Olá! Quer uma ajudinha para descobrir sua faculdade ideal?
Ensino Básico

Leitura em queda pelo mundo: como incentivar a leitura na infância

Leitura em queda pelo mundo preocupa pais e educadores. Veja como incentivar a leitura na infância e formar leitores mesmo na era digital

Em resumo:

  • A leitura em queda pelo mundo é uma realidade comprovada por pesquisas internacionais e nacionais, impulsionada pela cultura digital e excesso de telas;
  • O incentivo à leitura na infância desenvolve concentração, linguagem, pensamento crítico e aumenta as chances de formar adultos leitores;
  • O hábito de ler começa no exemplo e na constância. Família e escola têm papel decisivo na criação dessa prática.

A leitura está em queda pelo mundo. Pesquisas recentes nos EUA, na Europa e também no Brasil mostram que cada vez menos pessoas mantêm o hábito de ler por prazer — e a tendência preocupa educadores e especialistas.

Esses dados são alarmantes, já que o hábito da leitura é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. É nesse cenário que a importância da leitura na infância se torna ainda mais evidente.

Criar o hábito de ler desde cedo é uma das formas mais eficazes de mudar essa realidade. A leitura ajuda as crianças a desenvolver imaginação, concentração e autonomia, além de formar futuros leitores em um mundo cada vez mais digital.

Neste artigo, você vai entender por que a leitura vem diminuindo globalmente, e como é possível estimular as crianças a continuar lendo, mesmo em tempos digitais.

Confira os tópicos que vamos abordar: 

  • Porque o brasileiro lê tão pouco?
  • O que a OMS diz sobre a leitura?
  • O que a BNCC diz sobre leitura?
  • Porque os jovens não leem mais livros?
  • Qual a importância do ler na educação infantil? 
  • Qual é a melhor forma de incentivar a criança a ler?
adolescente lendo livro na biblioteca ilustrando sobre leitura em queda pelo mundo

Porque o brasileiro lê tão pouco?

A leitura em queda pelo mundo também é uma realidade no Brasil — e os números ajudam a explicar o cenário.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil de 2024, do Instituto Pró-Livro:

  • 53% dos brasileiros se declaram não-leitores;
  • Houve uma redução de cerca de 6,7 milhões de leitores em quatro anos;
  • Apenas 27% terminaram um livro inteiro nos três meses anteriores à pesquisa.

Ou seja: além de menos pessoas lerem, muitas não conseguem manter a leitura até o fim.

Mas por que isso está acontecendo?

1. Impacto da cultura digital

Redes sociais, vídeos curtos, notificações constantes e consumo rápido de conteúdo disputam a atenção o tempo todo.

Vivemos na chamada “era da dopamina”, marcada por estímulos imediatos e recompensas rápidas. A leitura, por outro lado, exige concentração, silêncio, tempo contínuo e esforço cognitivo. 

Para muitas pessoas, manter o foco em um livro se tornou mais difícil do que rolar a tela do celular.

2. Falta de tempo e rotina acelerada

A pesquisa também aponta que muitos brasileiros afirmam não ler por falta de tempo, desinteresse ou pela preferência a outras atividades.

A vida moderna é multitarefa. Assistimos TV enquanto usamos o celular e respondemos mensagens. Nesse cenário, a leitura acaba ficando para depois.

3. Pouco incentivo desde a infância

Um dado importante da pesquisa apontou que apenas 17% dos leitores afirmaram ter sido influenciados pela família a gostar de ler.

Isso mostra como a importância da leitura na infância é decisiva. Quando o hábito não é construído cedo, ele dificilmente se consolida na vida adulta.

Quais são as consequências dessa queda?

A redução do hábito de leitura pode impactar:

  • Desenvolvimento do vocabulário;
  • Capacidade de interpretação;
  • Pensamento crítico;
  • Concentração prolongada;
  • Desempenho escolar.

Além disso, estudos internacionais associam a leitura regular a menor estresse, melhor memória e até maior longevidade. O cenário é desafiador — mas não irreversível. E é justamente por isso que falar sobre incentivo à leitura infantil se torna urgente.

O que a OMS diz sobre a leitura?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a manutenção da função cognitiva é essencial para uma vida mais longa e com maior bem-estar. Nesse contexto, hábitos como a leitura  são aliados importantes da saúde mental.

Assim como o corpo precisa de exercício físico, o cérebro também se beneficia de estímulos constantes. E a leitura funciona como um verdadeiro treino cognitivo.

Estudos apontam que manter o hábito de ler pode:

  • Melhorar a memória;
  • Reduzir o estresse;
    Aumentar a concentração;
  • Ajudar na prevenção do declínio cognitivo;
  • Contribuir para um envelhecimento mais saudável.

Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Yale, por exemplo, indicou que leitores frequentes vivem, em média, quase dois anos a mais do que os não leitores.

Diante desse cenário, a importância da leitura na infância fica ainda mais evidente: o hábito que protege o cérebro no futuro começa a ser construído nos primeiros anos de vida.

O que a BNCC diz sobre leitura?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a leitura como um dos pilares da educação básica. Desde a Educação Infantil, o documento orienta que as crianças tenham contato frequente com textos, histórias, livros e diferentes gêneros textuais.

O objetivo não é apenas alfabetizar, mas formar leitores capazes de interpretar, imaginar, questionar e se expressar.

Na prática, isso significa que a escola tem um papel essencial na formação do hábito de leitura. Por isso, cabe ao professor:

  • Ler em voz alta;
  • Estimular rodas de leitura;
  • Trabalhar diferentes tipos de texto;
  • Incentivar a interpretação e a conversa sobre histórias. 

A importância da leitura na infância, segundo a própria lógica da BNCC, está na construção da autonomia e do pensamento crítico desde cedo.

