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Português

Substantivo comum

Alice Martins
Publicado por Alice Martins
Última atualização: 11/10/2018

Introdução

Definição

O substantivo comum é uma das classes do substantivo e é usado para nomear qualquer ser de uma espécie (objetos, lugares, pessoas, animais) de forma genérica, isto é, sem especificar. Por exemplo: “mulher”, “menino” e “homem” são substantivos comuns que designam seres de uma espécie, no caso “pessoas”, sem especificar cada ser. Quando eu digo “menino”, não me refiro a um menino em particular, mas a qualquer menino.

Por nomear os seres no contexto geral, o substantivo comum é escrito com a primeira letra minúscula.

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Substantivo comum e substantivo próprio

O substantivo comum difere principalmente do substantivo próprio, que é aquele usado para especificar ou particularizar o ser a que se refere dentro da espécie. “Marcela”, “João” e “Guimarães Rosa” são exemplos de substantivos próprios, pois referem-se a determinados seres dentro de uma mesma espécie de maneira particular, diferenciando-os de outros. Por particularizar o indivíduo, o substantivo próprio é escrito com a primeira letra maiúscula, diferente do substantivo comum.

Veja a diferença entre um substantivo comum e um substantivo próprio:

  • São Paulo é muito agitada. É conhecida como a cidade que nunca dorme. (“São Paulo” = substantivo próprio; “cidade” = substantivo comum);
  • Lívia é uma mulher muito inteligente. (“Lívia” = substantivo próprio; “mulher” = substantivo comum).

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Exemplos de substantivos comuns

  • Palavras que nomeiam objetos: mesa, cadeira, sofá, estante, livro, garfo, faca, prato, garrafa;
  • Palavras que nomeiam pessoas: homem, mulher, menina, menino, criança, garota, garoto, pai, mãe;
  • Palavras que nomeiam lugares: país, cidade, estado, bairro, município, rua, planeta;
  • Palavras que nomeiam animais: gato, cachorro, cobra, coelho, elefante;
  • Palavras que nomeiam plantas: árvore, planta, flor, capim.

Substantivo comum.Substantivo comum.


Exercícios

Exercício 1
(UNESP/2012)

Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, poeta e cidadão

A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.

Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.

De repente não tinha pai.

No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor

[tua lembrança

Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância

Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino

Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna

Tinham-se apenas acendido os Iampiões a gás, e a clarineta

De Augusto geralmente procrastinava a tarde.

Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho

Rangia nos trilhos a muitas praias de distância...

Dizíamos: "Ê-vem meu pai!". Quando a curva

Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos

Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes

Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último

Os doces espinhos da tua barba.

Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e

[paciência

Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura

De quem se deixou ser. Teus ombros possantes

Se curvavam como ao peso da enorme poesia

Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos

Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios

Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo 

Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras

Mirando o mar). Dize-me, meu pai

Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance

Que nunca revelaste a ninguém?

Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta

[exausto no último lance da maratona.

Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais

Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa

humilde

A um gesto do mar. A noite se fechava

Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.

Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando

[o mar

Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios

Buscavam ilhas, outras ilhas... - as imaculadas, inacessíveis

Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar

E trazer - depositar aos pés da amada as joias fulgurantes

Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles

Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante

Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência

De vastos e noturnos oceanos

Sem jamais.

Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste

A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar

Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor

Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas

Teu amor inventou. Financiaste uma lancha

Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia

Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.

Doze luas voltaste. Tua primogénita - diz-se -

Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas

[águas-marinhas.

(Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)

(*) Semovente: "Que ou o que anda ou se move por si próprio." 

(**) Marraio: "No gude e noutros jogos, palavra que dá, a quem primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar." 

(***) Provecto: "Que conhece muito um assunto ou uma ciência, experiente, versado, mestre". 

(Dicionário Eletrônico Houaiss)

“Partiste um dia / Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula”. O emprego da palavra brasil com inicial minúscula, no poema de Vinicius, tem a seguinte justificativa:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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