características do programa.

Para programas executivos de duas ou três semanas, como os realizados pela CSUN e pela SUNY em parceria com a IBS Americas, é importante verificar previamente qual classificação migratória se aplica à atividade.

A regra prática é simples: não escolha o visto apenas pela duração da viagem. O que determina a categoria adequada é principalmente o propósito da viagem e a natureza da atividade realizada nos Estados Unidos.

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Como solicitar o visto americano B1/B2 em 2026

Para quem ainda não possui o visto B1/B2 ou precisa solicitar um novo documento, o processo envolve algumas etapas.

1. Preencher o formulário DS-160

O primeiro passo é preencher o DS-160, formulário eletrônico utilizado para solicitação de visto de não imigrante dos Estados Unidos.

As informações devem ser preenchidas com atenção e coerência. Dados sobre emprego, viagens, formação, endereço e objetivo da viagem precisam estar corretos.

Antes de enviar o formulário, revise todas as informações. Eventuais erros ou inconsistências podem gerar questionamentos durante o processo consular.

2. Pagar a taxa do visto americano

Após o preenchimento do DS-160, é necessário pagar a taxa de solicitação do visto.

O valor e as regras de pagamento podem sofrer alterações. Por isso, consulte sempre os canais oficiais do governo dos Estados Unidos antes de iniciar o processo.

O comprovante de pagamento deve ser mantido para as etapas seguintes do agendamento.

3. Agendar a entrevista

Depois do pagamento, o solicitante deve seguir o procedimento oficial de agendamento disponível para o Brasil.

Os prazos para entrevista variam de acordo com o posto consular e podem mudar ao longo do ano. Por isso, não é recomendável planejar a viagem considerando um prazo fixo.

Quem tem uma viagem programada deve consultar a disponibilidade no momento em que iniciar o processo.

4. Reunir os documentos

A documentação pode variar de acordo com o perfil do solicitante e com as circunstâncias da viagem.

Entre os documentos que podem ser relevantes estão:

  • passaporte válido;
  • confirmação do formulário DS-160;
  • comprovante de pagamento da taxa;
  • confirmação do agendamento;
  • documentação relacionada ao programa nos Estados Unidos;
  • comprovantes de atividade profissional;
  • documentos que demonstrem vínculos com o Brasil;
  • informações financeiras compatíveis com a viagem.

A carta ou documentação fornecida pelo programa pode ajudar a explicar o objetivo da viagem, o período de permanência e as atividades previstas.

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Quando começar o processo do visto americano?

O timing é um dos pontos que mais exigem atenção.

Não é recomendável deixar a solicitação do visto para os últimos meses antes da viagem. Os prazos consulares podem variar e determinadas situações podem exigir etapas adicionais.

Para programas realizados no meio do ano, por exemplo, iniciar o planejamento com vários meses de antecedência permite lidar melhor com eventuais mudanças de prazo.

Uma referência prática é trabalhar com quatro a seis meses de antecedência. Essa margem não representa um prazo oficial de processamento, mas ajuda a reduzir o risco de que uma eventual demora comprometa a viagem.

Exemplo de planejamento

Programa da CSUN em julho

  • Até fevereiro: confirmar a participação no programa.
  • Março: iniciar o planejamento do processo de visto, se necessário.
  • Abril a maio: acompanhar o agendamento e a documentação.
  • Junho: idealmente, estar com a documentação da viagem organizada.

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Programa da SUNY em janeiro

  • Até agosto: confirmar a participação.
  • Setembro: iniciar o processo de visto, se necessário.
  • Outubro a dezembro: acompanhar as etapas consulares e organizar a viagem.

As datas são apenas referências de planejamento. O prazo real depende da situação do solicitante e da disponibilidade dos serviços consulares.

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Como funciona a entrevista para o visto B1/B2?

A entrevista consular tem como objetivo avaliar as circunstâncias da solicitação e verificar se o pedido é compatível com as regras aplicáveis ao visto.

