
Quais profissões trabalham nas eleições? Confira!
| 28/09/26Conheça as profissões que trabalham nas eleições, o que cada profissional faz e quais cargos serão eleitos em 2026.
Conheça as profissões que trabalham nas eleições, o que cada profissional faz e quais cargos serão eleitos em 2026.
Em resumo:
Veja mais abaixo!
Quando milhões de brasileiros vão às urnas, existe uma grande estrutura trabalhando nos bastidores para que a votação aconteça.
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Preparar urnas eletrônicas, organizar as seções, atender eleitores, fiscalizar o processo, garantir a segurança e realizar a apuração envolve profissionais de diferentes áreas, além de cidadãos convocados ou voluntários para exercer funções temporárias.
A seguir, confira quais profissões e funções ajudam a fazer as eleições acontecerem e entenda o que cada uma faz e qual formação é necessária para atuar nessas áreas.

As eleições mobilizam desde profissionais da Justiça e da tecnologia até equipes de segurança e apoio. Algumas dessas pessoas são servidores ou integrantes de carreiras públicas; outras são contratadas para trabalhos específicos ou exercem funções temporárias durante o período eleitoral.
Confira alguns dos principais profissionais e funções envolvidos:
Os mesários estão entre as pessoas com maior contato com o eleitor no dia da votação. Eles compõem as Mesas Receptoras de Votos e ajudam a organizar a seção, identificar e habilitar eleitores, orientar o fluxo de votação e realizar os procedimentos necessários para abertura e encerramento dos trabalhos.
Não é necessário ter uma formação profissional específica para ser mesário. A função é exercida por eleitores convocados pela Justiça Eleitoral ou que se apresentam voluntariamente e são selecionados.
Portanto, apesar de serem fundamentais para a eleição, os mesários não constituem uma profissão: trata-se de uma função temporária exercida durante o processo eleitoral.
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Os juízes eleitorais são responsáveis pelas zonas eleitorais e exercem funções judiciais e administrativas relacionadas ao processo eleitoral. Entre suas atribuições estão fazer cumprir as decisões do TSE e do respectivo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e resolver questões submetidas à Justiça Eleitoral em sua área de atuação.
Uma particularidade é que a Justiça Eleitoral não possui uma carreira própria de juiz eleitoral. Nas zonas eleitorais, a função é exercida por juízes de Direito da Justiça estadual designados pelo TRE.
Para chegar à magistratura estadual, é necessário ter formação em Direito e cumprir os requisitos legais para ingresso na carreira da magistratura.
O Ministério Público Eleitoral também participa da fiscalização do processo. Sua atuação envolve a defesa da ordem jurídica e do regime democrático e o acompanhamento de questões relacionadas ao cumprimento da legislação eleitoral.
Nas zonas eleitorais, a função é exercida por promotores de Justiça estaduais. Já os procuradores regionais eleitorais atuam perante os TREs e pertencem ao Ministério Público Federal. O Ministério Público Eleitoral, portanto, não constitui uma carreira separada: sua estrutura reúne integrantes dos Ministérios Públicos Federal e estaduais.
Para essas carreiras, é necessária formação em Direito, além do cumprimento dos requisitos legais e da aprovação no concurso correspondente para ingresso no Ministério Público.
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Analistas, técnicos e outros servidores do TSE e dos TREs trabalham durante todo o ciclo eleitoral. São eles que desempenham diferentes atividades administrativas, judiciárias e técnicas necessárias ao funcionamento da Justiça Eleitoral.
A estrutura possui profissionais de diferentes áreas. No TSE, por exemplo, existem cargos e especialidades relacionados à área administrativa, judiciária, Tecnologia da Informação, Estatística, Psicologia, Engenharia, Arquitetura e outras formações.
A formação exigida depende do cargo e da especialidade. O ingresso nos cargos efetivos da Justiça Eleitoral ocorre por concurso público, conforme os requisitos estabelecidos para cada função.
A tecnologia é uma das áreas essenciais para a realização das eleições. Profissionais especializados trabalham com sistemas eleitorais, infraestrutura tecnológica, programação, segurança e suporte aos equipamentos utilizados pela Justiça Eleitoral.
