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Oii, Marilane! Tudo bem? Essa é uma pergunta muito comum. A resposta curta é: o Direito exige muito mais raciocínio do que decoreba, especialmente nos anos finais da faculdade e na prática profissional (como na OAB e concursos). Mas vamos detalhar para você entender o equilíbrio: 1. Nos primeiros semestres (fase mais “decoreba”) · Disciplinas como Introdução ao Direito, Teoria Geral do Estado, História do Direito e Parte Geral do Código Civil exigem memorização de conceitos, classificações e prazos. · Você precisará saber de cor, por exemplo, o conceito de ato jurídico ou os prazos prescricionais. Sem isso, não consegue raciocinar depois. 2. A partir do 3º/4º semestre (predomínio do raciocínio) · As provas passam a apresentar casos concretos (situações hipotéticas). Você deve: · Identificar o problema jurídico. · Escolher os artigos de lei aplicáveis (não precisa decorar o número exato, mas saber onde encontrar). · Construir um argumento lógico-jurídico (tese). · Concluir. · Isso exige raciocínio crítico, analógico e sistemático. Exemplo: “João, 16 anos, comprou um carro. O negócio é válido? Por quê?” → Você usa o raciocínio sobre capacidade civil (art. 1º do CC) e anulabilidade. 3. Como funcionam as provas típicas de Direito: · Questões objetivas: misturam decoreba de prazos, conceitos e jurisprudência + interpretação de pequenos casos. · Questões discursivas (peças processuais ou pareceres): 100% raciocínio. O aluno recebe uma demanda real e tem que montar a estratégia jurídica, citar leis pertinentes e argumentar. 4. Na OAB e concursos jurídicos: · As bancas (FGV, Vunesp, Cespe) odeiam “decoreba pura”. A maioria das questões apresenta um fato e pergunta a conclusão correta. · Você pode ter a lei em mãos (nas provas práticas), mas sem raciocínio não resolve nada. Já viu que a lei não resolve sozinha. Conclusão prática para você: · Decore apenas o indispensável: prazos, súmulas vinculantes, elementos de conceitos legais (ex: o que é litigância de má-fé?). · Invista seu tempo em resolver questões antigas e casos práticos. Treine o raciocínio: “Se A, então B, exceto se C”. · No Direito, quem só decora tira nota média; quem raciociona bem tira nota alta e se destaca.