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Sociologia

Cultura de Massa

Maria Clara Cavalcanti
Publicado por Maria Clara Cavalcanti
Última atualização: 3/6/2019

Introdução

Cultura de Massa é o termo empregado para significar o processo de produção de bens de consumo (de vários tipos) que alcancem uma grande parcela da população, com fins fundamentalmente lucrativos e comerciais. Cultura de Massa, portanto, se refere ao processo de mercantilização da cultura por parte dos esforços de toda uma Indústria Cultural. 

Esse processo se dá a partir da inserção de produtos/ideias/conceitos industriais no âmbito da cultura e os esforços para que estes atinjam “em massa” a população com o único objetivo de gerar relações comerciais. A Cultura de Massa é, por isso, parte integrante do sistema capitalista e de seus fenômenos decorrentes. 

Podem ser considerados elementos da cultura de massa variadas formas de expressão, como a música, dança, séries, filmes, moda, esportes, etc. Além disso, os maiores difusores da cultura de massa são os chamados meios de comunicação em massa, como a televisão, os jornais, a internet, as revistas - entre outros - e que atuam, portanto, no processo de homogeneização da cultura, como falaremos mais adiante. 

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Origens

O desenvolvimento tecnológico presente a partir do século XIX gerou transformações profundas nos modos de vida da população e nas formas com que produziam e consumiam bens culturais. 

O surgimento e propagação dos meios de comunicação de massa e dos produtos industriais provocaram rupturas em relação às formas culturais anteriores, principalmente por conta do alastramento daquilo que era produzido neste novo contexto. 

Entretanto, foi somente após a II Guerra Mundial que os conceitos “Cultura de Massa” e, sobretudo, “Indústria Cultural” ganharam contornos e força dentro do meio intelectual. Na chamada Escola de Frankfurt, os teóricos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer produziram inúmeras reflexões sobre o advento da produção cultural para as massas. 

Legenda: Theodor Adorno e Max Horkheimer, importantes intelectuais alemães da Escola de Frankfurt e teóricos da “Indústria Cultural”. 

Indústria Cultural foi o termo escolhido pelos autores para fazer referência aos grandes centros de produção de comunicação em massa, responsáveis pela criação, divulgação e propagação de informações, serviços e produtos. O termo faz menção ao fato de que, como em qualquer indústria, a produção de bens culturais estaria a favor do consumo em massa, do lucro e, portanto, do capitalismo. 

Ainda segundo Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultural e a Cultura de Massa são responsáveis pelo processo de alienação e homogeneização da população, uma vez que seus produtos são pré-definidos, homogêneos e carentes de profundidade política ou reflexão social. Para estes intelectuais, esses produtos servem como empecilho para o questionamento de sistemas vigentes por parte da população. 

Já outro teórico alemão ligado à Escola de Frankfurt, Walter Benjamin, considerava que, apesar das problemáticas relacionadas aos conteúdos e homogeneização, a cultura de massa proporcionava um acesso mais amplo de classes menos privilegiadas aos bens culturais. 

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Características da Cultura de Massa

Algumas características da Cultura de Massa são: 

  • a ampliação do acesso da população aos bens culturais;
  • homogeneização da população, uma vez que são propagados modelos planos e homogêneos de cultura que reproduzem formas de ser, vestir, gostar e estar no mundo que não levam em consideração as individualidades e especificidades identitárias das pessoas. Ou seja, os consumidores são encarados como um corpo homogêneo, a “massa”;
  • os produtos consumidos têm amplo alcance graças às tecnologias de informação e de transporte disponíveis;
  • as vendas e o consumo são seus objetivos fundamentais; e são realizados em larga escala, conforme os padrões do mercado financeiro e industrial;
  • as mídias (ou meios de comunicação em geral) são parte fundamental, uma vez que são responsáveis pelo processo de divulgação;
  • alienação dos indivíduos, uma vez que a partir da atratividade dos elementos estéticos dos produtos e das sensações de prazer, diversão e lazer é proporcionada certa “fuga da realidade” que, segundo Adorno e Horkheimer,  é responsável pela alienação e pacificação das pessoas em relação à exploração capitalista a que são submetidas.

Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2010)

O trecho da canção faz referência a uma das dinâmicas centrais da globalização, diretamente associada ao processo de:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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