Por isso, o solicitante deve conseguir explicar com clareza:

  • qual é o objetivo da viagem;
  • qual programa pretende realizar;
  • quanto tempo permanecerá nos Estados Unidos;
  • como a viagem será financiada;
  • quais são suas atividades profissionais e pessoais no Brasil;
  • por que pretende retornar ao país após a viagem.

No caso de um programa executivo, a explicação deve ser objetiva. O profissional pode apresentar o programa, a instituição de ensino, o período previsto e a finalidade da atividade.

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O que levar para a entrevista do visto americano?

A documentação necessária pode variar conforme o caso. O mais importante é ter informações consistentes e documentos que sustentem o propósito declarado da viagem.

Para um profissional que participará de um programa executivo, podem ser úteis documentos relacionados à:

Atividade profissional

Comprovantes de emprego, contrato profissional ou documentação empresarial podem ajudar a demonstrar a situação profissional no Brasil.

Vínculos com o Brasil

Documentos relacionados à vida profissional, familiar e patrimonial podem ser apresentados quando forem pertinentes à situação do solicitante.

Programa nos Estados Unidos

A carta ou documentação fornecida pela organização responsável pelo programa pode ajudar a demonstrar o objetivo e a duração da viagem.

Condições financeiras

Informações financeiras compatíveis com os custos previstos para a viagem podem ser relevantes para contextualizar o planejamento.

A documentação, entretanto, não substitui a necessidade de prestar informações verdadeiras e consistentes no DS-160 e durante a entrevista.

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O que dizer na entrevista do visto B1/B2?

A recomendação é responder de maneira clara, objetiva e verdadeira.

Se o objetivo é participar de um programa profissional de duas ou três semanas, explique exatamente isso. Informe a instituição, o período e a finalidade da viagem.

Não há necessidade de decorar respostas ou apresentar uma narrativa elaborada. O mais importante é que as informações fornecidas no formulário e durante a entrevista sejam coerentes.

Também é importante não apresentar informações falsas ou omitir fatos relevantes. Uma tentativa de adequar a história para aumentar as chances de aprovação pode gerar problemas muito maiores no processo migratório.

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É preciso contratar despachante ou advogado para tirar o visto?

Não existe uma exigência geral de contratação de despachante ou advogado para solicitar o visto B1/B2.

O próprio solicitante pode preencher o DS-160, pagar a taxa e realizar as etapas de agendamento pelos canais oficiais.

No caso de programas executivos organizados por instituições parceiras, a organização responsável pode fornecer orientações e documentos relacionados à participação no programa.

Casos migratórios mais complexos, entretanto, podem exigir orientação profissional específica. A necessidade de um advogado depende das circunstâncias individuais e não da simples participação em um programa de curta duração.

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Visto americano para programas executivos: planejamento é a chave

Para profissionais brasileiros interessados em realizar uma experiência acadêmica ou executiva de curta duração nos Estados Unidos, o visto não precisa ser o primeiro obstáculo.

O ponto principal é entender qual categoria de visto corresponde ao objetivo da viagem e começar o planejamento com antecedência.

Para programas de duas ou três semanas, o B1/B2 pode ser aplicável em determinadas circunstâncias. Já atividades acadêmicas que se enquadrem nas regras do F-1 exigem outro processo.

Por isso, antes de comprar passagens ou definir a viagem, confirme as exigências aplicáveis ao programa específico e consulte as informações oficiais do governo americano.

Próximos passos para os programas

  • CSUN, Califórnia, julho: consulte as informações do programa e verifique as condições de participação e documentação.
  • SUNY, Nova York, janeiro: consulte as informações do programa e verifique as condições de participação e documentação.

Para dúvidas sobre os programas internacionais, a IBS Americas orienta os participantes confirmados sobre a documentação relacionada à viagem e ao programa.

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Sobre o autor

Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI, Reitor da Allevo Tech / Qeevo Group, doutorando do ITA e autor de 13 livros sobre gestão e execução estratégica.

Atua como conselheiro e conector estratégico em organizações em transformação.

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