Mas a escola não faz isso sozinha. O incentivo em casa — com pais que leem, contam histórias ou reservam um tempo para livros — é o complemento que fortalece o hábito e transforma a leitura em parte natural da rotina da criança.

Porque os jovens não leem mais livros?

Um dos principais motivos para a leitura em queda pelo mundo é a mudança no padrão de consumo de conteúdo que começa já na infância e na adolescência.

Hoje, grande parte do tempo livre é ocupado pelas redes sociais, vídeos curtos, jogos online e streamings

Essas atividades oferecem recompensas rápidas e constantes, estimulando a liberação de dopamina — o neurotransmissor ligado ao prazer e à sensação de recompensa. O problema? O cérebro passa a se acostumar com estímulos imediatos.

menina lendo livro ilustrando a leitura em queda pelo mundo

E a leitura não funciona assim. Ler um livro exige:

  • Concentração prolongada;
  • Esforço cognitivo;
  • Imaginação ativa;
  • Processamento mais profundo de informações.

Enquanto o conteúdo digital é rápido e fragmentado, a leitura é mais lenta e exige envolvimento. Para muitos jovens, isso pode parecer “cansativo” quando comparado ao ritmo acelerado das telas.

Livro físico x e-book: existe diferença?
Estudos indicam que a leitura em livros físicos tende a gerar melhor compreensão e retenção de conteúdo, especialmente entre crianças e adolescentes. O manuseio do livro, a noção espacial das páginas e a ausência de notificações favorecem o foco e o engajamento.

Isso não significa que o digital seja o vilão. E-books também podem ser aliados. O ponto central é o tipo de relação que a criança desenvolve com a leitura — se ela é profunda e contínua ou superficial e fragmentada.

No fim das contas, o desafio não é apenas competir com as telas, mas ensinar as crianças a desacelerar.

E é justamente aí que entra a importância da leitura na infância como construção de um hábito que deve ser incentivado e construído diariamente. 

Qual a importância do ler na educação infantil?

A importância da leitura na infância vai muito além de garantir a alfabetização. O contato frequente com livros contribui diretamente para o desenvolvimento da criança em diversos aspectos: 

  1. Cognitivo: melhora da concentração, memória e raciocínio;
  2. Linguístico: ampliação de vocabulário e melhor comunicação;
  3. Socioemocional: desenvolvimento da empatia e da compreensão de sentimentos;
  4. Criativo: fortalecimento da imaginação e da capacidade de criar.

Como vimos, as crianças que desenvolvem o hábito de leitura desde cedo têm mais chances de se tornarem adultos leitores.

E os dados reforçam isso: pesquisas nacionais mostram que a influência da família é decisiva na formação de leitores — cerca de 17% dos entrevistados apontam os familiares como principais incentivadores da leitura.

Qual é a melhor forma de incentivar a criança a ler?

Diante de um cenário de leitura em queda pelo mundo, muitos pais se perguntam: por onde começar?

A verdade é que incentivar a leitura na infância não exige métodos complexos, mas sim intenção e constância. Criar vínculo com os livros precisa ser uma experiência positiva, afetiva e natural,  não uma obrigação.

Para isso, algumas estratégias simples podem ajudar:

AçãoComo aplicar no dia a dia
Ler junto com a criançaLeitura em voz alta para os pequenos ou momentos de leitura silenciosa compartilhada.
Criar um ambiente atrativoCantinho aconchegante, livros acessíveis e adequados à idade.
Estabelecer rotina10 a 20 minutos por dia já fazem diferença.
Equilibrar físico e digitalCombinar livros impressos com e-books de forma consciente.
Envolver escola e famíliaProjetos de leitura + exemplo em casa. 

Como reverter a leitura em queda pelo mundo?

As pesquisas que apontam a leitura em queda pelo mundo acendem um alerta importante para famílias e educadores. Se cada vez menos pessoas mantêm o hábito de ler, a pergunta que fica é: o que podemos fazer, na prática, para mudar esse cenário?

pai lendo com filho mostrando importância da leitura na infância

A importância da leitura na infância não está apenas no desempenho escolar, mas na formação de indivíduos mais críticos, criativos e preparados para o futuro.

E essa construção não acontece sozinha. Família e escola caminham juntas na formação do leitor. Por isso, escolher uma instituição que valorize projetos de leitura e práticas pedagógicas alinhadas à BNCC pode fazer toda a diferença.

Se você busca uma escola que incentive o hábito da leitura e ofereça um ambiente estimulante para o desenvolvimento do seu filho ou filha, vale conhecer as bolsas de estudo da Quero Escola. Com essa oportunidade, é possível garantir qualidade de ensino e ainda economizar.

Gostou desse conteúdo? Então compartilhe com outros pais e responsáveis que gostariam de saber mais sobre a leitura em queda pelo mundo e a importância de incentivar a leitura na infância. Aproveite e leia outros artigos do nosso blog. 

Como estudar com bolsa de estudo?

Com a Quero Escola, você encontra bolsas de estudo em escolas particulares de todo o Brasil de forma simples, segura e sem burocracia. 

Descubra as opções que mais se encaixam no perfil do seu filho ou filha, economize com bolsas de estudo de até 80% e aproveite benefícios exclusivos como inglês gratuito, seguro educacional e cursos online.

Não perca tempo! Clique no botão abaixo, e garanta a bolsa de estudo ideal para a sua família. 

Entenda como funciona a Quero Escola

Se você se interessou e quer saber mais sobre como ela funciona, confira abaixo um artigo exclusivo e entenda melhor como conseguir uma bolsa com diversos benefícios!

Gostando dessa matéria?

Inscreva-se e receba nossos principais posts no seu e-mail

Personagem segurando um sino de notificações