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Literatura

Oswald de Andrade

Publicado por Laisa Ribeiro | Última atualização: 19/6/2025
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Índice

Introdução

Quando se pensa em Semana de Arte Moderna e modernismo, logo se pensa em Oswald de Andrade, afinal, ele teve um papel importante de liderança nesses marcos da história brasileira. Vem com a gente conhecer um pouco mais da história do homem que escreveu os dois manifestos mais famosos do nosso país!

Principais conclusões

  • Oswald de Andrade foi escritor paulista, poeta, dramaturgo e líder da primeira fase do modernismo brasileiro; formado em Direito e jornalista, escreveu os manifestos Pau-Brasil e Antropofágico e organizou a Semana de Arte Moderna de 1922.
  • Seus manifestos funcionavam como programas estéticos: Pau-Brasil defendia poesia-exportação valorizando elementos nacionais; Antropofágico propunha "devorar" influências estrangeiras para reinventá-las, aplicando linguagem coloquial, humor e técnicas vanguardistas.
  • Inseriu-se nas vanguardas europeias e liderou o modernismo no Brasil; organizou a Semana de Arte Moderna (1922), produziu teatro, prosa e poesia, escreveu Serafim Ponte Grande (1933), casou-se com Pagu e foi militante comunista entre 1931 e 1945.
  • No ENEM, destaque a metáfora antropofágica e a ruptura com a linguagem culta; evite confundir com Mário de Andrade, relacione literatura a artes plásticas, história e crítica social, e atente para os manifestos como programas estéticos e políticos.
  • Sua proposta de "antropofagia" legitima a apropriação criativa de influências e moldou debates sobre identidade cultural; hoje sua obra subsidia análises de literatura, teatro e crítica social e questiona a formação e hipocrisia das elites.
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Quem foi Oswald de Andrade?

Ele foi um escritor paulista da primeira fase do modernismo brasileiro. Além disso, tinha formação em Direito e era jornalista.

Em suas viagens para a Europa entrou em contato com as vanguardas europeias e trouxe essa influência para o movimento artístico modernista.

Ao lado de nomes como Mário de Andrade e Tarsila do Amaral – com quem se casou –, idealizou e organizou a Semana de Arte Moderna, em 1922. Evento que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo e chocou a elite burguesa com a arte moderna que surgia naquela época.

Em 1929, após se separar de Tarsila do Amaral e cortar relações com o amigo Mário de Andrade, ele se casa com a militante comunista e também escritora, Patrícia Galvão, também conhecida como Pagu. Do período de 1931 até 1945, Oswald de Andrade foi militante do Partido Comunista.

Manifestos

Oswald de Andrade foi o responsável por colocar todas as ideias do modernismo brasileiro no papel. O resultado foi a criação de dois manifestos muito importantes: o Manifesto Pau-Brasil e o Manifesto Antropofágico.

No Manifesto Pau-Brasil é possível encontrar as ideias de que a poesia nacional deveria ser um produto de exportação, assim como o pau-brasil fora para o Brasil colonial.

Dessa forma, a poesia deveria ser essencialmente brasileira, com muitos elementos nacionais e uma valorização da cultura.

O Manifesto Antropofágico, por sua vez, aproveita-se da palavra “antropofagia” – que significa se alimentar das partes de outro ser humano –, para criar uma metáfora de como a arte brasileira deveria lidar com a arte de outros lugares.

Para Oswald de Andrade, cultura nacional deveria focar em seus próprios elementos, mas não deveria se isolar. A arte brasileira deveria se valorizar, mas também assimilar o que havia de bom nas culturas estrangeiras – a europeia, principalmente –, e trazer essas características alheias para si, como se estivessem se alimentando delas.

Serafim Ponte Grande

Serafim Ponte Grande é um romance escrito em 1933 e tipicamente modernista: seus capítulos são curtos e ágeis, a linguagem é coloquial e São Paulo, centro urbano brasileiro, é abordada com muitos detalhes.

O romance conta a história de Serafim, um moço que vive em São Paulo e viaja pelo mundo. Apesar de ser burguês, ele critica a hipocrisia de sua classe e se torna um personagem angustiado, também hipócrita e decepcionado com a vida.

O livro faz diversas críticas à sociedade paulistana da época, principalmente à elite.

O Rei da vela

A participação de Oswald de Andrade no mundo do teatro foi grande. Peças como O homem e o cavalo e A morta ficaram muito conhecidas na década de 1930.

Sua peça mais famosa foi O rei da vela, que, apesar de ter sido escrita em 1929, só foi levada aos palcos entre 1967 a 1968, em plena ditadura militar. A obra gerou muita repercussão, uma vez que o autor critica a sociedade vorazmente na peça. Os personagens, membros de uma aristocracia rural e da burguesia, são seres decadentes e imorais.

Poesia

O trabalho de Oswald de Andrade enquanto poeta também é notável. Ele soube como trabalhar as influências das vanguardas europeias – como o cubismo, por exemplo – dentro de suas poesias.

Suas poesias normalmente tem um senso de humor aguçado e um tom cômico.

O modernismo queria falar de um jeito mais coloquial, mais próximo do cotidiano dos indivíduos. Logo, o movimento literário rejeitava qualquer tipo de norma ou forma culta da escrita, como o uso de pontuações. Veja o exemplo no poema a seguir:

Pronominais

Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro

Conclusão

Oswald de Andrade tem uma obra vasta abrangendo manifestos, prosa, dramaturgia e poesia. Sua importância foi vital na construção do modernismo brasileiro e, para entender esse movimento, é essencial entender a obra do autor.

Exercício de fixação

Exercícios sobre Oswald de Andrade para vestibular

Passo 1 de 3

Enem/2013

O poema de Oswald de Andrade remonta à ideia de que a brasilidade está relacionada ao futebol. Quanto à questão da identidade nacional, as anotações em torno dos versos constituem:

A Direcionamentos possíveis para uma leitura crítica de dados histórico-culturais.
B Forma clássica da construção poética brasileira.
C Rejeição à ideia do Brasil como o país do futebol.
D Intervenções de um leitor estrangeiro no exercício de leitura poética.
E Lembretes de palavras tipicamente brasileiras substitutivas das originais.
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