Sobre
Sobre
Como funciona
Como funciona o Quero Bolsa?
Ligue grátis
0800
0800 941 3000
Seg - Sex 8h-22h
Sábado 9h-13h
Aceitamos ligação de celular
banner image banner image
Profissões

Como é ser uma cientista?

por Patrícia Carvalho em 18/02/20

cientista fazendo analise

A profissão de cientista pode até parecer um sonho distante ou de infância mas ela é a realidade de mais de 200 mil pessoas no Brasil, de acordo com os últimos dados publicados pelo Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 2016.

Do total de pesquisadores, 122.103 são mulheres. Já em relação às bolsas de estudo oferecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as mulheres representam 60%. 

Embora pareça um cenário favorável, ao olhar a fundo a distribuição de pesquisadores por área é possível perceber a predominância de homens. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP) a partir de dados da Academia Brasileira de Ciências (ABC), na área de Engenharia, Ciências Exatas e da Terra, Engenharia Elétrica possuía 13 mulheres e 269 homens. Em Física, 101 mulheres para 806 homens e em Matemática, 29 mulheres para 271 homens. 

A física, doutora em Engenharia de Materiais e pesquisadora no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron do Centro Nacional de Pesquisa e Energia em Materiais (CNPEM), Cristiane Rodella, conta que encontrou dificuldades para ingressar na área científica. “O meu espaço na ciência e pesquisa eu sempre conquistei com muito empenho, estudo e esforço. Eu tive algumas dificuldades na minha carreira por ser mulher e ao ser questionada por ser mulher. Essas dificuldades refletiram no tempo de evolução da minha carreira científica”. 

Por outro lado, as mulheres são a maioria em pesquisas relacionadas a ciências da saúde e humanidades, com exceção das áreas de Medicina, Odontologia, Direito e Economia

Leia também: 30 universidades com maior representatividade de mulheres na pesquisa científica, segundo o MEC

Simone Maia Evaristo é bióloga no Instituto Nacional do Câncer (INCA), professora e pesquisadora na área de citopatologia. Ela conta que foi desestimulada a se tornar cientista por pessoas próximas. “Ouvia ‘isso não dá dinheiro, não é para você’, o que eu acabei esquecendo e também não levei em consideração”, desabafa.

Para a física Cristiane, a diversidade é fundamental para trazer novas ideias para a ciência. Até hoje a ciência é majoritariamente feita por homens, então é essencial aumentar essa diversidade, como termos mais mulheres na ciência, por exemplo. A mulher pode contribuir com novos pontos de vista, abordagens e com diferentes vivências e assim ampliar o conhecimento”, ressalta.

Com o objetivo de incentivar a participação das mulheres na ciência, a Unesco criou o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado anualmente no dia 11 de fevereiro.

Leia também:
+Meninas na Ciência: Projeto da UFRGS incentiva a participação feminina nas ciências exatas e tecnológicas
+Projeto Meninas SuperCientistas da Unicamp incentiva a presença feminina na área da ciência

A bióloga Simone conta que nunca se sentiu pesquisadora, embora tenha começado a se envolver com ciência aos dez anos. “Eu tive que fazer um trabalho na escola sobre alimentação e eu adorava fazer a pesquisa, correr atrás, ver informes. No final concluí que em uma região, na época da seca, o uniforme dos militares era o menor da área do nordeste por conta da falta de alimentação. O fato de eu perceber isso só usando os papéis me deixou maravilhada”, conta. Porém, Simone só foi ser chamada de pesquisadora pela primeira vez anos mais tarde, em uma reportagem sobre mulheres coragem. 

O primeiro contato com a ciência de Cristiane também foi durante o Ensino Fundamental, em uma instituição pública. “Nessa época eu já havia percebido que gostava desse mundo de laboratório, das investigações e descobertas. Já no colegial, todo ano tinha feira de ciências e eu sempre tomava a iniciativa e liderança para elaborar, executar e apresentar os experimentos. Meu envolvimento profissional com ciência veio quando fui fazer iniciação científica durante minha graduação de física. Eu aprendi muito nessa época, desde consertar tomadas até a síntese e caracterizações de cerâmicas. O aprendizado também foi além da bancada, pois passamos a ter prazos para cumprir, interação com outros colegas de grupos e técnicos, reuniões para expor os resultados e relatórios para escrever. Todas essas demandas exigem o desenvolvimento de várias competências”, explica.

Leia também: O que é Iniciação Científica?
Por que fazer Iniciação Científica?

A rotina de trabalho de uma cientista

Diferente de muitos trabalhos com tarefas e rotinas delimitadas, Sônia e Cristiane contam que a rotina de um pesquisador tende a ser mais flexível. 

