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Geografia

Blocos Econômicos

Maria Júlia Rossetto
Publicado por Maria Júlia Rossetto
Última atualização: 8/1/2019

Introdução

Como um grande quebra cabeça, a organização do mundo atual possui diferentes arranjos econômicos e políticos, os chamados Blocos Econômicos

Há países se organizando em blocos, criando mercados regionais para se proteger da concorrência e das oscilações no mercado mundial, ao mesmo tempo que continua avançado a globalização das relações econômicas.

O texto a seguir nos ajuda a entender melhor o contexto da criação dos blocos, suas etapas de integração e mais detalhes sobre os mercados. Vamos lá?

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O que são blocos econômicos?

Os blocos econômicos são associações criadas entre os países para que eles estabeleçam relações entre si. Eles surgiram do reflexo da constante competição de economias mundiais. Além disso, é um movimento cada vez mais comum no mercado planetário para aguentar o ritmo acelerado dos países.

A formação de blocos econômicos tem por objetivo criar condições de dinamizar e intensificar a economia no mundo globalizado. Na atual economia mundial, a tendência é a formação de blocos econômicos, criados para facilitar o comércio entre os países membros. 

Ao participarem de blocos econômicos, os países aumentam o alcance de seus produtos e serviços para outros lugares, uma grande vantagem advinda dessa cooperação.

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Esse processo e integração das economias nacionais de uma dada região passa por quatro estágios:

Zonas de livre-comércio

Redução ou eliminação das tarifas alfandegárias entre os países membros.

União Aduaneira

Além de abrir os mercados internos, regulamenta o comércio do bloco com as nações de fora.

Mercado Comum

Permite, ainda, a livre circulação de capitais, serviços e pessoas no interior do bloco;

União Econômica e Monetária

Evolução do mercado comum. Os países adotam a mesma política de desenvolvimento e uma moeda única.

Para entendermos melhor as diferenças entre essas etapas, vamos dar uma olhada no quadro a seguir:

Principais Blocos Econômicos mundiais

Nafta

O Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) tem início no fim da década de 1980, quando os Estados Unidos e o Canadá decidem integrar sua economia. Em 1993, recebe a adesão do México. Um ano depois, o tratado entra em vigor, estabelecendo o prazo máximo de 15 anos para a eliminação de barreiras alfandegárias no comércio entre os membros.

MERCOSUL

Criado em 1991, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) reúne Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai com países efetivos, e Chile, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador e Venezuela como associados. A diferença entre membro associado e pleno é que o associado não adota a Tarifa Externa Comum (TEC), uma vez que o Mercosul se encontra no estágio da União Aduaneira.

União Europeia

Criada em 1992, com a assinatura do Tratado de Maastricht, a União Europeia (UE) é sucessora da Comunidade Econômica Europeia (CEE), instituída em 1957 pelo Tratado de Roma. 

Maastricht concretiza a criação de um bloco com circulação livre de pessoas, mercadorias, capitais e serviços, além da integração a partir da adoção da moeda única por parte dos países membros. Os países membros são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, Reino Unido (em 2017 iniciou seu processo turbulento de saída, conhecido como Brexit), República Tcheca, Romênia e Suécia.

APEC

A Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), surge em 1989, com a proposta de criar até 2020 uma Zona de Livre-Comércio entre os 20 países membros e Hong Kong. Os membros são: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Rússia, Filipinas, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Tailândia, Taiwan e Vietnã.

CEI

A Comunidade dos Estados Independentes (CEI) é criada em 1991, após a desagregação da antiga União Soviética (URSS). Reúne 12 das 15 repúblicas que a formavam que formam uma área de livre comércio. A disparidade econômica entre elas é a principal dificuldade para sua integração. Os países membros são: Armênia, Azerbaijão, Belarus, Cazaquistão, Rússia, Geórgia, Moldávia, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão.

Comunidade Andina

Instituída em 1969 pelo Acordo de Cartagena, com o nome de Pacto Andino. Em 1996, os países definem sua organização, e no ano seguinte o bloco passa a funcionar como Comunidade Andina. Tem como objetivo aumentar a integração comercial, economia e política entre seus membros. Membros: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

União Africana

A União Africana (UA) é criada em 2002 para substituir a Organização da Unidade Africana (OUA), instituída em 1963. A nova entidade, que se inspira na União Europeia (UE), pretende unificar política, social e economicamente o continente. Mas, os problemas que o continente africano passa dificultam a integração. A União Africana pode intervir em um país membro em circunstâncias graves, como crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade. Formada pelos 53 países independentes do continente.

SADC

A Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento (SADC) é instituída em 1992 para estabelecer paz e segurança na região. O bloco, formado por 14 países, tem plano de criar um Mercado Comum, mas ainda está no estágio de Livre-Comércio.

Mapa com os principais blocos econômicos no mundo em 2010.Mapa com os principais blocos econômicos no mundo em 2010.

Vantagens e desvantagens dos Blocos Econômicos


Exercícios

Exercício 1
(UFRR)

A abertura comercial e a livre circulação de capitais e serviços em escala mundial, um fenômeno da globalização, gerou disputas acirradas entre empresas e países no âmbito do mercado global, o que favoreceu a formação de blocos econômicos regionais - alianças econômicas em que os parceiros estabelecem relações econômicas privilegiadas. O bloco econômico que, sem adotar uma moeda única, busca a livre circulação de pessoas, mercadorias, capitais e serviços dos seus países membros e, ao mesmo tempo, elimina as tarifas aduaneiras internas e adota tarifas comuns para o mercado fora do bloco, pode ser classificado como:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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