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História Geral

Os persas

Daniel Zem Bernardes
Publicado por Daniel Zem Bernardes
Última atualização: 11/4/2019

Introdução

Retrato de homem persa nas ruínas de Persépolis

Os persas foram um povo que habitou a região que hoje conhecemos como Irã há muito tempo atrás, cerca de 2000 a.C. O planalto Iraniano, localizado ao leste da Mesopotâmia, tinha um clima predominantemente seco, sendo as suas terras pouco férteis. Contudo, os persas conseguiram prevalecer contra essas adversidades, estabelecendo um grande império, que se estendeu até o Egito.

A religião persa também foi um dos seus aspectos mais importantes e marcantes. Acredita-se que o zoroastrismo influenciou diversas religiões, inclusive o cristianismo e o islamismo, por conta da sua filosofia religiosa: o maniqueísmo.

Nos próximos tópicos, vamos entender qual foi sua origem e como se desenvolveu o império persa.

A origem da Pérsia

Os persas eram descendentes dos indo-europeus, que primeiro começaram a povoar a região ao leste da mesopotâmia, cerca de 6000 a.C. Acredita-se que essas levas imigratórias se estenderam até 2000 a.C., quando os povos começaram a melhor se estabelecer na região, abandonando o nomadismo.

Por volta de 1000 a.C., um grupo de nômades indo-europeus se estabeleceu na região sul do Irã, conhecida por Persis. Assim, o grupo dos nômades, chamados parsas, começaram a ser conhecidos e reconhecidos como persas pelo mundo ocidental antigo. Por fim, se entendia como Pérsia as regiões onde se predominava a língua e a cultura persa. 

Os persas não foram os únicos povos a se estabelecerem efetivamente no planalto iraniano. Na verdade, durante o século VIII a.C., os povos nômades da região, já haviam se organizado em pequenos estados monárquicos que disputavam entre si o controle do planalto, sendo os maiores o Reino dos Persas e o Reino dos Medos, que se situavam ao leste da Mesopotâmia. Acredita-se que os Medos se estabeleceram na região antes dos persas, tendo exercido o controle regional e o expandindo até a Mesopotâmia. Os medos também foram responsáveis pela queda do Império Assírio.

A hegemonia dos Medos durou até o século VI a.C., quando começou a enfraquecer devido a disputas militares e da ascensão dos persas. Assim, em 550 a.C., Ciro I (rei dos persas), conquistou o reino dos Medos, o que levou a unificação política da região, dando origem ao Império Persa.

O império Persa (550 a.c - 330 a.c) 

Apesar de consideravelmente breve, o império persa teve uma rápida e consistente expansão, tendo conquistado e unificado politicamente toda a região da antiguidade oriental.

O império começa com a Ciro I (559 a.C. - 529 a.C.) e a dinastia Aquemênida. Ciro I foi responsável pela unificação do Império Persa. Até sua morte, a Pérsia já havia conquistado todo o planalto iraniano, assim como a Mesopotâmia. Sucedido por seu filho Cambises (529 a.C. - 522 a.C.), a Pérsia se expandiu até o Egito, conquistando-o após a batalha de pelusa, em 525 a.C.. 

O auge do Império Persa veio com o Dario I (512 a.C. - 484 a.C., após a retirada de um impostor do trono. Dario I foi o responsável por controlar o grande território persa após diversas revoltas em seus domínios e de ainda manter um intenso avanço expansionista, tendo conquistado as regiões norte da Índia e da Trácia.

Dario I dividiu todo o império em satrapias, que eram províncias governadas por um sátrapa, que nem sempre tinha uma origem persa. Isso acontecia pois Dario I manteve a mesma estratégia de apaziguamento dos territórios conquistados que era utilizado por Ciro I: o alinhamento com as antigas elites e a tolerância com religião e cultura local.

Com a divisão do império em 20 satrapias, Dario I construiu grandes estradas que eram interligadas, ligando as capitais do Império - Susa, Persépolis e Pasárgada - assim como foi instituída a primeira unidade monetária internacional, o dárico de ouro, que contribuiu para a prosperidade do império, que passou a exercer mais atividades comerciais, nascendo uma classe social de ricos comerciantes, por consequência, aumentando o artesanato no império também.

Contudo, Dário I deu início às guerra médicas (499 a.C. - 459 a.C.), após a tentativa do domínio das cidade-estados da Jônia. Em sequência, Xerxes I, filho de Dário, (484 a.C. - 465 a.C.) fracassou ao tentar conquistar a Grécia. Com a sua derrota pelos gregos, o império persa se viu enfraquecido e aos poucos foi sendo desmantelado, até que então, foi dominado pelos macedônios em 330 a.C., por Alexandre Magno.

Extensão do Império Persa no seu auge

Características culturais e socioeconômicas do império persa

Não existem muitos registros de como se organizava a sociedade persa durante a dinastia Aquemênida. O que se sabe é que ela se baseava em um modelo agrário, onde existiam três classes tradicionais: os militares ou aristocratas, os sacerdotes, também chamado de magos, e os camponeses e pastores. Existia um rei que governava a Pérsia, que detinha os poderes em sua mão, tanto políticos quanto religiosos. A pirâmide social da Pérsia se dava da seguinte maneira: no topo, o rei e sua família, seguido pelos militares ou aristocratas, depois pelos sacerdotes, e na base, encontravam-se os camponeses e os pastores. A pirâmide seguia uma descendência patriarcal.

Vale ressaltar que os aspectos socioeconômicos foram se desenvolvendo conforme a expansão do império, de acordo com o contato com outros povos. Isso se deu por conta da estratégia feita por Ciro I, que manteve a tolerância sobre a cultura dos povos conquistados assim como se alinhou às suas elites. Contudo, acredita-se que a essência cultura persa nunca foi perdida.

Talvez o aspecto mais marcante sobre a cultura da Pérsia seja a sua religião. Conhecida por ser a religião precursora da filosofia maniqueísta, isso é, o dualismo entre o bem e o mal. O zoroastrismo influenciou as grandes religiões do mundo moderno, como por exemplo, o judaísmo, cristianismo e islamismo.

O zoroastrismo recebe esse nome por conta de seus fundamentos terem sido feitos pelo lendário poeta Zoroastro, também conhecido por Zaratustra. A religião, como dito acima era dualista, onde existia o deus do bemAhura-Mazda, e o deus do mal, que era o antagonista ao deus do bem, Arimã. Assim como as demais religiões da antiguidade oriental, o zoroastrismo era teocrático, ou seja, a religião exercia um papel político nas mãos do rei.


Exercícios

Exercício 1
(UFRR/2016)

Historicamente, situa-se o surgimento do Estado e da escrita entre as primeiras civilizações surgidas no oriente. Apesar de possuírem culturas muito distintas e terem contribuído com diferentes legados, podemos afirmar que um traço comum entre a religião de Egípcios, Mesopotâmios, Hebreus e Persas era:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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