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Fisioterapia e Terapia Ocupacional: entenda a diferença

Saiba as principais diferenças entre Fisioterapia e Terapia Ocupacional, suas áreas de atuação e como escolher a melhor opção para sua carreira.



Em resumo:

  • Fisioterapia foca na recuperação e prevenção de funções físicas por meio de movimentos e técnicas específicas.
  • Terapia Ocupacional trabalha a reabilitação através de atividades do cotidiano, promovendo autonomia e inclusão social.
  • Ambas são graduações distintas, mas podem atuar de forma complementar na reabilitação de pacientes com diferentes necessidades.

Mesmo quem nunca precisou fazer um tratamento com um fisioterapeuta, já ouviu falar sobre a Fisioterapia. A Terapia Ocupacional também é bastante conhecida, apesar de não haver tantos profissionais formados como na primeira.

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Mas não é todo mundo que entende a diferença entre a atuação de cada um dos profissionais. Existe quem acha que se trate da mesma carreira. Mas, apesar de estarem na área da Saúde, Fisioterapia e Terapia Ocupacional são duas formações distintas.

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Qual a diferença entre Fisioterapia e Terapia Ocupacional?

Ambas são graduações de bacharelado, que habilitam o graduado a exercer as funções da profissão. Mas cada uma possui a formação diferente. Mesmo com as diferenças, o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional podem trabalhar de maneira complementar para cuidar da saúde dos pacientes.

“A Fisioterapia se utiliza do movimento para recuperação e a terapia ocupacional se utiliza da atividade da vida diária e prática como forma de reabilitação, por isso movimento e função se complementam”, explica Denise Flávio, presidente da Associação de Fisioterapeutas do Brasil (AFB).

Ela descreve o fisioterapeuta como “um profissional de primeiro contato que atua em todas as especialidades com o olhar voltado para a promoção e prevenção de saúde e recuperação funcional“.

“Prevenir os agravos e recuperar, na sua totalidade ou em parte, a funcionalidade” são os objetivos principais do cuidado com o paciente que busca a Fisioterapia, de acordo com Denise.

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No outro lado, o profissional de TO tem a atuação voltada aos exercícios do cotidiano. “Nós, terapeutas ocupacionais, temos um olhar diferenciado para as dificuldades e demanda de cada paciente”, explica Francine Reis, formada em Terapia Ocupacional no Centro Universitário São Camilo e atuante há mais de dez anos com reabilitação ortopédica.

Segundo ela, os profissionais trabalham “tratando, reabilitando e recuperando pessoas que apresentem alterações na realização de atividades, desde as mais simples até as mais complexas, melhorando o desempenho funcional e alcançando o maior grau de independência e de autonomia possível”.

Por estarem na área da saúde que trabalha com reabilitação, elas possuem o mesmo conselho, que é o Conselho Federal de Fisioterapia Ocupacional (Coffito). Confira os detalhes de cada curso:

Fisioterapia

O Coffito classifica a Fisioterapia como:

“Ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas.”

O fisioterapeuta é capacitado para prevenir e reabilitar física e funcionalmente as pessoas. Com técnicas como ginástica, exercícios e massagens, o profissional faz terapias para tratar doenças e lesões e restaurar, desenvolver e manter a capacidade física do paciente.

Pode trabalhar na recuperação de pessoas que tenham sofrido acidentes, tenham problemas cardíacos, respiratórios ou neurológicos, gestantes, idosos, crianças e pessoas com algum tipo de deficiência.

O mercado de trabalho é amplo para o fisioterapeuta. Ele pode atuar em hospitais, consultórios e clínicas particulares, atendimentos domiciliares, asilos, clubes esportivos, empresas e instituições de ensino e pesquisa, além de poder prestar consultoria na área.

O curso de Fisioterapia tem disciplinas da área da Saúde e das Ciências Biológicas e tem duração média de quatro anos. No segundo ano, o aluno começa a ter mais contato com as técnicas da profissão que são trabalhadas nas aulas práticas. No último ano, o estágio é obrigatório. Os estudos costumam realizar as horas nas clínicas das próprias universidades.

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Terapia Ocupacional

Já a Terapia Ocupacional é classificada pelo Coffito da seguinte forma:

 “Profissão de nível superior voltada aos estudos, à prevenção e ao tratamento de indivíduos portadores de alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psico-motoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos e/ou de doenças adquiridas.”

O terapeuta ocupacional é formado para lidar com a recuperação física ou psicológica do paciente, buscando realizar tratamentos por meio de atividades humanas de lazer e trabalho. O profissional tem papel fundamental na reabilitação de pessoas com dificuldade de inserção ao convívio social, seja por problemas físicos, mentais ou emocionais.

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Ele acompanha o desenvolvimento do paciente e sua adaptação ao tratamento. Busca trabalhar na recuperação ao longo do cotidiano com atividades do dia a dia ou exercícios físicos.

Ao ingressar no mercado de trabalho, o profissional pode atuar com atendimentos clínicos individuais ou em grupos, trabalhar em hospitais, casas de repouso, creches e escolas, centros de reabilitação ou empresas.

O curso de Terapia Ocupacional possui duração média de quatro anos. O estudante terá disciplinas nas áreas da Saúde e das Ciências Humanas. Aulas práticas começarão a fazer parte do cotidiano do aluno a partir do segundo ano. No último ano, o estágio é obrigatório em algum dos campos de atuação profissional.

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