A leitura em queda pelo mundo é uma realidade comprovada por pesquisas internacionais e nacionais, impulsionada pela cultura digital e excesso de telas;
O incentivo à leitura na infância desenvolve concentração, linguagem, pensamento crítico e aumenta as chances de formar adultos leitores;
O hábito de ler começa no exemplo e na constância. Família e escola têm papel decisivo na criação dessa prática.
A leitura está em queda pelo mundo. Pesquisas recentes nos EUA, na Europa e também no Brasil mostram que cada vez menos pessoas mantêm o hábito de ler por prazer — e a tendência preocupa educadores e especialistas.
Esses dados são alarmantes, já que o hábito da leitura é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. É nesse cenário que aimportância da leitura na infância se torna ainda mais evidente.
Criar o hábito de ler desde cedo é uma das formas mais eficazes de mudar essa realidade. A leitura ajuda as crianças a desenvolver imaginação, concentração e autonomia, além de formar futuros leitores em um mundo cada vez mais digital.
Neste artigo, você vai entender por que a leitura vem diminuindo globalmente, e como é possível estimular as crianças a continuar lendo, mesmo em tempos digitais.
Confira os tópicos que vamos abordar:
Porque o brasileiro lê tão pouco?
O que a OMS diz sobre a leitura?
O que a BNCC diz sobre leitura?
Porque os jovens não leem mais livros?
Qual a importância do ler na educação infantil?
Qual é a melhor forma de incentivar a criança a ler?
Porque o brasileiro lê tão pouco?
A leitura em queda pelo mundo também é uma realidade no Brasil — e os números ajudam a explicar o cenário.
Houve uma redução de cerca de 6,7 milhões de leitores em quatro anos;
Apenas 27% terminaram um livro inteiro nos três meses anteriores à pesquisa.
Ou seja: além de menos pessoas lerem, muitas não conseguem manter a leitura até o fim.
Mas por que isso está acontecendo?
1. Impacto da cultura digital
Redes sociais, vídeos curtos, notificações constantes e consumo rápido de conteúdo disputam a atenção o tempo todo.
Vivemos na chamada “era da dopamina”, marcada por estímulos imediatos e recompensas rápidas. A leitura, por outro lado, exige concentração, silêncio, tempo contínuo e esforço cognitivo.
Para muitas pessoas, manter o foco em um livro se tornou mais difícil do que rolar a tela do celular.
2. Falta de tempo e rotina acelerada
A pesquisa também aponta que muitos brasileiros afirmam não ler por falta de tempo, desinteresse ou pela preferência a outras atividades.
A vida moderna é multitarefa. Assistimos TV enquanto usamos o celular e respondemos mensagens. Nesse cenário, a leitura acaba ficando para depois.
3. Pouco incentivo desde a infância
Um dado importante da pesquisa apontou que apenas 17% dos leitores afirmaram ter sido influenciados pela família a gostar de ler.
Isso mostra como a importância da leitura na infância é decisiva. Quando o hábito não é construído cedo, ele dificilmente se consolida na vida adulta.
Quais são as consequências dessa queda?
A redução do hábito de leitura pode impactar:
Desenvolvimento do vocabulário;
Capacidade de interpretação;
Pensamento crítico;
Concentração prolongada;
Desempenho escolar.
Além disso, estudos internacionais associam a leitura regular a menor estresse, melhor memória e até maior longevidade. O cenário é desafiador — mas não irreversível. E é justamente por isso que falar sobre incentivo à leitura infantil se torna urgente.
O que a OMS diz sobre a leitura?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a manutenção da função cognitiva é essencial para uma vida mais longa e com maior bem-estar. Nesse contexto, hábitos como a leitura são aliados importantes da saúde mental.
Assim como o corpo precisa de exercício físico, o cérebro também se beneficia de estímulos constantes. E a leitura funciona como um verdadeiro treino cognitivo.
Estudos apontam que manter o hábito de ler pode:
Melhorar a memória;
Reduzir o estresse; Aumentar a concentração;
Ajudar na prevenção do declínio cognitivo;
Contribuir para um envelhecimento mais saudável.
Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Yale, por exemplo, indicou que leitores frequentes vivem, em média, quase dois anos a mais do que os não leitores.
Diante desse cenário, a importância da leitura na infância fica ainda mais evidente: o hábito que protege o cérebro no futuro começa a ser construído nos primeiros anos de vida.
O que a BNCC diz sobre leitura?
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a leitura como um dos pilares da educação básica. Desde a Educação Infantil, o documento orienta que as crianças tenham contato frequente com textos, histórias, livros e diferentes gêneros textuais.