No meu trabalho de pesquisadora, existem metas e vou atrás de cumpri-las da melhor maneira possível. No dia a dia tenho geralmente ‘urgências’ para resolver que podem ser administrativas, problemas com equipamentos, ajudar os alunos, responder e-mails, reuniões, fazer análise de dados, escrever projetos de pesquisa e relatórios. A vida de pesquisador é muito dinâmica na verdade, não dá para se entediar. O importante é ter em mente e na agenda as grandes metas, como sempre se informar sobre as novidades na ciência, ou seja, ler, estudar constantemente, planejar experimentos com os alunos e escrever artigos científicos para divulgar os resultados da sua pesquisa, por exemplo”, explica Cristiane, que também está envolvida no projeto e montagem de novas instalações científicas no acelerador de partículas Sirius, em Campinas. 
Leia também: Sirius: conheça as carreiras de quem trabalha no novo acelerador de elétrons brasileiro

Já Simone tenta incluir a pesquisa em toda a sua rotina. “Em tudo o que eu faço sempre dou um jeito de pesquisar. Eu trabalho analisando células, fazendo pesquisa e agora eu estou fazendo um trabalho junto com pessoas HIV de citologia anorretal. E, se eu estou dando aulas, eu cito minha pesquisa”. 

Ela ressalta que o fato de ser solteira e não ter filhos, lhe garante uma liberdade maior para pesquisar, apesar de conhecer muitas mulheres que conciliam a vida pessoal e a carreira científica. 

“Tem muita coisa que as próprias meninas não sabem o quanto elas já fazem de pesquisa. Eu acho que é [preciso] salientar o que é pesquisa. Não é só Prêmio Nobel, é a sua curiosidade de satisfazer e resolver um problema. Meninas, vocês estão sempre fazendo pesquisa sempre que têm curiosidade em resolver um problema. Ir mais a fundo, não só pesquisas de nome, mas a pesquisa da vida, do que você está trabalhando, a melhoria daquilo que você está construindo”, finaliza. 

Leia também: Mulheres na ciência: 14 cientistas para você se inspirar
banner image banner image

O que você achou deste artigo?

ALERTA DE VAGAS i-close
Você pretende trabalhar e estudar ao mesmo tempo?
ALERTA DE VAGAS i-close
Para se dedicar integralmente aos estudos é sempre bom economizar.Money c94fde8014ac9b0d5ad05d244e1821fb246018cdc3570b09f72c25fde99f7b1a

Gostaria de ser avisado sempre que uma vaga estiver disponível aqui no site Quero Bolsa?

ALERTA DE VAGAS i-close
Nós podemos te ajudar Raised hands 93ba2838e7c9b110e7b370ddadc1892902fe94722a836c919cb013fa7ced527d

Aqui no Quero Bolsa você encontra as melhores vagas em diversos turnos, até mesmo ensino a distância.

Preencha os campos abaixo para receber avisos de vagas disponíveis em nosso site de acordo com seus interesses.

ALERTA DE VAGAS i-close
Deixe seus contatos Mailbox 3aaacb172f1a1e1ba19b2e93f60f637592c84194967e63e952c08d3cb04fa7a8
ALERTA DE VAGAS i-close
Falta só mais um passo! Raised hands 93ba2838e7c9b110e7b370ddadc1892902fe94722a836c919cb013fa7ced527d

As nossas melhores vagas chegam de surpresa. Por isso fique ligado.

Com a sua confirmação enviaremos ofertas exclusivas diretamente no seu Whatsapp. Rápido, fácil, prático e na tela do seu celular.

CENTRAL DE AJUDA i-close
Como podemos te ajudar?

Gostaria de saber como o Quero Bolsa funciona e se o site é confiável.

Veja as perguntas frequentes

Quero receber vagas de acordo com meus interesses diretamente em meu e-mail e WhatsApp.

Você pretende trabalhar e estudar ao mesmo tempo?
i-close

Se por algum motivo você não utilizar a nossa bolsa de estudos, devolveremos o valor pago ao Quero Bolsa.

Você pode trocar por outro curso ou pedir reembolso em até 30 dias após pagar a pré-matrícula. Se você garantiu sua bolsa antes das matrículas começarem, o prazo é de 30 dias após o início das matrículas na faculdade.

Fique tranquilo: no Quero Bolsa, nós colocamos sua satisfação em primeiro lugar e vamos honrar nosso compromisso.

O Quero Bolsa foi eleito pela Revista Época como a melhor empresa brasileira para o consumidor na categoria Educação - Escolas e Cursos.

O reconhecimento do nosso trabalho através do prêmio Época ReclameAQUI é um reflexo do compromisso que temos em ajudar cada vez mais alunos a ingressar na faculdade.

Feito com pela Quero Educação

Quero Educação © 2011 - 2020 CNPJ: 10.542.212/0001-54