Também podem existir equipes de apoio técnico mobilizadas especificamente para os períodos de preparação e votação, conforme a organização adotada pelos tribunais.
Para os cargos especializados de TI da Justiça Eleitoral, os requisitos de formação dependem do cargo e do edital. A estrutura do TSE, por exemplo, possui especialidades de Tecnologia da Informação e programação de sistemas.
A segurança das eleições também mobiliza órgãos públicos. Dependendo da localidade e do planejamento para o pleito, diferentes forças podem atuar na proteção das pessoas, dos locais de votação, dos materiais eleitorais e da logística necessária para a eleição.
Em 2026, por exemplo, TSE e Ministério da Justiça estabeleceram regras específicas para a atuação da Polícia Rodoviária Federal e de outros órgãos federais de segurança pública, com medidas destinadas a assegurar a livre circulação dos eleitores e prestar apoio à Justiça Eleitoral.
Em determinadas localidades, o TSE também pode autorizar o emprego de forças federais para reforçar a segurança e garantir a normalidade da votação e da apuração.
A formação necessária varia conforme a carreira. Para ser policial militar, policial federal, policial rodoviário federal, o ingresso depende de concurso público e dos requisitos de cada instituição. No entanto, para atuar como segurança é possível fazer cursos específicos como Gestão de Segurança ou Segurança Pública.
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Os fiscais acompanham os trabalhos eleitorais representando partidos, federações ou coligações. Eles podem fiscalizar as etapas de votação e apuração nas seções eleitorais e comunicar eventuais irregularidades pelos meios previstos na legislação.
Nas Eleições 2026, cada partido, federação ou coligação pode nomear até dois delegados por município e dois fiscais para cada Mesa Receptora, embora apenas um fiscal de cada partido, federação ou coligação possa atuar por vez na mesa.
Não é exigida uma graduação específica para exercer a função de fiscal partidário. A regulamentação de 2026 estabelece, entre outras condições, que a escolha não pode recair sobre pessoa menor de 18 anos nem sobre quem já integre, por nomeação da Justiça Eleitoral, uma mesa receptora, equipe de apoio logístico ou junta eleitoral.
Assim como ocorre com os mesários, ser fiscal eleitoral é uma função exercida durante o processo eleitoral, e não uma profissão específica.
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As eleições também mobilizam jornalistas, repórteres, fotógrafos, cinegrafistas, produtores, editores e outros profissionais responsáveis por informar a população sobre a votação, a apuração e os resultados.
Diferentemente de mesários e servidores eleitorais, esses profissionais não integram a estrutura responsável por administrar a eleição. Eles atuam na cobertura jornalística do processo, trabalhando para emissoras de televisão e rádio, jornais, portais, agências de notícias e outros veículos de comunicação.
A formação depende da função desempenhada. Jornalistas devem cursar Jornalismo, enquanto outras atividades de comunicação e produção audiovisual possuem diferentes trajetórias de formação profissional, como Fotografia, Produção Audiovisual e Comunicação Social.
Realizar uma eleição também exige transportar equipamentos, documentos e materiais entre cartórios, depósitos e locais de votação. Por isso, motoristas e profissionais de logística podem participar das operações de preparação e realização do pleito.
O apoio logístico também pode envolver profissionais responsáveis pela organização dos locais de votação e pela distribuição, guarda e recolhimento de materiais.
Não existe uma única formação para trabalhar nessa área, porém as mais comuns são Logística e Gestão de Eventos. Os requisitos dependem da função, do órgão responsável e da forma de contratação ou designação.
No primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, os eleitores farão seis escolhas na urna.
Estarão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Como serão renovados dois terços do Senado, cada eleitor escolherá dois candidatos diferentes para senador.
A ordem de votação será:
Nas Eleições 2026, serão preenchidas 513 vagas para deputado federal, 1.035 para deputado estadual, 24 para deputado distrital e 54 para senador, além dos cargos de governador e vice-governador das 27 unidades da Federação e de presidente e vice-presidente da República.
Se houver necessidade de segundo turno, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro e será restrita às disputas para presidente da República e para governador nos locais em que houver segundo turno.
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