O objetivo não é apenas alfabetizar, mas formar leitores capazes de interpretar, imaginar, questionar e se expressar.
Na prática, isso significa que a escola tem um papel essencial na formação do hábito de leitura. Por isso, cabe ao professor:
Ler em voz alta;
Estimular rodas de leitura;
Trabalhar diferentes tipos de texto;
Incentivar a interpretação e a conversa sobre histórias.
A importância da leitura na infância, segundo a própria lógica da BNCC, está na construção da autonomia e do pensamento crítico desde cedo.
Mas a escola não faz isso sozinha. O incentivo em casa — com pais que leem, contam histórias ou reservam um tempo para livros — é o complemento que fortalece o hábito e transforma a leitura em parte natural da rotina da criança.
Porque os jovens não leem mais livros?
Um dos principais motivos para a leitura em queda pelo mundo é a mudança no padrão de consumo de conteúdo que começa já na infância e na adolescência.
Hoje, grande parte do tempo livre é ocupado pelas redes sociais, vídeos curtos, jogos online e streamings.
Essas atividades oferecem recompensas rápidas e constantes, estimulando a liberação de dopamina — o neurotransmissor ligado ao prazer e à sensação de recompensa. O problema? O cérebro passa a se acostumar com estímulos imediatos.
E a leitura não funciona assim. Ler um livro exige:
Concentração prolongada;
Esforço cognitivo;
Imaginação ativa;
Processamento mais profundo de informações.
Enquanto o conteúdo digital é rápido e fragmentado, a leitura é mais lenta e exige envolvimento. Para muitos jovens, isso pode parecer “cansativo” quando comparado ao ritmo acelerado das telas.
Livro físico x e-book: existe diferença? Estudos indicam que a leitura em livros físicos tende a gerar melhor compreensão e retenção de conteúdo, especialmente entre crianças e adolescentes. O manuseio do livro, a noção espacial das páginas e a ausência de notificações favorecem o foco e o engajamento.
Isso não significa que o digital seja o vilão. E-books também podem ser aliados. O ponto central é o tipo de relação que a criança desenvolve com a leitura — se ela é profunda e contínua ou superficial e fragmentada.
No fim das contas, o desafio não é apenas competir com as telas, mas ensinar as crianças a desacelerar.
E é justamente aí que entra a importância da leitura na infância como construção de um hábito que deve ser incentivado e construído diariamente.
Qual a importância do ler na educação infantil?
A importância da leitura na infância vai muito além de garantir a alfabetização. O contato frequente com livros contribui diretamente para o desenvolvimento da criança em diversos aspectos:
Cognitivo: melhora da concentração, memória e raciocínio;
Linguístico: ampliação de vocabulário e melhor comunicação;
Criativo: fortalecimento da imaginação e da capacidade de criar.
Como vimos, as crianças que desenvolvem o hábito de leitura desde cedo têm mais chances de se tornarem adultos leitores.
E os dados reforçam isso: pesquisas nacionais mostram que a influência da família é decisiva na formação de leitores — cerca de 17% dos entrevistados apontam os familiares como principais incentivadores da leitura.
Qual é a melhor forma de incentivar a criança a ler?
Diante de um cenário de leitura em queda pelo mundo, muitos pais se perguntam: por onde começar?
A verdade é que incentivar a leitura na infância não exige métodos complexos, mas sim intenção e constância. Criar vínculo com os livros precisa ser uma experiência positiva, afetiva e natural, não uma obrigação.
Para isso, algumas estratégias simples podem ajudar:
Ação
Como aplicar no dia a dia
Ler junto com a criança
Leitura em voz alta para os pequenos ou momentos de leitura silenciosa compartilhada.
Combinar livros impressos com e-books de forma consciente.
Envolver escola e família
Projetos de leitura + exemplo em casa.
Como reverter a leitura em queda pelo mundo?
As pesquisas que apontam a leitura em queda pelo mundo acendem um alerta importante para famílias e educadores. Se cada vez menos pessoas mantêm o hábito de ler, a pergunta que fica é: o que podemos fazer, na prática, para mudar esse cenário?
A importância da leitura na infância não está apenas no desempenho escolar, mas na formação de indivíduos mais críticos, criativos e preparados para o futuro.
E essa construção não acontece sozinha.Família e escola caminham juntas na formação do leitor. Por isso, escolher uma instituição que valorize projetos de leitura e práticas pedagógicas alinhadas à BNCC pode fazer toda a diferença.
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