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Biologia

Briófitas

William Mira
Publicado por William Mira
Última atualização: 14/9/2018

Introdução

Briófitas são uma divisão de organismos dentro do Reino Vegetal (Plantae). São considerados os primeiros organismos vegetais que povoaram o ambiente terrestre. São, portanto, descendentes diretos das algas verdes.

Ainda que sejam os primeiros indivíduos presentes no ambiente terrestre, as briófitas são altamente dependentes de água, tanto para o transporte de nutrientes quanto para reprodução. Por isso, são encontradas, geralmente, em ambientes úmidos, próximos a locais de água-doce e com sombras.

A principal característica das briófitas é a ausência de vasos condutores e, assim como as pteridófitas, também não possuem sementes.

As briófitas são divididas em três grupos, sendo os musgos os mais comuns:

  • Anthrocerotophyta: antoceros;

Phaeoceros laevis, um tipo de antócero.Phaeoceros laevis, um tipo de antócero

  • Bryophyta sensu stricto: musgos;

Exemplo de um musgoExemplo de um musgo

  • Marchantiophyta: hepáticas;

Lunularia cruciata, um tipo de planta hepática. Recebe esse nome por apresentar formato achatado que se assemelha a um fígado.Lunularia cruciata, um tipo de planta hepática.

Características

São organismos eucariontes, pluricelulares e fotossintetizantes.

As briófitas não possuem vasos condutores de seiva, por isso são conhecidas como plantas avasculares.

Esses vasos condutores transportam água e nutrientes para as demais partes do vegetal de forma eficiente, de forma que, sem a presença desses vasos, como é o caso das briófitas, o vegetal se hidrata e recebe nutrientes célula a célula, de forma mais lenta, através da difusão.

Devido ao transporte de água e de nutrientes ocorrer de forma mais lenta, o tamanho dos indivíduos é comprometida. Dessa forma, as briófitas são geralmente plantas de pequeno porte, não medindo mais que poucos centímetros de comprimento.

São geralmente dióicas, isto é, há plantas masculinas e plantas femininas. A reprodução também é dependente de água.

Estrutura

Como são consideradas as plantas mais primitivas, as briófitas ainda não possuem estruturas características como raiz, caule e folhas. Apresentam, entretanto, componentes de estruturas similares, como rizóides, caulóides e filóides.

  • Rizóides: estruturas responsáveis pela fixação do vegetal no ambiente, com limitada função de absorção;
  • Caulóide: semelhante ao caule dos vegetais mais complexos, essa estrutura dá sustentação para o organismo e dela saem os filóides;
  • Filóides: estruturas clorofiladas responsáveis pelas fotossíntese, com função semelhante a das folhas nas demais divisões vegetais.

Do caulóide também pode brotar uma projeção chamada haste. Esta, contém em sua extremidade a cápsula, estrutura onde são formados os esporos relacionados a reprodução do vegetal. Essa região de haste e cápsula também é chamada de esporófito.

Estruturas presentes em um musgoEstruturas presentes em um musgo

Reprodução

As briófitas podem apresentar reprodução assexuada, dependendo da espécie. Essa reprodução assexuada é chamada de fragmentação, em que através de partes de um indivíduo, separadas deste, são formados novos indivíduos sem variação genética.

Outras espécies podem se reproduzir através de estruturas especializadas chamadas conceptáculos. Estes são carregados pela água e, ao se fixarem em outro local, formam novos indivíduos.

A reprodução sexuada das briófitas é caracterizada pela união do gameta masculino com o gameta feminino utilizando a água como meio para se transportar.

Após a fecundação (encontro desses gametas) é formado um zigoto (2n) que, após divisões meióticas gera esporos (n). Quando liberados no ambiente, os esporos germinam e formam novos indivíduos (n). O processo é melhor explicado através do ciclo de vida das briófitas.

Esse tipo de reprodução sexuada gera variabilidade genética e, por isso, está relacionada aos processos evolutivos e de diferenciação dos organismos.

Ciclo de Vida

As briófitas são plantas dióicas e com dependência de água para sua reprodução. Todos os processos que ocorrem até gerar um novo indivíduo, a partir dos esporos produzidos em outro organismo, podem ser esquematizados no Ciclo de Vida das Briófitas.

O gametófito compreende a região da base do vegetal composta pelo caulóide e pelo filóide. É haplóide e chamado de parte permanente do vegetal. Portanto, as briófitas possuem parte permanente ou dominante haplóide.

A estrutura reprodutora masculina é chamada de anterídio. É responsável por formar os gametas haplóides masculinos, chamados de anterozóides (n). A estrutura reprodutiva feminina é chamada de arquegônio. Nela, é produzido o gameta haplóide feminino oosfera (n).

Quando há água no meio em que o vegetal se encontra, os anterozóides, que são estruturas flageladas, conseguem se locomover na água até encontrar e adentrar no arquegônio. Dentro do arquegônio, o anterozóide se une à oosfera, que é um gameta imóvel. Se unem através da fecundação, formando um zigoto diplóide (2n).

Com a formação e desenvolvimento do zigoto, projeções do caulóide são formadas na região apical do vegetal, recebendo o nome de haste. Enquanto a região do caulóide e filóide, em meios reprodutivos, é chamada de gametófito (n) e é a parte sexuada do vegetal, a haste é chamada de esporófito (2n) e é a parte assexuada do vegetal.

O zigoto permanece em desenvolvimento dentro da extremidade da haste, chamada de cápsula ou esporângio. Dentro do esporângio, através de divisões meióticas, são formados os esporos (n).

Quando maduros, os esporos são liberados no ambiente através da abertura da cápsula. Os esporos, então, se fixam no ambiente e podem gerar um novo indivíduo também haplóide (n).

Ciclo de vida de um musgoCiclo de vida de um musgo

Ecologia e Importância

As briófitas formam geralmente a base dos ecossistemas vegetais. São muito encontradas em biomas como tundra e florestas tropicais e são responsáveis por reduzir os riscos de erosão no solo, além de servirem como reservatórios de água e nutrientes.

As briófitas também servem de abrigo para microfauna do ambiente. Estudos mostram que a capacidade regenerativa das briófitas funcionam como verdadeiros viveiros para outras plantas que estão passando pelos processos de sucessão ecológica e regeneração.

Devido à alta capacidade de armazenar carbono, elas estão relacionadas, também, com o ciclo do carbono nas grandes florestas.


Exercícios

Exercício 1
(UFSM)

Na passagem evolutiva de plantas aquáticas (algas verdes) para o ambiente terrestre, alguns cientistas consideram as briófitas as primeiras a apresentarem características que permitiram que as plantas invadissem esse tipo de ambiente.

No referido grupo (briófitas), uma dessas características é o(a):

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